Política

Alexandre de Moraes nega visita do sogro de Bolsonaro em hospital; entenda os motivos e as regras de visita

Moraes nega pedido de visita do sogro de Bolsonaro durante internação em Brasília O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou na manhã desta quarta-fei

Moraes nega pedido de visita do sogro de Bolsonaro durante internação em Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou na manhã desta quarta-feira (31) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele recebesse a visita de seu sogro, Vicente Reinaldo. Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a véspera de Natal para procedimentos cirúrgicos.

A solicitação foi apresentada ao STF na terça-feira (30), mas o ministro indeferiu o pedido, justificando que, mesmo em unidade hospitalar e não em uma prisão, a situação de Bolsonaro impõe um regime excepcional de custódia.

Segundo a decisão divulgada, a medida se faz necessária para “garantir a segurança e a disciplina”, mantendo um controle rigoroso sobre as visitas recebidas pelo ex-presidente durante seu período de recuperação.

Regime excepcional de custódia em ambiente hospitalar

Em sua decisão, Alexandre de Moraes explicou que, embora Bolsonaro esteja em um hospital, a circunstância demanda um tratamento diferenciado. “No caso concreto, o apenado encontra-se internado em unidade hospitalar, circunstância que impõe regime excepcional de custódia, distinto daquele existente no estabelecimento prisional, submetido às normas próprias do ambiente hospitalar e às orientações médicas”, escreveu o ministro.

O ministro reforçou que, diante das circunstâncias excepcionais da internação hospitalar e da necessidade de assegurar a segurança e a disciplina, o pedido de visita extra foi negado. A declaração ressalta a complexidade e as restrições impostas pela situação atual do ex-presidente.

Saúde de Bolsonaro e visitas já autorizadas

Jair Bolsonaro está hospitalizado no DF Star desde a semana passada. Ele passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e também por três intervenções para tentar controlar crises persistentes de soluços, através do bloqueio do nervo frênico.

Em decisão anterior, publicada no dia 24 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes já havia autorizado a internação hospitalar de Bolsonaro. Na ocasião, ele permitiu visitas de seus cinco filhos, contanto que as regras gerais do hospital fossem respeitadas, incluindo a proibição de entrada de celulares e outros dispositivos eletrônicos no quarto.

Michelle Bolsonaro como acompanhante

Além das visitas dos filhos, o ministro também autorizou que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, permaneça como acompanhante do ex-presidente durante todo o período de sua internação e recuperação cirúrgica. A presença dela visa oferecer suporte e cuidado durante os procedimentos.

O boletim médico mais recente, divulgado na noite de terça-feira (30), não apresentou uma previsão de alta para Jair Bolsonaro, que segue em cuidados pós-operatórios. A situação de saúde do ex-presidente continua sob observação médica.

A decisão de Moraes sobre as visitas reflete a aplicação de normas rigorosas mesmo em um contexto hospitalar, priorizando a segurança e a ordem, o que gerou repercussão entre apoiadores e opositores do ex-presidente.