Saúde

Bolsonaro deixa UTI após pneumonia, mas prognóstico de alta é incerto; prisão domiciliar em debate no STF

Ex-presidente Jair Bolsonaro deixa a UTI, mas ainda sem previsão de alta hospitalar O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star

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Ex-presidente Jair Bolsonaro deixa a UTI, mas ainda sem previsão de alta hospitalar

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde está internado para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral. A condição surgiu após um episódio de broncoaspiração.

Apesar da melhora clínica notada, o boletim médico divulgado nesta terça-feira (24) indica que Bolsonaro permanece no hospital. Ele continua recebendo antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e passando por fisioterapia respiratória e motora.

O documento, assinado por uma equipe médica especializada, não estabelece uma data para a alta hospitalar do ex-presidente. A notícia surge em meio a discussões sobre sua situação legal e de saúde, conforme informações divulgadas pelo hospital.

Entenda o quadro de saúde e a internação de Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star no dia 13 de março, após passar mal e apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. A equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o atendeu e o encaminhou para a unidade hospitalar.

O quadro de saúde do ex-presidente é acompanhado de perto, especialmente considerando que ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado e outros delitos, estando detido anteriormente no Complexo Penitenciário da Papuda.

Prisão domiciliar humanitária em análise no STF

Um desenvolvimento importante na situação de Bolsonaro é o parecer enviado pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento é favorável à concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente, com base em seus motivos de saúde.

Este parecer será agora avaliado pelo ministro Alexandre de Moraes, que é o relator da execução penal de Jair Bolsonaro no STF. A decisão sobre a prisão domiciliar poderá ter implicações significativas para o cumprimento de sua pena e para o acompanhamento de sua saúde.

Equipe médica segue monitorando a evolução do ex-presidente

A equipe médica responsável pelo tratamento de Jair Bolsonaro é composta por profissionais experientes, incluindo o cirurgião-geral Cláudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, o gerente médico Wallace S. Padilha e o diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges. Eles seguem monitorando a evolução do quadro de pneumonia.

A continuidade do tratamento com antibióticos e as sessões de fisioterapia são essenciais para a recuperação. A falta de uma previsão de alta hospitalar reforça a necessidade de observação clínica contínua, enquanto a esfera jurídica discute a possibilidade de transferência para prisão domiciliar.