Economia
Ano Eleitoral de 2026 Pode Facilitar Redução da Jornada de Trabalho e Fim da Escala 6×1, Afirma Ministro do Trabalho
Ministro do Trabalho aposta em 2026 para avançar com redução da jornada e fim da escala 6x1
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, expressou otimismo quanto à possibilidade de o Congresso Nacional aprovar a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas e o fim da escala 6×1 em 2026. Segundo o ministro, um ano eleitoral, em vez de ser um obstáculo, pode até impulsionar o debate e a aprovação dessas medidas, desde que haja forte mobilização das categorias trabalhadoras.
Marinho destacou que a economia brasileira já está preparada para suportar tais mudanças. Ele comparou a potencial aprovação com a recente isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que obteve aprovação unânime no Congresso, impulsionada pela pressão popular. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 são consideradas bandeiras importantes, especialmente para a juventude.
A viabilidade dessas mudanças, segundo o ministro, passa também pela negociação entre sindicatos e empresas, garantindo que atividades essenciais que operam 24 horas por dia, por exemplo, não sejam prejudicadas. Conforme informação divulgada pelo Ministério do Trabalho, Marinho afirmou que a aprovação não depende apenas de leis, mas da capacidade de diálogo entre as partes envolvidas, visando benefícios para empresas, trabalhadores e a economia em geral.
Debates no Congresso: Avanços e Barreiras
Atualmente, diversos projetos de lei tramitam em ambas as Casas do Congresso Nacional discutindo a redução da jornada e o fim da escala 6×1. Na Câmara dos Deputados, uma subcomissão especial aprovou a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, mas rejeitou o fim da escala 6×1. Essa proposta segue em análise.
Senado Avança com Propostas Mais Ambiciosas
No Senado Federal, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) demonstrou maior avanço ao aprovar, no início de dezembro, tanto o fim da escala 6×1 quanto a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, ambas sem cortes salariais. O tema agora se prepara para ser votado no plenário do Senado no próximo ano, representando um passo significativo nas discussões sobre as condições de trabalho no país.
Economia Madura para Mudanças Trabalhistas
O ministro Luiz Marinho reiterou sua convicção de que a economia brasileira está **madura há muito tempo** para absorver a redução da jornada máxima de trabalho. Ele enfatizou que é **plenamente possível** implementar a jornada de 40 horas semanais e trabalhar para eliminar a escala 6×1, que é uma reivindicação central de muitos trabalhadores, especialmente os mais jovens.
Mobilização Social Como Motor da Mudança
Marinho comparou a situação atual com a aprovação da isenção do Imposto de Renda, onde a **pressão das ruas** foi fundamental para forçar a aprovação no Congresso. Ele acredita que a mobilização social pode ser o diferencial para que as pautas de redução de jornada e fim da escala 6×1 avancem, transformando um ano eleitoral em uma oportunidade para conquistas trabalhistas significativas, sem a necessidade de um “fla-flu” político que prejudique o debate.


