Saúde
Dengue: Butantan Acelera Vacinas para o SUS em 2026 e Anuncia Novo Polo de Inovação!
Butantan antecipa 1,3 milhão de vacinas contra dengue para o SUS em 2026 e investe em novo polo de inovação. Saiba mais sobre a vacina Butantan-DV!
Butantan antecipa entrega de 1,3 milhão de vacinas contra dengue ao SUS e investe em novo polo de inovação
O Instituto Butantan anunciou uma importante antecipação na entrega de vacinas contra a dengue para o Sistema Único de Saúde (SUS). Um lote de 1,3 milhão de doses da vacina Butantan-DV, antes previsto para o segundo semestre de 2026, agora será disponibilizado no primeiro semestre do mesmo ano.
Com essa mudança, o total de doses a serem entregues no primeiro semestre de 2026 alcançará 2,6 milhões. Esta iniciativa reforça o compromisso do instituto em acelerar o acesso a imunizantes essenciais para a população brasileira, especialmente em um cenário de alta incidência da doença.
Além da antecipação na entrega, o governo de São Paulo confirmou a transferência de um terreno para a expansão do Butantan e um investimento bilionário em novas instalações. Esses avanços visam fortalecer a capacidade de produção e desenvolvimento de vacinas e outros imunobiológicos no país, conforme divulgado pelo Instituto Butantan.
Vacina Butantan-DV: Eficácia e Aplicação
A vacina Butantan-DV é um marco na produção nacional, sendo desenvolvida e fabricada inteiramente no parque fabril do instituto em São Paulo. Este imunizante, que requer **dose única**, é tetraviral e 100% brasileiro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou seu uso para pessoas de 12 a 59 anos.
Os estudos de eficácia demonstraram resultados promissores: 74,7% de eficácia geral contra a dengue. Em relação às formas mais graves da doença, a vacina apresentou 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme. Um dado ainda mais relevante é a eficácia de 100% contra hospitalizações decorrentes da dengue, um avanço significativo na proteção da saúde pública.
Vacinação contra Dengue no SUS e o Papel dos Profissionais de Saúde
Desde fevereiro, o Ministério da Saúde iniciou a vacinação contra a dengue focada em profissionais de saúde da Atenção Primária. A meta é proteger cerca de 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do SUS, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Essa estratégia visa garantir a continuidade dos serviços de saúde em meio à epidemia.
Novo Polo de Inovação e Investimento em Biotecnologia
Em paralelo, o governo do estado de São Paulo anunciou a criação de um novo polo de inovação e desenvolvimento de imunobiológicos para o Instituto Butantan. Um terreno no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, foi cedido para este fim. O investimento totaliza R$ 1,38 bilhão, destinado à construção de novas fábricas para a produção de vacinas e imunobiológicos.
O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, destacou a importância do projeto, afirmando que a nova área será fundamental para consolidar São Paulo como um expoente máximo em ciência, biotecnologia e inovação em saúde no Brasil. Essa expansão promete impulsionar a capacidade produtiva do país e a pesquisa em novas vacinas.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, o novo espaço permitirá consolidar São Paulo como referência em ciência, biotecnologia e inovação em saúde no Brasil. “Nessa área, vamos produzir nosso parque fabril para levarmos São Paulo onde queremos: um expoente máximo da ciência, da biotecnologia, do desenvolvimento e da inovação em Saúde no nosso país”, afirmou.
A antecipação da entrega da vacina reflete a prioridade do governo em ampliar a imunização contra a dengue, reduzindo riscos de surtos e fortalecendo a proteção da população em todas as regiões do país.
Com a distribuição programada de 2,6 milhões de doses no primeiro semestre, o SUS terá condições de acelerar a vacinação e alcançar rapidamente os grupos de maior exposição, contribuindo para o controle da doença e redução de internações. O Butantan segue como principal centro nacional de desenvolvimento de vacinas e imunobiológicos, combinando produção em escala, inovação científica e estratégias para ampliar o acesso da população aos imunizantes contra doenças endêmicas como a dengue.


