Notícias
Alerta de Mpox no Carnaval de Porto Alegre: Prefeitura Reforça Prevenção Após Novo Caso Confirmado
Alerta de Mpox em Porto Alegre: Prefeitura intensifica prevenção para o Carnaval após novo caso confirmado. Saiba como se proteger.
Porto Alegre confirma caso de Mpox e reforça medidas preventivas para o Carnaval
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre divulgou nesta terça-feira, 17, a confirmação de um novo caso de Mpox na capital gaúcha. O paciente, residente da cidade, contraiu a infecção em viagem fora do estado, segundo as informações oficiais. Detalhes sobre a variante do vírus e o estado de saúde do indivíduo não foram divulgados pela pasta.
Diante da proximidade do Carnaval, a prefeitura intensificou as orientações de prevenção contra a Mpox. A doença, que ganhou notoriedade internacional em 2024, exige cuidados específicos para evitar a propagação, especialmente em eventos com grande aglomeração de pessoas como os festejos de Carnaval.
A transmissão da Mpox ocorre principalmente através do contato direto com lesões de pele, secreções corporais, incluindo saliva, e também por gotículas respiratórias em situações de proximidade prolongada. A Secretaria Municipal de Saúde ressalta a importância da informação e da adoção de medidas de higiene para a proteção individual e coletiva. Conforme informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, a cidade contabilizou 11 casos da doença em 2025.
Entenda a Mpox e seus riscos
Anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, a Mpox é causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família do vírus da varíola. A transmissão é facilitada pelo contato próximo com pessoas infectadas, seja por meio de lesões cutâneas, fluidos corporais, ou exposição a secreções respiratórias. O contágio também pode ocorrer por meio de animais infectados, especialmente roedores, embora o principal meio de transmissão entre humanos seja o contato direto.
Os sintomas mais comuns da Mpox incluem o surgimento de erupções ou lesões na pele, acompanhados por febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas). O período de incubação da doença pode variar significativamente, estendendo-se de três a 21 dias, com uma média observada entre dez e 16 dias após a exposição ao vírus.
Prevenção e Tratamento em Foco
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre enfatiza que a prevenção é a principal ferramenta contra a Mpox. Medidas como a higiene frequente das mãos, evitar contato próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas e o uso de preservativos durante relações sexuais são fundamentais. A atenção especial é direcionada aos foliões que participarão das festas de Carnaval, onde o contato físico é mais intenso.
O Ministério da Saúde informa que o tratamento para a Mpox é, em grande parte, de suporte clínico. O foco é no alívio dos sintomas, na prevenção de complicações e na redução do risco de sequelas. Até o momento, não há um medicamento específico aprovado para curar a doença, o que reforça a importância das medidas profiláticas para evitar a infecção e a disseminação do vírus.
O cenário nacional e histórico da Mpox
O caso confirmado em Porto Alegre soma-se a outros registros em nível nacional. Em janeiro de 2026, o estado de São Paulo, por exemplo, confirmou 43 casos da doença, a partir de 161 notificações suspeitas em diversas cidades paulistas. A Mpox alcançou projeção internacional em 2024, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de importância internacional. Naquela ocasião, o Brasil figurou como o segundo país com maior número de casos globalmente. O status de emergência foi posteriormente suspenso em setembro de 2025, devido à queda expressiva nas infecções.


