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Cruzeiro é Bicampeão da Copinha após Vitória Eletrizante sobre o São Paulo no Pacaembu
Cruzeiro Conquista a Copinha Após 19 Anos de Espera em Final Contra o São Paulo O Cruzeiro sagrou-se bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o principal torneio de base do B
Cruzeiro Conquista a Copinha Após 19 Anos de Espera em Final Contra o São Paulo
O Cruzeiro sagrou-se bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o principal torneio de base do Brasil, em uma campanha impecável e vitoriosa. A equipe mineira, conhecida como as Crias da Toca, levantou a taça após 19 anos de jejum, derrotando o São Paulo em uma partida disputada no Estádio do Pacaembu.
A conquista invicta, com nove vitórias em nove jogos, coroa um torneio memorável para o clube celeste. A final, que reuniu dois gigantes do futebol brasileiro, foi marcada por reviravoltas e lances decisivos, culminando no segundo título do Cruzeiro na história da Copinha.
O título tem um significado especial para a torcida cruzeirense, que viu sua equipe sub-20 superar adversários tradicionais e demonstrar força e talento ao longo de toda a competição. A vitória sobre o São Paulo, atual campeão, adiciona ainda mais brilho à conquista.
Conforme informações divulgadas pela Copinha, o Cruzeiro demonstrou superioridade desde o início da partida, abrindo o placar com William. O São Paulo buscou a reação e empatou ainda no primeiro tempo com Isac. Na segunda etapa, Gustavinho, vindo do banco, marcou o gol do título, garantindo a festa celeste.
A Campanha Impecável das Crias da Toca
O caminho do Cruzeiro até o bicampeonato da Copinha foi marcado por uma performance avassaladora. Desde a fase de grupos até a grande final, a equipe demonstrou solidez defensiva e eficiência ofensiva, culminando em um aproveitamento de 100% no torneio. A campanha invicta, com nove vitórias em nove jogos, reforça o domínio e a qualidade do trabalho nas categorias de base do clube mineiro.
A equipe celeste iniciou a 56ª edição da Copinha com 128 times em disputa, divididos em 34 grupos. O Cruzeiro liderou com autoridade o grupo 13, garantindo a classificação com vitórias sobre Barra-SC, Esporte de Patos e Francana. Nas fases eliminatórias, o time mostrou resiliência e talento ao superar adversários como Meia-Noite, Ponte Preta, Santos e Guanabara City.
A força do elenco foi ainda mais evidenciada nas etapas decisivas. Na semifinal, o Cruzeiro eliminou o Grêmio em um confronto tenso, preparando o palco para a grande final contra o São Paulo. Ao longo dos 22 dias de competição, as Crias da Toca balançaram as redes 22 vezes e sofreram apenas cinco gols, um indicativo claro da eficiência em ambas as extremidades do campo.
O Jogo da Final: Emoção e Virada no Pacaembu
A partida decisiva contra o São Paulo no Estádio do Pacaembu foi digna de uma final de Copinha. O primeiro tempo foi equilibrado, com o Cruzeiro apresentando um leve predomínio na criação de jogadas. Aos 11 minutos, um erro da defesa paulista permitiu que William abrisse o placar para o time mineiro, aproveitando um escanteio cobrado por Baptistella e subindo para cabecear sem chances para o goleiro.
Após o gol, o jogo se tornou ainda mais acirrado, com o Cruzeiro buscando ampliar a vantagem. No entanto, o goleiro João Pedro, do São Paulo, realizou defesas espetaculares, mantendo sua equipe viva na partida. O arqueiro cruzeirense, Victor Lamourier, também teve momentos de brilho, realizando defesas importantes.
Quando o primeiro tempo se aproximava do fim, aos 47 minutos, o São Paulo conseguiu o empate. Em cobrança de escanteio, Gustavo Santana escorou para Isac, que deixou tudo igual no placar, levando a decisão para o segundo tempo com emoção.
Gustavinho, o Herói da Conquista
O segundo tempo trouxe um cenário mais tático e defensivo, com as equipes se estudando cautelosamente. Aos 17 minutos, o técnico Mairon César promoveu uma substituição que mudaria o curso da partida: Gustavinho entrou no lugar de William. Aos 28 minutos, onze minutos após pisar em campo, o camisa 7 celeste se tornou o herói da final.
Gustavinho arriscou um chute de longa distância que, após tocar na trave, caprichosamente desviou nas costas do goleiro João Pedro e entrou, recolocando o Cruzeiro à frente no placar por 2 a 1. O gol foi um momento de pura explosão para a equipe mineira e sua torcida.
Mesmo em desvantagem e visivelmente cansados, os jogadores do São Paulo não desistiram e buscaram o empate. Aos 31 minutos, o árbitro marcou um pênalti a favor do Tricolor, após uma falta cometida por Kaiquy Luiz. Contudo, após revisão do VAR, a jogada foi reavaliada e a marcação foi alterada para falta fora da área, frustrando a equipe paulista.
Com a vantagem no placar, o Cruzeiro soube administrar o resultado nos minutos finais, segurando a pressão do São Paulo e garantindo a tão esperada conquista do bicampeonato da Copinha. A atuação de Gustavinho, que marcou o gol do título e foi eleito o Craque da Final, coroou a performance individual em um momento coletivo de glória.
Um Título que Entra para a História do Cruzeiro
A conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2024 marca um momento histórico para o Cruzeiro, encerrando um jejum de 19 anos sem levantar a taça mais cobiçada do futebol de base. O bicampeonato, obtido de forma invicta, demonstra a força da atual geração de atletas e a qualidade do trabalho desenvolvido nas categorias de base do clube.
Com este título, o Cruzeiro iguala o número de conquistas de outros clubes tradicionais da competição, como Palmeiras, Nacional-SP, Portuguesa e Ponte Preta, ambos com dois troféus. O São Paulo, por sua vez, mantém seus cinco títulos, assim como Fluminense e Internacional.
O maior vencedor da Copinha continua sendo o Corinthians, com um expressivo número de 11 taças. A vitória do Cruzeiro adiciona um capítulo importante à sua rica história no futebol brasileiro, reafirmando seu status como um dos grandes formadores de atletas do país e inspirando novas gerações de torcedores e jogadores.
A campanha vitoriosa e a conquista do título na Copinha servem como um importante impulso para o futuro do futebol profissional do Cruzeiro, mostrando o potencial dos jovens talentos que em breve poderão vestir a camisa principal do clube. A festa no Pacaembu e em Belo Horizonte celebra não apenas um troféu, mas a renovação da esperança e a reafirmação de uma tradição vencedora.


