Política
Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e executivos são intimados a depor à PF em investigação sobre BRB
A Polícia Federal intimou Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e outros executivos da instituição financeira a prestarem depoimento entre os dias 26 e 28 de janeiro.
Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e executivos são intimados a depor à PF em investigação sobre BRB
A Polícia Federal intimou Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e outros executivos da instituição financeira a prestarem depoimento entre os dias 26 e 28 de janeiro. As oitivas fazem parte das investigações sobre a tentativa de venda de créditos ao BRB (Banco de Brasília).
Também foram chamados pela PF o ex-diretor de riscos Luiz Antônio Bull e o também ex-sócio Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, além de outros nomes ligados ao banco. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também prestará esclarecimentos.
Esta não é a primeira vez que Paulo Henrique Costa é chamado a depor. Ele já havia prestado esclarecimentos à PF no dia 30, por determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e Ailton de Aquino, do Banco Central, também foram intimados.
Segundo informações divulgadas pelo portal g1, a investigação centraliza-se na alegada tentativa de venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes do Banco Master para o BRB. As divergências sobre essa transação levaram à realização de uma acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa.
Acareação entre Vorcaro e Costa e desdobramentos da investigação
Na primeira oitiva, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foram colocados frente a frente pela Polícia Federal. A acareação visou esclarecer divergências sobre a negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos que, segundo os investigadores, não existiriam. Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central e responsável pela supervisão das instituições financeiras, participou dos depoimentos individuais, mas foi excluído da acareação.
A defesa de Paulo Henrique Costa afirmou, na ocasião, que não houve contradições significativas entre os depoimentos de Costa e Vorcaro. O ex-presidente do BRB detalhou em seu depoimento que o banco do Distrito Federal ainda busca recuperar cerca de R$ 2,5 bilhões dos R$ 12,5 bilhões investidos na aquisição de carteiras de crédito consignado, que teriam sido fraudulentas.
Costa informou que R$ 1,7 bilhão destes valores estão representados por títulos do governo dos Estados Unidos repassados pelo Master. Ele acrescentou que esses papéis já estão em processo de liquidação, uma vez que o Master já havia formalizado a transferência dos documentos.
O escândalo do Banco Master e a intervenção do STF
O caso que envolve o Banco Master e Daniel Vorcaro tramita sob sigilo. Desde o início de dezembro, todas as diligências e medidas relacionadas à investigação precisam passar pela aprovação do ministro Dias Toffoli, do STF, conforme decisão do próprio magistrado. Essa determinação visa garantir a lisura e o acompanhamento rigoroso do processo.
A investigação aponta que, antes mesmo da formalização da venda ao BRB, o Banco Master teria forjado e negociado cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado. Desse montante, R$ 6,7 bilhões corresponderiam a contratos falsos, enquanto R$ 5,5 bilhões representariam os chamados prêmios, o valor estimado da carteira acrescido de um bônus.
O escândalo culminou na liquidação do Banco Master em 18 de novembro e na prisão de Daniel Vorcaro, seu controlador. Vorcaro permaneceu detido por 12 dias e, após sua soltura, passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A situação evidencia a gravidade das alegações e a complexidade das investigações em curso.
Investigação sobre a venda fraudulenta de créditos
A Polícia Federal aprofunda os trabalhos para desvendar a extensão da fraude na tentativa de venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB. A intimação de Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira, e de outros executivos, reforça a linha de investigação que aponta para a possível participação de múltiplos atores no esquema.
O foco principal recai sobre a alegada falsificação de R$ 12,2 bilhões em créditos consignados. A suspeita é que esses contratos foram apresentados ao BRB como ativos legítimos, configurando uma tentativa de fraude de grandes proporções no mercado financeiro.
A participação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é crucial para entender os detalhes da negociação e a forma como o banco de Brasília foi exposto a um risco financeiro considerável. A recuperação de parte dos valores investidos, como os R$ 2,5 bilhões mencionados por Costa, é um dos objetivos da investigação.
O papel do Banco Central e a segurança do sistema financeiro
A presença de Ailton de Aquino, representante do Banco Central, nas oitivas iniciais, sublinha a importância da atuação do órgão regulador na supervisão de instituições financeiras. O BC tem a responsabilidade de garantir a solidez e a segurança do sistema bancário nacional.
As investigações sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro, sob sigilo e com acompanhamento direto do STF, indicam a necessidade de rigor e transparência na apuração dos fatos. A fraude em créditos consignados pode ter impactos significativos na confiança do mercado e na proteção dos investidores.
A atuação da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público e o Poder Judiciário, é fundamental para responsabilizar os envolvidos e prevenir futuras ocorrências. A recuperação dos ativos e a punição dos culpados são passos essenciais para restaurar a credibilidade do setor.


