Bahia
Autonomia Feminina em Foco: SPM e Fábrica Cultural de Salvador Lançam Iniciativas de Economia Criativa
SPM visita Fábrica Cultural para traçar novas parcerias focadas em autonomia econômica feminina A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) do Estado realizou uma visita insti
SPM visita Fábrica Cultural para traçar novas parcerias focadas em autonomia econômica feminina
A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) do Estado realizou uma visita institucional à Fábrica Cultural, localizada no bairro da Ribeira, em Salvador. O encontro teve como objetivo principal explorar e identificar potenciais áreas de colaboração entre as duas entidades, com um foco direcionado para o fortalecimento da autonomia econômica das mulheres.
A iniciativa visa desenvolver ações conjuntas que promovam a geração de renda, a capacitação e a garantia de direitos para as mulheres atendidas pelos programas da Fábrica Cultural. A articulação busca potencializar os esforços já existentes, ampliando o alcance e o impacto das políticas voltadas ao público feminino.
A secretária da SPM, Neusa Cadore, destacou a importância da abordagem transversal nas políticas públicas para mulheres, ressaltando o papel da economia criativa como ferramenta de empoderamento. A visita proporcionou um panorama das atividades desenvolvidas pela Fábrica Cultural e abriu caminhos para futuras cooperações.
As informações foram divulgadas pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado.
Fábrica Cultural: um polo de empoderamento e economia criativa em Salvador
A Fábrica Cultural, com duas décadas de atuação em Salvador, se consolidou como uma entidade sem fins lucrativos fundamental para o desenvolvimento social e econômico da Península de Itapagipe. Fundada em 2004 pela renomada cantora e atual ministra da Cultura, Margareth Menezes, a instituição tem como missão articular educação, cultura, sustentabilidade e economia criativa.
Sob a presidência de Joel Miguez e a direção de Jaqueline Azevedo, a Fábrica Cultural tem um impacto significativo na região da Cidade Baixa. A entidade se destaca pelo seu forte compromisso com o público feminino, dedicando cerca de 90% de suas iniciativas ao atendimento de mulheres, muitas delas negras e em situação de vulnerabilidade social.
A abordagem da Fábrica Cultural vai além da simples oferta de cursos ou oportunidades. A instituição proporciona um ambiente de acolhimento, escuta ativa e capacitação, permitindo que as mulheres desenvolvam suas potencialidades e fortaleçam sua autoestima e independência financeira. A economia criativa se apresenta como um vetor essencial nesse processo.
Mercado Iaô: vitrine para o empreendedorismo e a identidade cultural feminina
Um dos projetos de maior destaque da Fábrica Cultural é o Mercado Iaô. Este evento multicultural, que acontece periodicamente, se tornou um ponto de encontro vital para a comunidade, atraindo aproximadamente 4 mil pessoas a cada edição. O Mercado Iaô funciona como uma plataforma para cerca de 150 empreendedores e empreendedoras locais.
A diretora da Fábrica Cultural, Jaqueline Azevedo, explicou que o foco do Mercado Iaô está em valorizar e impulsionar os empreendedores que expressam sua arte e identidade através dos produtos que criam. “Trabalhamos com empreendedores que expressam sua arte e identidade por meio do que produzem. Nosso foco está na qualificação de quem cria. Muitas mulheres chegam fragilizadas e aqui encontram acolhimento, escuta, formação e oportunidades de geração de renda.”, ressaltou Azevedo durante a visita da SPM.
O evento não apenas gera renda direta para os participantes, mas também promove a visibilidade de seus trabalhos, estimula a troca de experiências e fortalece o senso de comunidade. A diversidade de produtos, que vão do artesanato à gastronomia, reflete a riqueza cultural da Bahia.
Programas de Aceleração focados no público feminino
Além do Mercado Iaô, a Fábrica Cultural desenvolve outros programas inovadores com o objetivo de impulsionar o empreendedorismo feminino. Dentre eles, destacam-se o Acelera Iaô e o Acelera com Elas, ambos voltados especificamente para a capacitação e o desenvolvimento de mulheres empreendedoras.
Esses programas oferecem formação em gestão de negócios, marketing, finanças e outras áreas cruciais para o sucesso de um empreendimento. O objetivo é dotar as mulheres com as ferramentas e o conhecimento necessários para que possam gerir seus negócios de forma autônoma e sustentável, transformando suas paixões e talentos em fontes de renda sólidas.
O impacto desses projetos é percebido na transformação das vidas das participantes, que muitas vezes iniciam suas jornadas em condições de fragilidade e encontram na Fábrica Cultural um espaço de suporte e crescimento. A autonomia econômica é vista como um pilar fundamental para a emancipação e o bem-estar das mulheres.
Parceria SPM e Fábrica Cultural: um passo estratégico para a autonomia feminina
A visita da secretária Neusa Cadore à Fábrica Cultural simboliza um passo importante na articulação de políticas públicas voltadas para as mulheres. A secretária enfatizou a necessidade de ações transversais que integrem diferentes setores e promovam o empoderamento feminino de forma abrangente.
“As políticas para as mulheres são construídas de forma transversal. Aqui vemos, na prática, muitas mulheres empreendedoras fortalecendo sua autonomia por meio da economia criativa. Fico muito feliz em conhecer e aproximar a Secretaria das Mulheres desse importante programa de uma Bahia criativa”, declarou Neusa Cadore. A parceria visa unir a expertise da SPM em formulação e implementação de políticas com a atuação prática e o alcance comunitário da Fábrica Cultural.
A expectativa é que essa colaboração resulte em novas oportunidades de capacitação, acesso a crédito, formalização de negócios e fortalecimento das redes de empreendedoras. O foco na geração de renda e na garantia de direitos das mulheres é central para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
A união de esforços entre a SPM e a Fábrica Cultural representa um modelo promissor de como as instituições públicas e a sociedade civil podem trabalhar juntas para promover o desenvolvimento social e econômico, com um olhar especial para o empoderamento feminino e a valorização da cultura local.


