Bahia
Centrais das Águas: Bahia leva água potável a Ribeira do Pombal com gestão comunitária inovadora
Governo da Bahia expande programa Centrais das Águas em Ribeira do Pombal e região, garantindo acesso à água potável e gestão compartilhada.
Governo da Bahia Impulsiona Acesso à Água Potável com Programa Centrais das Águas em Ribeira do Pombal e Região
O Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), deu início a um importante processo de adesão de comunidades rurais ao Programa Centrais das Águas. A iniciativa, focada no Território Semiárido Nordeste II, tem como objetivo primordial assegurar o acesso contínuo e seguro à água potável para as famílias que residem no meio rural, fortalecendo a política pública de segurança hídrica.
Integrado ao projeto Bahia que Produz e Alimenta e executado em colaboração com a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), o programa busca democratizar o acesso a um recurso essencial, promovendo saúde, desenvolvimento e autonomia para as populações do campo. A estratégia se baseia em um modelo inovador de gestão compartilhada.
Nesta fase inicial, equipes técnicas da CAR têm percorrido diversas comunidades rurais em municípios como Ribeira do Pombal, Jeremoabo, Cícero Dantas e Tucano. O foco dessas visitas é estabelecer um diálogo aberto e qualificado com os moradores, apresentando os detalhes do programa e coletando suas expectativas e necessidades.
Conforme informações divulgadas pelo Governo do Estado da Bahia, o processo de adesão ao Programa Centrais das Águas é construído de maneira participativa, garantindo que as decisões sobre a gestão dos sistemas de abastecimento de água sejam tomadas coletivamente pelas comunidades. As reuniões realizadas nas localidades visam informar detalhadamente sobre o modelo de Gestão Compartilhada, permitindo que os moradores votem conscientemente sobre a adesão.
Diálogo e Participação Comunitária no Centro do Programa
As reuniões promovidas pelas equipes da CAR nas comunidades rurais são um pilar fundamental do Programa Centrais das Águas. Durante esses encontros, os moradores têm a oportunidade de conhecer em profundidade o modelo de Gestão Compartilhada e Profissionalizada dos sistemas de abastecimento de água. Este modelo, que já possui uma trajetória de sucesso em outras regiões da Bahia, visa otimizar a operação, manutenção e sustentabilidade dos sistemas hídricos.
A participação ativa das comunidades é incentivada através de um processo de votação, onde cada localidade decide coletivamente se adere ou não à gestão do sistema de abastecimento de água pela Central das Águas. Essa abordagem democrática assegura que a implementação do programa esteja alinhada com as realidades e desejos de cada comunidade, fortalecendo o senso de pertencimento e responsabilidade.
Além das discussões sobre a gestão hídrica, as atividades socioeducativas voltadas para as crianças das famílias participantes são um diferencial importante. Estas ações visam conscientizar os mais jovens sobre a importância da educação ambiental e do uso racional da água, formando futuras gerações mais conscientes e engajadas na preservação dos recursos hídricos.
Ana Luíza Marques, coordenadora do Programa Centrais das Águas da CAR, ressalta a importância da colaboração comunitária. “A adesão ao programa é construída de forma participativa, respeitando a decisão de cada comunidade. Nosso papel é apresentar o modelo, fornecer todas as informações necessárias e garantir que as famílias tenham segurança para decidir sobre a gestão do sistema de abastecimento de água, assegurando qualidade, continuidade e sustentabilidade do serviço”, explicou Marques.
Modelo de Gestão Compartilhada: Um Legado de Sucesso
O Programa Centrais das Águas não é uma iniciativa nova, mas sim um modelo inspirado em experiências pioneiras que tiveram início na Bahia desde 1996. Ao longo dos anos, o programa tem se consolidado como uma estratégia eficaz para garantir o acesso à água potável e promover o desenvolvimento rural sustentável.
O modelo de gestão compartilhada e profissionalizada dos sistemas de abastecimento de água se destaca por diversos benefícios concretos. Primeiramente, assegura o fornecimento regular de água potável, um direito fundamental que muitas comunidades rurais têm dificuldade em garantir. Essa regularidade impacta diretamente na qualidade de vida, saúde e nas atividades produtivas locais.
Adicionalmente, a gestão profissionalizada contribui significativamente para a ampliação da vida útil dos equipamentos utilizados nos sistemas de abastecimento. Uma manutenção adequada e um uso otimizado dos recursos hídricos evitam desgastes prematuros e falhas técnicas, reduzindo custos de reparo e substituição a longo prazo.
Um dos impactos mais relevantes é a contribuição para a redução de doenças de veiculação hídrica. O acesso à água potável de qualidade é a primeira linha de defesa contra enfermidades como diarreia, cólera e hepatite A, doenças que ainda afetam desproporcionalmente populações em áreas com saneamento básico precário e acesso limitado à água tratada.
Por fim, o programa fortalece as associações comunitárias, capacitando seus membros para gerenciar os sistemas de abastecimento de água. Esse empoderamento local não apenas garante a sustentabilidade do serviço, mas também fomenta o desenvolvimento de lideranças e a organização social, elementos cruciais para o progresso das comunidades rurais.
Expectativas Positivas e Avanços Concretos nas Comunidades
A notícia da implantação do Programa Centrais das Águas tem gerado um sentimento de otimismo e expectativa positiva entre os moradores das comunidades rurais que serão beneficiadas. A perspectiva de um acesso mais estável e de melhor qualidade à água potável é vista como um divisor de águas para a melhoria da vida cotidiana.
José da Conceição, presidente da Associação da Comunidade de Cajarana, localizada em Ribeira do Pombal, expressou seu entusiasmo com o novo modelo. “A chegada da Central vai acabar com o desperdício de água, garantir uma gestão adequada do sistema e trazer mais autonomia para a nossa comunidade. É um passo importante para melhorar a qualidade de vida das famílias e fortalecer a nossa organização comunitária”, afirmou Conceição, evidenciando a percepção de avanço e empoderamento que o programa representa.
A gestão adequada do sistema de abastecimento de água é uma preocupação constante em muitas áreas rurais, onde a escassez ou a má conservação das fontes hídricas podem levar a conflitos e dificuldades. O programa promete mitigar esses problemas através de uma administração profissional e participativa, focada na eficiência e na sustentabilidade.
O fortalecimento da organização comunitária, mencionado por José da Conceição, é outro ponto crucial. Ao envolver as associações locais na gestão dos recursos hídricos, o programa incentiva a colaboração, a transparência e o desenvolvimento de novas competências, capacitando os moradores para lidar com os desafios do futuro.
Expansão Estratégica das Centrais das Águas na Bahia
O Programa Centrais das Águas tem demonstrado sua relevância e eficácia, com sistemas já em pleno funcionamento em municípios baianos como Seabra, Jacobina e Caetité. A expansão contínua do programa é uma demonstração do compromisso do Governo do Estado em universalizar o acesso à água potável.
No âmbito do projeto Bahia que Produz e Alimenta, o Programa Centrais das Águas prevê a implantação de três novas Centrais em importantes municípios do estado: Ribeira do Pombal, Vitória da Conquista e Feira de Santana. Essa expansão estratégica visa alcançar um número ainda maior de famílias em regiões com desafios hídricos significativos.
Além da implantação das novas Centrais, o programa também contempla a instalação de aproximadamente 20 mil ligações de água em comunidades rurais. Essa meta ambiciosa reforça o objetivo de ampliar o acesso direto à água potável, levando o serviço essencial para dentro das residências e melhorando as condições de saneamento básico.
Essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do Governo do Estado para fortalecer a segurança hídrica no meio rural. Garantir o acesso à água de qualidade é fundamental não apenas para a saúde e bem-estar das populações, mas também para impulsionar a agricultura familiar, a produção de alimentos e o desenvolvimento econômico sustentável das comunidades baianas, promovendo um futuro mais próspero e resiliente.


