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Caos na Venezuela: Rússia e Cuba condenam ataque militar dos EUA, Europa pede cautela e Argentina comemora captura de Maduro
Aliados de Caracas condenam ação militar, Europa pede moderação e Argentina celebra ofensiva O mundo reagiu neste sábado (3) à confirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald
Ataque à Venezuela: Aliados de Caracas condenam ação militar, Europa pede moderação e Argentina celebra ofensiva
O mundo reagiu neste sábado (3) à confirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre ataques militares na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. As manifestações globais apresentaram um cenário de divergências, com aliados de Caracas condenando a intervenção, potências europeias clamando por prudência e a Argentina, sob a liderança de Javier Milei, expressando apoio à ação. A situação na Venezuela levou à declaração de emergência nacional no país.
A Rússia classificou a ofensiva norte-americana como um “ato de agressão armada” e solicitou que as partes envolvidas evitem a escalada do conflito, priorizando soluções diplomáticas. Cuba, por sua vez, através de seu presidente Miguel Díaz-Canel, descreveu a ação como um ataque “criminoso”, reforçando a polarização em torno do evento.
O governo da Colômbia manifestou “profunda preocupação” com os desdobramentos e rejeitou medidas unilaterais que possam colocar em risco a população civil. Conforme informação divulgada pelas fontes, o regime venezuelano confirmou que o país sofreu ataques em diversas cidades, incluindo a capital, Caracas, e declarou estado de emergência diante da situação. A ofensiva norte-americana ocorre após meses de ameaças e pressão militar na América Latina e no Caribe, sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas.
Reações Internacionais Divididas: Da Condenação ao Apoio
O Chile demonstrou preocupação com a escalada do conflito. O presidente Gabriel Boric defendeu uma solução diplomática e reiterou a importância das normas internacionais. Em uma publicação nas redes sociais, Boric afirmou que “a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira”.
Na Europa, a Espanha pediu respeito ao direito internacional e a redução das tensões. Paralelamente, Alemanha e Itália informaram que ativaram equipes de crise para acompanhar os acontecimentos em Caracas e avaliar a situação de seus cidadãos no país. A União Europeia também se pronunciou, com a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, defendendo contenção após diálogo com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
“A UE afirmou repetidamente que o Sr. Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos a moderação”, declarou Kallas em publicação na rede social X.
Argentina Celebra Captura de Maduro
Em uma posição contrastante, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a ofensiva norte-americana. Em publicação no X, ao repercutir a notícia da captura de Maduro, Milei afirmou: “A liberdade avança”. A declaração do líder argentino marca um alinhamento com a política externa dos Estados Unidos em relação à Venezuela.
Entenda o Ataque e a Captura
O ataque à Venezuela foi confirmado pelo presidente Donald Trump neste sábado (3). Segundo o líder americano, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados na ação. A notícia gerou ondas de choque e diferentes interpretações geopolíticas.
Venezuela em Estado de Emergência Nacional
Diante da ofensiva, o regime venezuelano decretou emergência nacional e anunciou a ativação de planos de defesa. A situação de segurança na região está sob intensa observação por parte de diversos países e organizações internacionais, que buscam entender as consequências e os próximos passos após a intervenção militar e a captura de Maduro.


