Política

Acordo Mercosul-UE: Alckmin prevê vigência em 2026 com aprovação do Congresso Brasileiro

Uma Nova Era de Comércio e Investimentos com Potencial de Vigência em 2026 O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia est

Acordo Mercosul-UE: Uma Nova Era de Comércio e Investimentos com Potencial de Vigência em 2026

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia está próximo de ser assinado, com expectativas de que o pacto entre em vigor já em 2026. A concretização dessa meta depende, contudo, da aprovação parlamentar em todos os países-membros do bloco sul-americano e na União Europeia. Alckmin destacou que a internalização do acordo pelos parlamentos é um passo crucial para sua implementação, visando beneficiar consumidores com produtos de maior qualidade e menor custo.

Em entrevista coletiva, o vice-presidente ressaltou a importância da agilidade brasileira nesse processo. Caso o Congresso Nacional aprove o acordo ainda no primeiro semestre, o Brasil poderá impulsionar a entrada em vigor do pacto, mesmo que outros países do Mercosul demorem mais em suas tramitações internas. Essa antecipação é vista como estratégica para acelerar os benefícios econômicos esperados.

O governo brasileiro aposta que o acordo com a UE abrirá novas fronteiras para o comércio bilateral, atraindo investimentos europeus para a América do Sul e incentivando empresas brasileiras a expandirem suas operações no continente europeu. A expectativa é de um fortalecimento significativo das relações comerciais e um impulso para a economia nacional.

Conforme informações divulgadas pelo governo brasileiro, o acordo Mercosul-UE representa um marco para o multilateralismo em um cenário global marcado por instabilidades e conflitos. A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com uma corrente comercial que atingiu US$ 100 bilhões no último ano, demonstrando o potencial de crescimento e a relevância dessa parceria.

O Caminho para a Vigência: Desafios e Oportunidades Parlamentares

Geraldo Alckmin explicou que a jornada para que o acordo entre Mercosul e União Europeia se torne realidade envolve um processo de “internalização” por parte dos legislativos de cada nação envolvida. Para o Brasil, a prioridade é acelerar a aprovação no Congresso Nacional. A expectativa é que, com a aprovação brasileira no primeiro semestre, o país possa dar um passo significativo para a entrada em vigor do acordo, mesmo que os demais parceiros do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) levem mais tempo em suas respectivas aprovações parlamentares.

A declaração do vice-presidente sinaliza uma estratégia clara do governo em priorizar a tramitação do acordo, buscando agilizar os benefícios econômicos projetados. A aprovação parlamentar é, portanto, o gargalo principal para que as promessas de maior comércio, investimentos e acesso a produtos mais baratos se materializem para a sociedade brasileira.

Alckmin enfatizou que a aprovação do acordo é um ato de fortalecimento do multilateralismo, em contraposição a tendências de isolacionismo que podem prejudicar o desenvolvimento econômico global. A visão é de que um comércio com regras claras e abertas beneficia a todos, promovendo a competitividade e a cooperação internacional.

Potencial de Emprego e Investimento: Um Impulso para a Economia Brasileira

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o enorme potencial do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia para a geração de empregos e atração de investimentos no Brasil. A expectativa é de um fluxo bilateral de investimentos, com empresas europeias aportando recursos na região do Mercosul e, em particular, no Brasil, ao mesmo tempo em que empresas brasileiras encontrarão novas oportunidades de expansão nos 27 países da União Europeia.

Essa perspectiva de aumento no fluxo de capitais e na criação de novas oportunidades de trabalho é um dos pilares da estratégia governamental para impulsionar a economia. O acordo é visto como um catalisador para o crescimento, especialmente em setores que podem se beneficiar da maior integração com um mercado desenvolvido como o europeu.

A corrente comercial entre Brasil e União Europeia já é expressiva, totalizando US$ 100 bilhões no ano passado. O setor de transformação brasileiro, por exemplo, exportou US$ 23,6 bilhões para a UE, um crescimento de 5,4%, superando a elevação de 3,8% nas exportações do setor para o mundo. Isso demonstra a força e o potencial da relação comercial.

O Impacto nas Exportações e no Mercado de Trabalho Brasileiro

A União Europeia se consolida como um destino fundamental para as exportações brasileiras, sendo o primeiro ou segundo maior mercado para 22 estados brasileiros no ano passado. Essa penetração demonstra a diversidade e a competitividade dos produtos nacionais no continente europeu. Cerca de 30% dos exportadores brasileiros direcionam seus produtos para a UE, o que representa mais de 9 mil empresas.

Essas empresas exportadoras desempenham um papel crucial na geração de empregos, empregando mais de três milhões de trabalhadores. O acordo com a UE tem o potencial de ampliar ainda mais essas oportunidades, impulsionando a produção nacional e fortalecendo a cadeia produtiva brasileira, desde a matéria-prima até o produto final.

O aumento das exportações para a União Europeia não apenas beneficia as empresas diretamente envolvidas, mas também gera um efeito multiplicador na economia, impulsionando a demanda por insumos, serviços logísticos e outros setores correlatos. Isso se traduz em mais empregos e maior dinamismo econômico em nível nacional.

Sustentabilidade e Multilateralismo: Pilares do Novo Acordo

Além dos benefícios econômicos diretos, Geraldo Alckmin ressaltou que o acordo Mercosul-UE também estabelece um compromisso com a sustentabilidade e o comércio com regras claras. O pacto inclui disposições que incentivam os países a adotarem práticas mais sustentáveis e a combaterem as mudanças climáticas, alinhando interesses econômicos e ambientais.

O vice-presidente descreveu o acordo como um “ganha-ganha”, onde a competitividade dos produtos e serviços determinará o sucesso no mercado. Essa abordagem estimula a inovação e a eficiência, beneficiando tanto produtores quanto consumidores. A inclusão de cláusulas de sustentabilidade é vista como um diferencial importante em um contexto global cada vez mais preocupado com o impacto ambiental das atividades econômicas.

Em um momento geopolítico marcado por “difícil, de instabilidade e de conflitos”, Alckmin salientou que o acordo com a UE é ainda mais fundamental. Ele demonstra que é possível construir um caminho de comércio baseado em regras, promovendo a abertura e o fortalecimento do multilateralismo, em detrimento de abordagens isolacionistas. Essa visão reforça o papel do acordo como um instrumento de paz e cooperação internacional.

Aprovação Histórica na União Europeia Abre Caminho para o Mercosul

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que o acordo comercial com o Mercosul recebeu apoio de uma “ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE)”. A decisão, anunciada nesta sexta-feira, foi classificada por ela como “histórica” em uma postagem na rede social X (anteriormente Twitter).

Ursula von der Leyen destacou o compromisso da União Europeia em “criar crescimento, empregos e em garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias”. Essa aprovação por parte da UE é um passo crucial para a consolidação do acordo, abrindo caminho para que os próximos passos sejam dados no âmbito do Mercosul, incluindo a aprovação pelo Congresso brasileiro.

A declaração da líder europeia reforça a importância estratégica do acordo para ambos os blocos. A expectativa é de que, com a aprovação mútua e a posterior internalização pelas legislações nacionais, o pacto possa efetivamente transformar as relações comerciais e impulsionar o desenvolvimento econômico e social em ambas as regiões, com entrada em vigor prevista para 2026.