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Brasil estreia contra a Bélgica no Pré-Mundial de Basquete Feminino com foco em vaga na Alemanha
Brasil inicia busca por vaga no Mundial de Basquete contra a atual campeã europeia A seleção brasileira feminina de basquete dá o pontapé inicial em sua jornada rumo ao Mundial nes
Brasil inicia busca por vaga no Mundial de Basquete contra a atual campeã europeia
A seleção brasileira feminina de basquete dá o pontapé inicial em sua jornada rumo ao Mundial nesta quarta-feira (11), enfrentando a Bélgica em Wuhan, na China. O duelo, válido pela primeira rodada do Grupo A do torneio Pré-Mundial, tem início previsto para as 5h30, no horário de Brasília.
A equipe brasileira entra em quadra com o objetivo claro de garantir uma das quatro vagas disponíveis para a competição global, que será sediada na Alemanha em setembro. A estreia contra a Bélgica, atual campeã da EuroWomen e já classificada para o Mundial, representa um desafio significativo logo de cara.
O torneio em Wuhan reúne também as seleções de Mali, Sudão do Sul, República Tcheca e a anfitriã China, compondo um grupo competitivo onde cada partida será crucial para a definição das classificadas.
Conforme informações divulgadas pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB), a seleção brasileira chega a esta etapa com uma base sólida, composta em grande parte pelas jogadoras que conquistaram o vice-campeonato das Américas em julho do ano passado, nos Estados Unidos. Nomes como Alana Gonçalo, Bella Nascimento, Cacá Martins, Emanuely de Oliveira, Damiris Dantas, Aline Moura e Kamilla Cardoso integram o elenco.
Elenco experiente e preparação intensa para o Pré-Mundial
A técnica norte-americana Pokey Chatman definiu a lista com as 12 jogadoras convocadas no último domingo (8), após um período de preparação que se iniciou em novembro de 2025. A fase final de preparação contou com a participação de 18 atletas, que passaram por uma intensa rotina de treinos e amistosos.
Um dos destaques da convocação é a presença de jogadoras experientes, como Débora Costa, Iza Nicoletti, Sassá Gonçalves, Iza Sangalli e Iza Varejão, que trazem bagagem e liderança ao grupo. Essa mescla entre juventude e experiência é vista como um fator chave para o sucesso da equipe na competição.
A preparação incluiu dois amistosos contra a China, vice-campeã mundial, nos dias 4 e 6 de março, na própria casa das adversárias. Esses jogos foram essenciais para a comissão técnica avaliar o desempenho da equipe em alto nível e fazer os ajustes necessários antes do início do torneio classificatório.
Amistosos contra a China como teste de fogo
Os confrontos contra a China serviram como um importante teste de fogo para a seleção brasileira. As partidas, realizadas em Wuhan, foram equilibradas e demonstraram a competitividade do time brasileiro em quadra, mesmo diante de uma das potências do basquete mundial.
No primeiro amistoso, na última quarta-feira (4), o Brasil chegou a empatar o jogo no último quarto, forçando a prorrogação. No tempo extra, no entanto, a equipe acabou superada pelo placar de 74 a 69. A experiência serviu para identificar pontos fortes e áreas que necessitavam de aprimoramento.
Já na partida seguinte, no dia 6 de março, a seleção brasileira saiu atrás no placar, mas mostrou grande poder de reação a partir do terceiro quarto. Apesar da demonstração de garra e resiliência, o Brasil encerrou o amistoso com uma derrota por 72 a 66. Os resultados, apesar de negativos, foram valiosos para a preparação tática e psicológica da equipe.
Formato do Pré-Mundial e outras sedes
O torneio Pré-Mundial segue um formato onde todas as equipes de cada grupo se enfrentam. As quatro seleções com maior pontuação em cada grupo garantirão sua vaga no Mundial. A competição classificatória está sendo realizada simultaneamente em outras sedes ao redor do mundo, além de Wuhan.
Em San Juan, Porto Rico, competem as seleções da Nova Zelândia, Estados Unidos (já classificados para o Mundial), Itália, Espanha, Porto Rico e Senegal. Outra sede importante é Istambul, na Turquia, onde disputam vagas as equipes da Turquia, Argentina, Austrália (já classificada), Canadá e Japão.
A cidade de Lyon-Villeurbanne, na França, também sedia um dos grupos do Pré-Mundial, reunindo Colômbia, Filipinas, Alemanha (já classificada), Coreia do Sul, França e Nigéria (classificada). A distribuição geográfica dos torneios visa facilitar a logística e a participação das seleções de diferentes confederações.
Oportunidade de ouro para o basquete feminino brasileiro
A participação no Mundial é um objetivo de grande relevância para o basquete feminino brasileiro, que busca consolidar sua posição entre as melhores seleções do mundo. O desempenho recente em competições continentais e a renovação do elenco indicam um futuro promissor para a modalidade no país.
A comissão técnica, liderada por Pokey Chatman, tem a missão de extrair o máximo potencial de cada jogadora, promovendo um entrosamento rápido e eficaz. A expectativa é que o Brasil apresente um basquete aguerrido, dinâmico e com forte poder ofensivo e defensivo durante o torneio.
A torcida brasileira acompanhará de perto a trajetória da seleção, na esperança de ver o time conquistar a tão desejada vaga no Mundial. A estreia contra a Bélgica já dará o tom da dificuldade e da importância de cada partida nesta reta final de preparação para o cenário global do basquete feminino.


