Bahia
Jerônimo Rodrigues acusa ACM Neto de “política da conveniência” ao apoiar Flávio Bolsonaro e criticar aliança com Lula-Neto
Jerônimo Rodrigues critica ACM Neto por "política da conveniência" e aliança com Flávio Bolsonaro O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quarta-feira (14)
Jerônimo Rodrigues critica ACM Neto por “política da conveniência” e aliança com Flávio Bolsonaro
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quarta-feira (14), em Salvador, sobre o segundo turno das eleições presidenciais, direcionando críticas ao seu opositor, ACM Neto (União Brasil).
Questionado sobre o apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro, Jerônimo Rodrigues afirmou que o ex-prefeito de Salvador já se alinhava ao bolsonarismo, mesmo tendo declarado apoio a Ronaldo Caiado (PSD) em outro momento. Segundo o governador, essa postura reflete uma “política da conveniência”.
“Ele já estava, porque, na verdade, ele não pediu voto para o candidato dele (Ronaldo Caiado). Não pediu. Você não via o nosso opositor, o derrotado nas urnas, pedir voto para Caiado”, declarou Jerônimo Rodrigues, conforme divulgado em seu encontro com prefeitos baianos.
A “política da conveniência” de ACM Neto, segundo Jerônimo
O governador petista detalhou sua visão sobre o comportamento de ACM Neto. Ele pontuou que o ex-prefeito buscava aparecer ao lado de quem lhe era conveniente em cada momento. “Onde queria aparecer ali, ‘arrumadinho’ era com Caiado, onde queria aparecer com o time dele, porque os senadores todos eram bolsonaristas”, explicou.
Jerônimo Rodrigues ressaltou que, mesmo com declarações de apoio a outros candidatos, a proximidade de ACM Neto com o grupo bolsonarista era evidente. Ele mencionou que, em outros momentos, a aliança era com o grupo ligado a Bolsonaro, mas, quando conveniente, a referência era a “Lula-Neto”. Essa dualidade é o que o governador classifica como “política da conveniência”.
Jerônimo ironiza e reforça apoio a Lula-Neto
Ao finalizar suas declarações, Jerônimo Rodrigues fez uma irônica menção à oposição e reforçou o apoio à chapa de Lula-Neto. “Eu espero que aqueles que foram convencidos a votar no Lula-Neto continuem votando agora no Lula Neto. Será bem-vindo o voto”, concluiu o governador.
A declaração do governador baiano evidencia as tensões políticas na Bahia e o debate sobre as alianças eleitorais no contexto do segundo turno das eleições presidenciais. A crítica à “política da conveniência” busca desqualificar a postura do opositor, associando-o a uma falta de coerência e a interesses pessoais.
A oposição baiana, representada por ACM Neto, busca consolidar seu apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues reforça o apoio a Lula, em uma disputa que se estende para além da esfera nacional, refletindo as dinâmicas internas do estado.


