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Alagoas e Rio Grande do Sul: IBGE prevê 2026 como último ano de crescimento populacional antes de queda

Alagoas e Rio Grande do Sul devem ter queda populacional a partir de 2027 Novas projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que Alagoas e Rio Grande

IBGE: Alagoas e Rio Grande do Sul devem ter queda populacional a partir de 2027

Novas projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que Alagoas e Rio Grande do Sul devem registrar o último ano de crescimento populacional em 2026. A partir de 2027, ambos os estados brasileiros tendem a apresentar uma sequência de queda no número de habitantes.

Essa antecipação de um movimento demográfico nacional pode trazer novos desafios para as políticas públicas e o planejamento socioeconômico. As estimativas consideram dados do Censo Demográfico 2022 e outras fontes, com um horizonte de análise que se estende até 2070.

O país como um todo deve continuar crescendo até 2041, com a queda populacional iniciando em 2042, segundo o IBGE. A redução da natalidade e o avanço do envelhecimento são os principais fatores que explicam essa nova dinâmica demográfica.

Queda populacional em Alagoas e Rio Grande do Sul

Em Alagoas, a população estimada para 2026 é de 3,2 milhões de habitantes, com um acréscimo previsto de apenas 280 moradores em relação a 2025. A partir de 2027, a tendência é de declínio, podendo o estado ter menos de 2,7 milhões de habitantes em 2070, uma **redução de 17%** em relação ao pico de 2026.

Já no Rio Grande do Sul, a projeção para 2026 é de 11,2 milhões de pessoas, com um aumento quase insignificante de 54 habitantes em comparação a 2025. A partir de 2027, o estado gaúcho deve ver sua população encolher, chegando a 9,1 milhões em 2070, o que representa uma **diminuição de quase 19%**.

Fatores que explicam o declínio

O envelhecimento da população é um dos principais motores dessa mudança. No Rio Grande do Sul, a expectativa é que em 2026, 21,8% dos moradores tenham 60 anos ou mais, a **maior proporção do país**. Esse cenário, com mais óbitos em média, contribui para a queda.

A **migração** também desempenha um papel crucial. O Rio Grande do Sul perdeu 77,8 mil moradores entre 2017 e 2022 devido a fluxos migratórios internos. Alagoas também registra saldo negativo, com a saída de 42,6 mil habitantes no mesmo período, impactando a população em idade reprodutiva.

Reações e planos dos estados

Alagoas reconhece os desafios impostos pelo envelhecimento, como a pressão sobre a previdência. A Secretaria de Planejamento do estado afirma estar atenta e se preparando, com planos como a construção de um hospital do idoso e a ampliação de centros de cuidado.

O Rio Grande do Sul atribui o declínio principalmente à redução da fecundidade e destaca a importância da responsabilidade fiscal. O estado realizou uma reforma previdenciária e administrativa profunda em 2020 para lidar com a pressão sobre gastos obrigatórios.

Cenário nacional e outros estados

O Brasil como um todo deve atingir um pico populacional de 220,4 milhões em 2041, com início de declínio em 2042. O número de habitantes deve cair para 199,2 milhões em 2070. Após Alagoas e Rio Grande do Sul, o Rio de Janeiro deve iniciar sua queda em 2028.

São Paulo tem previsão de redução a partir de 2037, enquanto Mato Grosso, Santa Catarina e Roraima devem apresentar recuo populacional mais tarde, após 2064 ou 2070, indicando que a transição demográfica ocorre em ritmos diferentes pelo país.