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Brasil faz história com a maior delegação de inverno já enviada para Milão-Cortina 2026 e mira pódio inédito
Brasil bate recorde histórico e envia 14 atletas para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou nesta segunda-feira (19) a convoc
Brasil bate recorde histórico e envia 14 atletas para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou nesta segunda-feira (19) a convocação de 14 atletas que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, na Itália, que acontecerão entre 6 e 22 de fevereiro. Esta marca representa a maior delegação brasileira da história em uma edição de Jogos de Inverno, superando o recorde anterior de 13 competidores em Sochi 2014.
A lista de convocados abrange cinco modalidades distintas: esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, skeleton e bobsled. O objetivo do Time Brasil é claro: conquistar a primeira medalha olímpica de inverno da história do país, impulsionado por atletas de destaque que vêm obtendo bons resultados em competições internacionais recentes.
A expansão e o fortalecimento dos esportes de inverno no Brasil são evidenciados por essa delegação recorde. O COB destaca que o feito é reflexo de mais estrutura, melhor organização e planejamento de longo prazo, consolidando o país como uma força emergente no cenário global.
Conforme informações divulgadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a delegação brasileira busca fazer história e inspirar futuras gerações.
Delegação Recorde e Busca por Medalha Inédita
A convocação para os Jogos de Milão-Cortina 2026 marca um capítulo inédito para o Brasil nos esportes de inverno. Com 14 atletas, o país demonstra um crescimento expressivo no cenário olímpico de neve e gelo. A expectativa é que essa participação histórica culmine na conquista da primeira medalha do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno.
Entre os nomes que geram maior expectativa estão Lucas Pinheiro Braathen, no esqui alpino, Nicole Silveira, no skeleton, e Pat Burgener, no snowboard. Todos eles conquistaram pódios recentes em etapas da Copa do Mundo, demonstrando estarem em excelente forma para a competição.
O chefe de Missão da delegação brasileira, Emílio Strapasson, ressaltou a importância deste marco. “Uma delegação recorde representa um marco importante para os esportes de inverno no Brasil. Ela é reflexo direto de mais estrutura, melhor organização e planejamento de longo prazo”, afirmou Strapasson.
Ele complementou, destacando o posicionamento do Brasil: “Os esportes de inverno são uma parte fundamental do Movimento Olímpico, e o Brasil já se consolida como a terceira força das Américas e a principal da América do Sul nesse cenário”.
Atletas em Destaque e Suas Trajetórias
A delegação brasileira é composta por atletas com histórias inspiradoras e resultados expressivos. No esqui alpino, além de Lucas Braathen, o Brasil será representado por Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha. Braathen, em particular, chega com quatro pódios na temporada, incluindo vitórias e segundas colocações em etapas da Copa do Mundo, demonstrando seu potencial.
No esqui cross-country, Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva são os convocados. Eduarda Ribera participará de sua segunda Olimpíada, enquanto Bruna Moura terá sua estreia adiada para esta edição após um acidente em 2022. Manex Silva, por sua vez, garantiu a vaga brasileira no masculino após uma boa performance no Mundial.
O snowboard terá Pat Burgener e Agostinho Teixeira competindo na modalidade halfpipe. Burgener vem de um histórico recente de pódios, incluindo um bronze inédito para o Brasil na Copa do Mundo, e Agostinho Teixeira também tem somado resultados relevantes em competições europeias.
No skeleton, a única representante brasileira é Nicole Silveira. A atleta, que já foi quarta colocada no Mundial, conquistou recentemente uma medalha de bronze na Copa do Mundo, mostrando sua força na modalidade.
O bobsled contará com o experiente Edson Bindilatti no trenó 4-man. Bindilatti, que disputará seus sétimos Jogos Olímpicos de Inverno, é um pioneiro na modalidade e fundamental para a equipe brasileira.
Novos Talentos e Experiência Combinados
A equipe brasileira para Milão-Cortina 2026 mescla a experiência de veteranos com o talento de novos atletas que surgem no cenário internacional. A diversidade de origens e trajetórias dos competidores enriquece a representação do Brasil.
Em modalidades como o esqui alpino, a convocação inclui atletas que recentemente optaram por defender o Brasil, como Lucas Pinheiro Braathen, nascido na Noruega, filho de mãe brasileira, e Christian Oliveira, que também tem raízes norueguesas. Giovanni Ongaro, nascido na Itália, e Alice Padilha, carioca que se desenvolveu nos Estados Unidos e treina na Áustria, completam a equipe.
No esqui cross-country, Eduarda Ribera, de 21 anos, retorna aos Jogos após sua estreia em Pequim 2022. Bruna Moura, que teve sua estreia adiada em 2022 devido a um acidente, agora terá sua chance. Manex Silva, acreano que vive na Europa, também competirá em sua segunda Olimpíada de Inverno.
No snowboard halfpipe, Pat Burgener, nascido na Suíça, e Agostinho Teixeira, da Argentina, trazem a força internacional para a equipe brasileira. Ambos têm demonstrado evolução e conquistas recentes em competições de alto nível.
O bobsled terá o experiente Edson Bindilatti, de 46 anos, como piloto do trenó 4-man. Bindilatti é um marco no esporte brasileiro, participando de sua sétima Olimpíada de Inverno, consolidando seu legado como um dos maiores nomes do país na modalidade.
Edson Bindilatti: Um Ícone do Esporte Brasileiro de Inverno
Edson Bindilatti é, sem dúvida, uma das figuras mais emblemáticas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno. Com 46 anos e uma carreira que atravessa décadas, ele se prepara para sua sétima participação olímpica, um feito extraordinário que demonstra sua dedicação e paixão pelos esportes de inverno.
O baiano foi um dos pioneiros a representar o Brasil no bobsled, modalidade que exige força, velocidade e trabalho em equipe. Sua trajetória inclui participações em Salt Lake City 2002, Turim 2006, Vancouver 2010, Sochi 2014, PyeongChang 2018 e Pequim 2022. Agora, ele adiciona Milão-Cortina 2026 à sua impressionante lista.
Bindilatti selou a vaga brasileira no trenó 4-man após um resultado expressivo na Copa América de bobsled, em Lake Placid, nos Estados Unidos. Na ocasião, ele comandou uma equipe que demonstrou grande entrosamento e capacidade técnica.
A experiência e a liderança de Bindilatti são cruciais para o desenvolvimento do bobsled no Brasil e para a busca por um resultado histórico na Olimpíada de Inverno.
Nicole Silveira e Lucas Braathen: Apostas de Medalha
Nicole Silveira e Lucas Pinheiro Braathen são dois dos nomes mais fortes da delegação brasileira e despontam como candidatos a medalhas em suas respectivas modalidades. Ambos vêm de resultados expressivos em competições de alto nível.
Nicole Silveira, atleta do skeleton, conquistou recentemente uma medalha de bronze na etapa da Copa do Mundo em St. Moritz, na Suíça. No ano passado, ela alcançou a quarta colocação no Mundial da modalidade, demonstrando consistência e evolução.
Lucas Pinheiro Braathen, no esqui alpino, tem colecionado pódios na atual temporada da Copa do Mundo. Com quatro pódios, incluindo vitórias e segundos lugares em etapas desafiadoras, ele chega como um dos favoritos em algumas das provas de esqui alpino.
A performance desses atletas em competições internacionais de ponta reforça a expectativa de que o Brasil possa, finalmente, subir ao pódio nos Jogos Olímpicos de Inverno, escrevendo um novo capítulo na história do esporte nacional.


