Brasil
Padilha condena ataque dos EUA à Venezuela e oferece apoio do SUS: “Queremos paz”, diz ministro
Padilha condena ataque militar dos EUA à Venezuela e oferece apoio do SUS O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, expressou forte condenação ao ataque militar promovido pelos Estad
Padilha condena ataque militar dos EUA à Venezuela e oferece apoio do SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, expressou forte condenação ao ataque militar promovido pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Em declaração pública, Padilha enfatizou a posição do Brasil em prol da paz e ofereceu a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar em possíveis necessidades humanitárias decorrentes do conflito.
A manifestação ocorreu por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter, onde o ministro reiterou o desejo do Ministério da Saúde por resoluções pacíficas. “Nós, do Ministério da Saúde, sempre queremos e trabalhamos pela paz. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, declarou Padilha.
O Brasil já vinha monitorando e lidando com os reflexos da crise venezuelana, especialmente no estado de Roraima, fronteiriço com a Venezuela. Segundo o ministro, o SUS tem sido fundamental na absorção desses impactos, prestando assistência na rede pública local. Conforme informação divulgada pelo ministro, o governo brasileiro adotou medidas preventivas para mitigar os efeitos do conflito na saúde pública nacional.
Brasil se prepara para atender possíveis vítimas do conflito
Diante do agravamento da situação, o ministro Padilha detalhou as ações preparatórias. “Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro”, afirmou.
Padilha assegurou que, mesmo diante da tensão, o Brasil estará pronto para acolher e cuidar daqueles que necessitarem de assistência médica em território brasileiro. “Que venha a paz! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, concluiu.
Contexto da ofensiva e declarações de Trump
A ação militar dos Estados Unidos foi anunciada pelo presidente Donald Trump, que informou sobre o bombardeio à Venezuela. Informações preliminares indicam que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam deixado o país, embora não haja confirmação oficial sobre o paradeiro de Maduro.
A ofensiva ocorre após meses de tensões e pressão militar dos EUA na região, sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas. Até o momento, o governo americano não apresentou evidências concretas que liguem diretamente o governo venezuelano a atividades de narcotráfico.
Lula convoca reunião de emergência após ataque
Em resposta aos desdobramentos, o presidente Lula convocou uma reunião de emergência para discutir a situação após o anúncio de Trump sobre a captura de Maduro. O encontro visa avaliar os próximos passos e as implicações regionais do ataque.


