Bahia

PF faz buscas contra ex-secretário do STJ em investigação de lavagem de dinheiro ligada a Flávio Bolsonaro

PF investiga ex-secretário do STJ por vazamento de informações em caso de lavagem de dinheiro com Flávio Bolsonaro A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira, 19 de dezembro, b

PF investiga ex-secretário do STJ por vazamento de informações em caso de lavagem de dinheiro com Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira, 19 de dezembro, buscas contra Humberto Pradera, ex-secretário do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação investiga suspeitas de vazamento de minutas de decisões judiciais para o advogado Willer Tomaz.

Tomaz, por sua vez, é investigado por lavagem de dinheiro em conjunto com o candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL). Pradera foi exonerado do cargo de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ na última sexta-feira, 16 de dezembro.

A descoberta de uma foto de um documento em produção no STJ no celular de Willer Tomaz, enviada por Pradera, foi um dos pontos que deflagraram a investigação. O caso, que começou com apuração de crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com uso de casas de apostas, agora avança para novas frentes. As informações foram divulgadas pelo portal UOL.

Vazamento de Sigilo e Conexões Financeiras

Humberto Pradera é apontado pela PF por possível violação de sigilo funcional. A suspeita é de que ele tenha facilitado o acesso antecipado a documentos que ainda não haviam sido publicados pelo STJ. Essa ação teria beneficiado o advogado Willer Tomaz.

A análise de dados do celular de Tomaz revelou e-mails que indicam que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como usuário master em uma conta bancária de uma empresa ligada ao advogado. O relatório da PF também menciona festas, encontros e reuniões entre os dois, além do pagamento de viagens para o senador.

Movimentações Incompatíveis e Foro Privilegiado

Segundo a Polícia Federal, a movimentação financeira de Willer Tomaz apresenta incompatibilidades com suas atividades econômicas declaradas. A investigação aponta para suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato eletrônico e violação de sigilo funcional.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado de Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência. O ministro Alexandre de Moraes é o relator do inquérito. A operação desta segunda-feira é a primeira ação autorizada por ele para aprofundar as investigações sobre as atividades de Willer Tomaz e suas conexões.

Outras Investigações Envolvendo Flávio Bolsonaro

É importante notar que Flávio Bolsonaro já é alvo de outro inquérito no STF. Esta investigação separada apura o financiamento, por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.