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Forças Armadas da Venezuela reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina após captura de Maduro pelos EUA
Vice-Presidente assume comando após presidente Nicolás Maduro ser capturado em operação militar dos EUA. o, 4, ao reconhecer a vice-presidente, Delcy Rodríguez, como a nova presidente interina do país.
Venezuela em Crise: Vice-Presidente assume comando após presidente Nicolás Maduro ser capturado em operação militar dos EUA.
A cúpula das Forças Armadas da Venezuela deu um passo decisivo neste domingo, 4, ao reconhecer a vice-presidente, Delcy Rodríguez, como a nova presidente interina do país. Esta medida surge em um cenário de extrema tensão, após a anunciada captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas em um ataque militar realizado no sábado, 3.
Em um pronunciamento que ecoou pela nação, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, não poupou críticas à ação dos Estados Unidos. Ele condenou veementemente a intervenção, exigindo a libertação imediata de Maduro e alertando para as graves consequências da ação, que, segundo ele, representa uma verdadeira “ameaça global”.
“Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, contra qualquer país”, declarou Padrino López, enfatizando a preocupação com a soberania de outras nações. Ele também criticou a tentativa de impor uma política “colonialista” na América Latina e no Caribe, invocando a “doutrina Monroe”. O ministro pediu calma e o retorno à normalidade das atividades cotidianas da população venezuelana nos próximos dias.
Nomeação de Delcy Rodríguez oficializada pelo Supremo Tribunal
A ascensão de Delcy Rodríguez ao cargo de presidente interina já havia sido previamente definida pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela. A decisão visa, conforme comunicado, “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação” em um momento de incerteza política e institucional.
Ataque americano e captura de Maduro: um novo capítulo na história da Venezuela
O sábado, 3, foi marcado por uma série de explosões na capital, Caracas, durante uma operação militar coordenada pelos Estados Unidos. Em meio ao caos e à ofensiva, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite americanas e supostamente levados para Nova York. Esta ação é vista como um marco nas intervenções diretas dos EUA na região.
O incidente remete a episódios passados de intervenção militar americana na América Latina, como a invasão do Panamá em 1989, que resultou na captura do então presidente Manuel Noriega. A alegação americana contra Maduro envolve liderar um suposto cartel venezuelano, o “De Los Soles”, uma acusação que, segundo especialistas em tráfico internacional de drogas, carece de provas concretas e levanta dúvidas sobre a existência da organização.
Motivações geopolíticas e a oferta de recompensa por Maduro
Críticos da operação militar sugerem que as motivações por trás da ação são predominantemente geopolíticas. O objetivo seria afastar a Venezuela de seus aliados estratégicos, como China e Rússia, e, ao mesmo tempo, ampliar o controle dos Estados Unidos sobre as vastas reservas de petróleo venezuelanas. Durante o governo de Donald Trump, os EUA chegaram a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro, evidenciando a pressão exercida sobre o regime venezuelano.


