Economia

Carteira assinada: Brasil registra recorde de empregos formais e trabalhadores por conta própria impulsionam economia

Brasil atinge marcas históricas em empregos com carteira assinada e trabalhadores autônomos

O mercado de trabalho brasileiro demonstrou força no trimestre encerrado em novembro, com um crescimento expressivo no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. Este avanço, que alcançou um recorde histórico, reflete uma recuperação e expansão significativas no cenário econômico do país.

Além do setor formal, os trabalhadores por conta própria também registraram um desempenho notável, atingindo um novo recorde. Essa dualidade de crescimento, tanto no emprego formal quanto no informal organizado, sugere um dinamismo que pode sustentar a economia nos próximos meses.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), oferecem um panorama otimista sobre a geração de empregos e a renda no Brasil, com informações cruciais para entender a saúde econômica atual.

Setor privado com carteira assinada bate recorde com mais de 1 milhão de novos postos

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado do Brasil atingiu um marco impressionante, com a inclusão de **1 milhão de trabalhadores** no trimestre encerrado em novembro. Este resultado representa um crescimento de **2,6%**, elevando o contingente total para **39,4 milhões de empregados** nesta modalidade, conforme dados da Pnad Contínua do IBGE.

Embora a variação trimestral possa não ser estatisticamente significativa por si só, a trajetória contínua de crescimento garantiu a consolidação desse recorde. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que esse movimento tem sido **sustentado ao longo de 2024 e se projeta para 2025**.

O setor público também apresentou números positivos, com **13,1 milhões de trabalhadores** com carteira assinada, um recorde para a categoria. Isso representa um avanço de **1,9%** no trimestre, com a adição de mais de **250 mil pessoas**, e um crescimento de **3,8%** no ano, com mais de **484 mil novas contratações**.

Trabalhadores por conta própria alcançam novo recorde histórico

O cenário de recordes se estende aos trabalhadores por conta própria, que agora somam **26 milhões**, a maior estimativa já registrada pela série histórica da pesquisa. Apesar de uma variação estável em relação ao trimestre anterior, o contingente aumentou **2,9%** no ano, adicionando **734 mil pessoas**.

A expansão contínua nesse segmento assegura o atingimento desse volume inédito de trabalhadores autônomos. A estabilidade apresentada no trimestre reflete uma consolidação desse crescimento, indicando que muitos brasileiros estão optando ou encontrando oportunidades no trabalho por conta própria.

Informalidade recua com força do emprego formal e autônomo

O aumento expressivo no número de trabalhadores com carteira assinada e por conta própria contribuiu para uma **redução na taxa de informalidade**. A proporção de trabalhadores informais na população ocupada caiu para **37,7%**, totalizando **38,8 milhões de trabalhadores informais**.

Este número é inferior aos **38,0%** registrados no trimestre anterior e aos **38,8%** do mesmo período em 2024. A coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy, ressaltou que o ramo informal não apenas deixou de crescer, como também retraiu, indicando uma **perda de força do setor informal**.

A maior parte dos **601 mil trabalhadores** que ingressaram na população ocupada no trimestre foi no setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que cresceu **2,6%**. Segmentos como educação, mesmo com contratos temporários, não são considerados informais e possuem legalidade assegurada.

Rendimento médio real habitual atinge novo recorde e impulsiona massa salarial

Em novembro, o **rendimento médio real habitual** da população ocupada no Brasil também alcançou um **novo recorde**, atingindo **R$ 3.574**. Houve uma alta de **1,8%** no trimestre e de **4,5%** em relação ao mesmo período de 2024, já descontada a inflação.

O avanço foi puxado principalmente pelo setor de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, que registrou um ganho de **5,4%** no rendimento médio. Anualmente, houve ganhos em setores como Agricultura e pecuária (7,3%), Construção (6,7%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras (6,3%), Administração pública (4,2%) e Serviços domésticos (5,5%).

Com o desempenho do rendimento e do número de trabalhadores, a **massa de rendimento real habitual** também atingiu um recorde, totalizando **R$ 363,7 bilhões**. Isso representa altas de **2,5%** no trimestre e de **5,8%** no ano, demonstrando um fortalecimento geral da economia brasileira.