Saúde
Ministério da Saúde desmente fake news: Vacina da gripe NÃO aumenta risco da doença e salva vidas
O Ministério da Saúde emitiu um alerta urgente nesta quarta-feira (1º) contra a disseminação de desinformação nas redes sociais.
Ministério da Saúde desmente fake news: Vacina da gripe NÃO aumenta risco da doença e salva vidas
O Ministério da Saúde emitiu um alerta urgente nesta quarta-feira (1º) contra a disseminação de desinformação nas redes sociais. Boatos sobre a vacina contra a gripe voltaram a circular, afirmando falsamente que o imunizante poderia aumentar o risco de contrair a própria doença.
Essas publicações, segundo a pasta, não possuem qualquer base científica. O ministério reforça que a vacina é segura e eficaz na prevenção de quadros graves, hospitalizações e mortes, especialmente em grupos vulneráveis.
A vacina da gripe disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é a trivalente, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pré-qualificada internacionalmente. A informação é do Ministério da Saúde.
Vacina da gripe: como ela funciona e por que não causa a doença
O Ministério da Saúde esclarece que a vacina contra a gripe é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados. Isso significa que ela não tem o potencial de causar a gripe em quem é vacinado. Portanto, é completamente falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção.
A confusão muitas vezes surge porque o vírus influenza circula com mais intensidade nos períodos de outono e inverno. Nesse mesmo período, outras viroses respiratórias, como a COVID-19, também se tornam mais comuns.
Pessoas vacinadas podem, sim, ser infectadas por outros vírus respiratórios e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe. Isso pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou. No entanto, a imunização reduz significativamente a chance de desenvolver sintomas graves, internações e mortes, como destaca o Ministério da Saúde.
Campanha de Vacinação contra a Gripe: quem deve se vacinar e prazos
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início no último sábado (28) e se estenderá até o dia 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Grupos prioritários, como idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde e professores, estão entre os públicos elegíveis.
Também podem receber a dose pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, além de outros públicos considerados mais vulneráveis. Mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país, segundo balanço recente do ministério.
A vacinação anual é fundamental porque a composição da vacina é atualizada a cada ano, acompanhando as cepas mais prevalentes do vírus, conforme orientação da OMS.
Vigilância e reforço contra novas cepas do vírus Influenza
O Ministério da Saúde também informou que intensificou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que tem sido registrado em países da América do Norte. Até o momento, o Brasil identificou apenas quatro casos desse subclado específico.
As análises são realizadas por laboratórios de referência nacional, como a Fiocruz e o Instituto Adolfo Lutz, seguindo rigorosos protocolos de vigilância. Essa vigilância inclui o monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
O ministério reforça que a vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes. A pasta pede ainda que a população não espalhe desinformação e sempre confira fontes oficiais antes de repassar notícias falsas.


