Bahia
Produção Industrial da Bahia Avança 0,9% em Novembro de 2025, Impulsionada por Combustíveis e Celulose
A produção industrial do estado da Bahia apresentou um resultado positivo em novembro de 2025, com um crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior, segundo dados ajustados sazona
Produção Industrial da Bahia Avança 0,9% em Novembro de 2025, Impulsionada por Combustíveis e Celulose
A produção industrial do estado da Bahia apresentou um resultado positivo em novembro de 2025, com um crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior, segundo dados ajustados sazonalmente. Este avanço, embora moderado, sucede um período de expansão mais expressiva, sinalizando uma recuperação gradual e heterogênea no setor produtivo baiano.
O desempenho positivo em novembro foi influenciado principalmente pela alta em segmentos específicos, como o de derivados de petróleo e celulose. No entanto, a análise mais aprofundada revela que diversas outras atividades industriais registraram quedas significativas, evidenciando um cenário de contrastes na economia do estado.
As informações detalhadas sobre o desempenho da indústria baiana foram divulgadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados oferecem um panorama importante sobre a dinâmica econômica regional.
As informações sobre o desempenho da produção industrial baiana em novembro de 2025 são provenientes da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Análise Detalhada do Desempenho Mensal e Anual
Em novembro de 2025, a produção industrial baiana, após ajustes sazonais, demonstrou um crescimento de 0,9% na comparação com outubro do mesmo ano. Este resultado segue a expansão de 2,7% registrada no mês anterior, indicando uma tendência de recuperação, ainda que com flutuações. Na comparação com novembro de 2024, a indústria baiana apresentou um aumento de 1,5%, reforçando um quadro de evolução positiva ao longo do ano.
No acumulado do período de janeiro a novembro de 2025, o setor industrial da Bahia registrou um crescimento de 1,1%. Olhando para um período mais extenso, o indicador acumulado dos últimos 12 meses mostra um aumento de 1,4%. Todas as comparações realizadas consideram os períodos anteriores correspondentes, buscando isolar os efeitos sazonais e de calendário.
Esses indicadores, divulgados pela SEI com base nos dados do IBGE, são cruciais para entender a saúde do setor produtivo e seu impacto na economia baiana. O crescimento em novembro, mesmo que modesto, sinaliza uma certa resiliência diante de um cenário econômico que por vezes se mostra desafiador.
Setores que Impulsionaram o Crescimento em Novembro
Ao analisar a comparação entre novembro de 2025 e o mesmo mês do ano anterior, observou-se que apenas três das onze atividades industriais pesquisadas registraram aumento na produção. O segmento de Derivados de petróleo despontou como o principal motor de crescimento, com uma alta expressiva de 7,3%. Esse desempenho positivo foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento no processamento de gasolina automotiva e óleos combustíveis, refletindo possivelmente uma maior demanda ou ajustes na cadeia produtiva.
Outros dois segmentos que contribuíram positivamente para o resultado geral foram Celulose, papel e produtos de papel, que apresentou um crescimento notável de 16,6%, e as Indústrias extrativas, com um aumento de 14,9%. O setor de celulose e papel tem demonstrado força, enquanto a indústria extrativa pode estar respondendo a uma maior demanda por matérias-primas.
O segmento de Produtos alimentícios, um dos pilares da economia baiana, apresentou um desempenho estável, com uma variação de 0,2%, indicando que se manteve praticamente inalterado em relação ao ano anterior. Esta estabilidade pode ser vista como um ponto neutro em meio às variações mais acentuadas observadas em outros setores.
Atividades Industriais que Enfrentaram Quedas Significativas
Em contrapartida aos setores em expansão, diversas atividades industriais na Bahia registraram quedas expressivas na comparação de novembro de 2025 com o mesmo mês de 2024. O segmento de Produtos químicos exerceu a principal influência negativa, com uma redução de 13,2% na produção. Essa queda foi explicada especialmente pela menor produção de etileno não-saturado e propeno não-saturado, componentes importantes na indústria petroquímica.
Outros resultados negativos de destaque foram observados no setor de Couro, artigos para viagem e calçados, que sofreu uma queda de 19,3%. O setor de Bebidas também apresentou um recuo considerável, com -10,6%. A Metalurgia registrou uma diminuição de 4,9%, e o segmento de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos apresentou uma queda de 3,6%.
Adicionalmente, os setores de Produtos de borracha e material plástico tiveram uma redução de 0,6%, e Minerais não metálicos acumularam uma queda de 2,3%. Essas quedas em múltiplos setores indicam desafios específicos que afetam a competitividade e a produção em diversas cadeias produtivas dentro da indústria baiana.
Perspectivas e Contexto Econômico para a Indústria Baiana
O cenário da produção industrial baiana em novembro de 2025 reflete um panorama complexo, com alguns setores apresentando robustez enquanto outros enfrentam dificuldades. A recuperação da indústria é um fator crucial para o desenvolvimento econômico do estado, impactando diretamente a geração de empregos e a arrecadação fiscal.
O desempenho positivo em derivados de petróleo pode estar ligado a fatores como a demanda interna por combustíveis, o agronegócio que utiliza derivados como insumos, e até mesmo a exportação desses produtos. Já o crescimento em celulose e papel pode ser reflexo de investimentos recentes ou de uma demanda global aquecida por esses materiais.
Por outro lado, as quedas em setores como produtos químicos e couro indicam a necessidade de análise aprofundada sobre as causas, que podem incluir desde questões de competitividade internacional, custos de produção, até mudanças na demanda do mercado consumidor. A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e o IBGE continuam monitorando esses indicadores para fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas.


