Bahia

Campanha Laço Branco: Filhos de Gandhy se unem no Carnaval para combater a violência contra a mulher

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Campanha Laço Branco mobiliza Filhos de Gandhy no combate à violência contra a mulher

Durante o Carnaval, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) intensificou a campanha Laço Branco, promovendo a conscientização contra a violência feminina. A ação contou com a participação ativa dos Filhos de Gandhy, um dos blocos mais tradicionais da folia, no circuito Batatinha.

A iniciativa, que também integra o Plantão Integrado de Direitos Humanos, visa envolver os homens na luta pela garantia da vida e dignidade das mulheres. Com unidades espalhadas pelos circuitos do Carnaval, a campanha busca sensibilizar o público masculino e incentivar a adesão à causa.

A presença dos Filhos de Gandhy reforça a importância da participação masculina em discussões sobre igualdade de gênero e combate à violência. A mensagem clara é de que a responsabilidade de construir uma sociedade mais justa e segura é de todos.

Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a campanha do Laço Branco é um chamado para que os homens assumam um papel ativo na defesa dos direitos das mulheres.

A importância do envolvimento masculino na luta contra a violência

A chefe de gabinete da SPM, Neia Bastos, destacou o objetivo principal da campanha: “A campanha do Laço Branco é um chamado para que eles assumam essa causa”. A ideia é que, ao receberem a fitinha branca, símbolo da iniciativa, os foliões se sintam impelidos a multiplicar a mensagem e a repudiar qualquer forma de violência contra a mulher.

As equipes da SPM percorrem os blocos, muitos deles predominantemente masculinos, como os Filhos de Gandhy, para dialogar com os participantes. A sensibilização busca quebrar barreiras culturais e promover uma reflexão sobre o respeito e a igualdade de gênero.

Ao colocar o laço branco no braço, o homem se compromete a ser um agente de mudança e a multiplicar o respeito. Essa ação simbólica tem o poder de gerar conversas e conscientização em um ambiente festivo, onde a descontração pode, por vezes, levar a comportamentos inadequados.

Filhos de Gandhy abraçam a causa e reforçam o respeito no Carnaval

Integrantes dos Filhos de Gandhy demonstraram apoio à campanha, ressaltando a relevância de reforçar mensagens de respeito em um período de maior liberdade e interação social. O administrador Gregório Matos, 38 anos, associado ao bloco, avaliou a ação como fundamental.

“É sempre bom reforçar esses pontos e colocar as pessoas nos seus devidos lugares. Não é não!”, declarou Matos, enfatizando a necessidade de clareza sobre o consentimento e o respeito aos limites individuais. Ele ressalta que o Carnaval, por ser um momento de maior descontração, exige uma atenção redobrada para que a alegria não se confunda com desrespeito.

A fala de Matos ecoa a importância de se estabelecer limites claros e de se garantir que a diversão de uns não prejudique a segurança e o bem-estar de outros. A campanha Laço Branco atua justamente para reforçar essa mensagem em um contexto de grande aglomeração.

Mudança cultural como pilar para o fim da violência de gênero

O engenheiro Laílson Miranda, 37 anos, também folião dos Filhos de Gandhy, sublinhou a necessidade de uma mudança cultural profunda para erradicar a violência contra a mulher. Ele reconhece que a sociedade ainda carrega resquícios de uma cultura machista, mas acredita na força da desconstrução.

“Todos nós nascemos em uma sociedade machista. A gente consegue desconstruir através do conhecimento e entendendo a posição das mulheres. Essa parte da desconstrução é com o tempo, por isso, toda ação é justa, toda ação é bem-vinda, justamente para conscientizar”, afirmou Miranda. Ele elogia a iniciativa da SPM por trazer essa discussão para o ambiente do Carnaval.

A conscientização contínua é vista como essencial. A campanha Laço Branco, ao se integrar à festa popular, alcança um público amplo e diverso, promovendo a reflexão e a adoção de comportamentos mais respeitosos e igualitários. A mudança cultural é um processo a longo prazo, e ações como essa são passos importantes nessa direção.

Canais de denúncia e orientação disponíveis durante o Carnaval

Além da presença nos circuitos, a SPM oferece outros canais de apoio e orientação para mulheres em situação de violência. O Plantão Integrado de Direitos Humanos está ativo em seis unidades espalhadas pelos demais circuitos da folia, garantindo atendimento e acolhimento.

Para um contato mais direto e discrição, a Secretaria disponibiliza o Zap Respeite as Mina (Zuri), um canal de atendimento e orientação via WhatsApp. As mulheres também podem acionar o serviço pelo telefone (71) 3117-7448, buscando informações e suporte em casos de violência.

Esses recursos são fundamentais para que as mulheres se sintam seguras e amparadas, especialmente durante o período de Carnaval, quando a incidência de casos de assédio e violência pode aumentar. A SPM reforça o compromisso com a proteção e o empoderamento feminino.