Política
Zema propõe “novo STF” como primeiro ato de governo e mira “farra dos intocáveis”
Zema volta a criticar STF e promete "novo Supremo" caso eleito presidente O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), reiterou su
Zema volta a criticar STF e promete “novo Supremo” caso eleito presidente
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), reiterou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante o lançamento de seu plano de governo em São Paulo. Zema declarou que, caso eleito, seu primeiro ato seria propor ao Congresso Nacional a criação de um “novo STF”.
A proposta visa, segundo o político, acabar com a “farra dos intocáveis” e estabelecer um sistema em que os ministros da Suprema Corte prestem contas de suas ações. A declaração marca mais um episódio no embate público entre Zema e membros do STF, especialmente o ministro Gilmar Mendes.
O plano de governo de Zema, com forte inspiração liberal, também aborda a necessidade de um ajuste fiscal urgente para as contas públicas do país, considerado um pilar fundamental para a retomada econômica.
Detalhes da Proposta para um “Novo Supremo”
Em suas declarações, Romeu Zema detalhou os contornos que ele idealiza para um “novo Supremo”. A proposta inclui a sugestão de uma idade mínima de 60 anos para o exercício da função de ministro do STF, entendendo que tal requisito seria a “coroação de uma carreira” jurídica.
Além disso, Zema defende a implementação de um mandato de 15 anos para os ministros. Ele argumenta que essa medida traria maior renovação e evitaria a perpetuação de entendimentos, promovendo, em sua visão, um Judiciário mais dinâmico e responsável.
O pré-candidato também manifestou a intenção de acabar com o que chama de “hipocrisia” em relação à maioridade penal, propondo que o crime de adulto seja punido com pena de adulto, independentemente da idade específica, o que sugere uma revisão dos critérios atuais de imputabilidade penal.
O Embate com Gilmar Mendes e a Controvérsia das Dívidas de Minas
O embate entre Romeu Zema e o STF ganhou notoriedade após o ministro Gilmar Mendes criticar publicamente o ex-governador. A controvérsia se iniciou em virtude de decisões favoráveis ao governo de Minas Gerais nas negociações de dívidas públicas do estado com a União.
Zema expressou surpresa com as decisões, alegando que esperava que os pareceres do STF fossem estritamente baseados em princípios constitucionais, e não em “conluios políticos”. Ele ironizou a situação, sugerindo que as decisões favoráveis poderiam ter o intuito de torná-lo “submisso” ao tribunal.
Em resposta, Gilmar Mendes utilizou sua conta na rede social X (antigo Twitter) para rebater Zema. O ministro classificou como “irônico” o ataque ao STF por parte de quem, em sua gestão como governador, teria solicitado medidas do tribunal que permitiram ao governo estadual adiar o pagamento de parcelas de sua dívida com a União.
A troca de farpas evidencia a tensão entre o Poder Judiciário e alguns atores políticos que questionam a atuação e a composição das cortes superiores, um tema recorrente no cenário político brasileiro.
Plano Econômico: Ajuste Fiscal como Prioridade
No mesmo evento de lançamento de seu plano de governo, Zema apresentou suas propostas econômicas, que refletem sua linha ideológica liberal e a marca de seu partido, o NOVO. Um dos pontos centrais destacados é a necessidade de um ajuste fiscal robusto, considerado essencial devido ao que a campanha de Zema descreve como “descontrole das contas públicas no país”.
Segundo o economista da campanha de Zema, o ajuste fiscal é a “condição necessária, prioritária e antecedente a todas as outras” medidas. Ele ressaltou que, sem o controle das finanças públicas, outras iniciativas de desenvolvimento econômico se tornariam ineficazes.
O plano econômico, conforme detalhado pelo economista, se baseia em cinco pilares principais para a reforma do Estado brasileiro. O foco em responsabilidade fiscal é apresentado como um passo indispensável para reequilibrar a economia e criar um ambiente propício para o crescimento sustentável.
As Cinco Diretrizes do Plano Econômico Liberal
A campanha de Romeu Zema delineou um conjunto de cinco pilares para sua proposta de reforma econômica do Estado. Embora os detalhes específicos de cada pilar não tenham sido totalmente divulgados no material de referência, a ênfase recai sobre a redução do tamanho do Estado, a desburocratização, a liberalização da economia e a busca pela eficiência na gestão pública.
A inspiração liberal sugere uma agenda de privatizações, concessões, simplificação tributária e abertura comercial, buscando aumentar a competitividade da economia brasileira e atrair investimentos. A proposta se alinha com o discurso de Zema sobre a necessidade de modernizar o país e torná-lo mais eficiente.
A proposta de “novo STF” e o plano econômico liberal compõem a plataforma de Zema para uma eventual disputa presidencial, posicionando-o como uma alternativa que desafia o status quo e propõe reformas estruturais significativas para o Brasil.


