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Brasil Lidera Open das Américas de Halterofilismo com Sete Ouros e Mira em Los Angeles 2028
Brasil em Destaque no Halterofilismo Paralímpico A delegação brasileira de halterofilismo está demonstrando força e determinação no Open das Américas, competição sediada na Cidade
Brasil em Destaque no Halterofilismo Paralímpico
A delegação brasileira de halterofilismo está demonstrando força e determinação no Open das Américas, competição sediada na Cidade do México. O torneio é uma etapa fundamental no caminho para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028, pois distribui pontos valiosos no ranking internacional. Após três dias de disputas acirradas, o Brasil já assegurou a liderança do quadro geral de medalhas, com impressionantes 14 pódios, sendo sete deles de ouro.
O desempenho avassalador da equipe brasileira foi particularmente notório na terça-feira, dia que consolidou a liderança isolada no quadro de medalhas. Neste dia específico, foram conquistados quatro ouros, além de três “dobradinhas”, uma façanha onde dois atletas do mesmo país sobem ao pódio na mesma categoria, evidenciando a profundidade e a qualidade do esporte no Brasil.
Este resultado expressivo não apenas celebra o talento dos atletas brasileiros, mas também ressalta o trabalho árduo de treinamento e a estratégia de desenvolvimento da modalidade no país. A conquista no Open das Américas serve como um forte indicativo do potencial brasileiro para as próximas edições dos Jogos Paralímpicos, inspirando não apenas os atletas, mas toda uma nação.
Conforme informações divulgadas pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes (CBDP), o Brasil tem se destacado no cenário internacional.
Mariana D’Andrea Quebra Recorde e Lidera Categoria Peso Pesado
A atleta paulista Mariana D’Andrea, já consagrada como bicampeã paralímpica, confirmou seu favoritismo na categoria até 73 quilos (kg). Mariana não apenas conquistou a medalha de ouro, mas também estabeleceu um novo recorde das Américas, ao levantar impressionantes 146 kg. Essa marca representa um aumento de um quilo em relação ao seu próprio recorde, estabelecido anteriormente em 2024, demonstrando sua constante evolução e domínio na modalidade.
O pódio brasileiro foi completado na mesma categoria pela mineira Caroline Fernandes, que garantiu a medalha de prata ao levantar 119 kg. A dobradinha reforça a força da equipe feminina no halterofilismo, com duas atletas brasileiras ocupando as primeiras posições.
Em entrevista à TV Brasil antes de embarcar para o México, Mariana compartilhou sua perspectiva sobre a importância da manutenção do alto nível competitivo. “O meu treinador [Valdecir Lopes, técnico-chefe da seleção de halterofilismo] sempre fala que é difícil chegar [ao topo], mas o mais difícil é se manter, porque a gente vira alvo de todo mundo. Então, a gente tem que estar bem disciplinada, que isso faz diferença na hora de buscar uma medalha. E quando você sente o gosto do ouro, de ser uma campeã paralímpica, isso te motiva a querer mais e manter seu espaço”, declarou a atleta, que tem nanismo.
Ailton de Souza e Maria de Fátima Castro Brilham em Suas Categorias
Na categoria até 80 kg, o ouro ficou com o paraibano Ailton de Souza. Superando as sequelas da paralisia infantil, decorrente de um erro médico em seu nascimento, Ailton demonstrou força ao levantar 201 kg, garantindo uma vitória expressiva sobre o equatoriano Sebastian Ayala (166 kg) e o mexicano Jairo Santiago (161 kg), que completaram o pódio.
Outra atleta brasileira a conquistar o ouro em nova categoria foi Maria de Fátima Castro. Medalhista de bronze na Paralimpíada de Paris em 2024, a amazonense agora compete entre as atletas de até 79 kg. No Open, ela levantou 135 kg, superando a brasiliense Gabrielle Lima, que ficou com a prata em mais uma dobradinha brasileira.
A categoria até 61 kg também viu o domínio brasileiro, com Laira Guimarães conquistando o ouro ao erguer 109 kg. Naira Cruz garantiu a prata com 106 kg, em outra dobradinha que evidencia a qualidade técnica e a preparação da equipe brasileira. Ambas as atletas mudaram de categoria de peso neste novo ciclo paralímpico, demonstrando adaptabilidade e sucesso.
Início Dourado e Caminho Rumo a Los Angeles 2028
O primeiro dia de competições, na segunda-feira (5), já havia sinalizado o bom momento da equipe brasileira. Maria Rizonaide da Silva, da Paraíba, conquistou o ouro na categoria até 50 kg. No mesmo dia, Ana Paula Marques, do Rio Grande do Sul, levou o bronze na categoria até 61 kg, e Cristiane Reis, de Minas Gerais, também conquistou o bronze na categoria até 55 kg.
O rondoniense Kauê Motta, em sua estreia em torneios internacionais após migrar do fisiculturismo para o halterofilismo, obteve um honroso quarto lugar entre os competidores até 65 kg, ficando a apenas um quilo de subir ao pódio.
A participação brasileira começou no domingo (4), com a conquista de quatro medalhas. Os mineiros Marco Túlio Cruz (até 49 kg) e Lara Lima (até 45 kg) sagraram-se campeões, enquanto o potiguar João Maria França (até 59 kg) conquistou a prata e a paulista Brenda Pepe (até 41 kg) levou o bronze. Esses resultados iniciais demonstraram a força e a diversidade de talentos presentes na delegação.
O Open das Américas é uma competição de caráter obrigatório para os atletas do continente que almejam garantir sua vaga em Los Angeles 2028. A World Para Powerlifting (WPPO), órgão responsável pela modalidade dentro do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), estabelece requisitos específicos para a classificação.
Para o ciclo paralímpico atual, além do Open das Américas, os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, e o Campeonato Mundial na Cidade do México, ambos em 2025, serão eventos cruciais para que os atletas cumpram as exigências da WPPO. Esses torneios oferecem oportunidades valiosas para a acumulação de pontos e a demonstração de desempenho.
Olhando para mais perto de 2028, o ano em que o ranking para a classificação paralímpica se fecha, os atletas deverão participar de, no mínimo, duas etapas da Copa do Mundo de halterofilismo. Os oito melhores colocados em cada categoria de peso, que tiverem cumprido todos os requisitos estabelecidos pela WPPO, garantirão sua vaga nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, consolidando o esforço e a dedicação ao longo dos anos.


