Política

Campanha de Lula denuncia falta de transporte em 9 estados ao TSE e pede prorrogação do horário de votação

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (30), denunciando a ocorrência de falta de tran

Campanha de Lula denuncia falta de transporte em 9 estados ao TSE e pede prorrogação do horário de votação

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (30), denunciando a ocorrência de falta de transporte público em cidades de pelo menos nove estados brasileiros. A coligação Brasil Pronto Pra Mais alega que a situação, registrada em locais como Bahia, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro, tem impedido eleitores de chegarem a tempo às suas seções de votação.

Diante do cenário, a chapa presidencial solicita ao TSE a prorrogação do horário de votação nos locais afetados pela escassez de transporte, estendendo o encerramento das atividades de votação das 17h para as 19h. A coligação argumenta que o volume de publicações e interações nas redes sociais sobre o tema demonstra que as intercorrências não são pontuais, mas sim um problema generalizado que atinge eleitores em diversas partes do país.

A ação apresentada ao TSE visa garantir o direito ao voto, especialmente para aqueles que dependem do transporte público para se deslocar até as urnas. A campanha do presidente Lula busca, com a medida, mitigar os efeitos da falta de mobilidade que podem comprometer a participação democrática de milhares de cidadãos em um dia crucial para o país.

Conforme informações divulgadas pela campanha Brasil Pronto Pra Mais, a falta de transporte público tem sido um obstáculo significativo para eleitores em diversas regiões do Brasil no dia da votação. A coligação aponta que, em estados como a Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) chegou a solicitar a prisão do secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, devido à identificação de 370 ônibus parados nas garagens da capital baiana.

Impacto da falta de transporte e pedido de prorrogação de horário

A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a candidatura de Lula à reeleição, apresentou uma ação formal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o objetivo de solucionar os problemas de transporte público reportados em nove estados. A entidade argumenta que a ausência ou insuficiência de ônibus e outros meios de transporte coletivo tem prejudicado o acesso dos eleitores às zonas eleitorais, impactando diretamente o exercício do voto.

O documento enviado ao TSE destaca que, entre as 8h e as 13h30 do dia da eleição, o tema “transporte” gerou 249,7 mil publicações e 848,7 mil interações nas plataformas digitais. Esse volume expressivo, segundo a campanha, confirma que as dificuldades de mobilidade não são isoladas, mas sim um fenômeno que afeta eleitores em todo o território nacional.

Em virtude dessas ocorrências, a chapa presidencial pede a prorrogação do horário de votação. A solicitação visa estender o período de votação em até duas horas nos locais onde os problemas de transporte foram mais severos, permitindo que eleitores que foram impedidos de chegar às urnas a tempo possam exercer seu direito ao voto. A votação, que tradicionalmente encerra às 17h, poderia se estender até as 19h nessas localidades.

Denúncias e medidas judiciais em estados específicos

A ação movida pela campanha de Lula detalha as irregularidades observadas em diferentes unidades da federação. Na Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) agiu com firmeza, solicitando a prisão do secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após o Procon-BA constatar a existência de 370 ônibus parados nas garagens da capital. Essa medida evidencia a gravidade da situação e a resposta das autoridades eleitorais.

A coligação ressalta que as mesmas intercorrências foram registradas em diversas unidades da federação, sempre com o mesmo resultado: eleitores que dependem do transporte público não conseguem chegar às suas seções de votação ou chegam com atrasos consideráveis. A Justiça Eleitoral já havia determinado que 100% da frota do transporte público em dias úteis seja colocada em circulação no dia da votação, com passagens gratuitas, medida que parece não ter sido cumprida em sua totalidade.

Nas redes sociais, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, atribuiu a falta de transporte a uma ação coordenada de prefeitos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Boulos, a estratégia visa impedir o voto em regiões onde o presidente Lula obteve expressiva votação no primeiro turno, especialmente no Nordeste e na periferia de São Paulo. Ele classificou a situação como crime eleitoral.

Relatos de dificuldades em Alagoas, Pernambuco e Roraima

A campanha Brasil Pronto Pra Mais detalhou as situações enfrentadas em alguns estados. Em Alagoas, as rodoviárias registraram, desde o início da manhã, um número insuficiente de vans e micro-ônibus para o transporte intermunicipal. A situação gerou esperas superiores a uma hora e denúncias de cobrança de passagem de eleitores, o que exigiu a intervenção do Ministério Público estadual.

Em Pernambuco, eleitores relataram dificuldades em obter a gratuidade no transporte intermunicipal. O Relatório Especial DX, citado na ação, também registrou relatos de motoristas que teriam dificultado o acesso de eleitores aos ônibus. Essa ação configura um claro obstáculo ao direito de ir e vir e ao exercício da cidadania.

Já em Roraima, a campanha informa que empresas de transporte se recusaram a executar rotas eleitorais, o que impediu o deslocamento de eleitores indígenas até os locais de votação. A dificuldade de acesso para comunidades remotas, como as indígenas, agrava a situação e levanta preocupações sobre a equidade no processo eleitoral.

Denúncias no Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro

No Piauí, a denúncia aponta para uma redução da frota de ônibus no dia da eleição em Teresina, o que levou ao acionamento da Justiça Eleitoral. A medida busca garantir que a oferta de transporte público seja adequada à demanda em um dia tão importante para a democracia.

Na Paraíba, a ação da campanha de Lula menciona relatos de eleitores com dificuldade para chegar aos locais de votação. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram ônibus passando direto pelos pontos de embarque na Zona Sul de João Pessoa, com longas esperas e pouca circulação de veículos, mesmo com o serviço sendo gratuito. A situação gerou insatisfação e protestos de eleitores.

No Pará, a campanha relata denúncias de dificuldades no transporte na Ilha do Marajó, uma região de difícil acesso e que depende fortemente de transporte aquaviário e fluvial. A falta de embarcações adequadas ou horários compatíveis pode ter impedido muitos eleitores de chegarem para votar.

No Rio de Janeiro, a ação cita relatos de redução da frota de ônibus em cidades como Petrópolis e São Gonçalo. Publicações nas redes sociais mostram filas nos pontos de ônibus e pouca circulação da frota, gerando transtornos para os eleitores que dependem do transporte público para se deslocar.

A ação da coligação Brasil Pronto Pra Mais pede, além da prorrogação do horário de votação, a prisão em flagrante dos responsáveis pelo que consideram um “embaraço ao exercício do sufrágio”. A campanha busca responsabilizar os envolvidos na falha do sistema de transporte público e garantir que as irregularidades não se repitam em futuras eleições.