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Delcy Rodríguez assume presidência interina da Venezuela após Maduro ser preso e levado aos EUA, clamando por paz e diálogo
Delcy Rodríguez empossa como presidente interina da Venezuela em meio a turbulências políticas e pedido de diálogo com os EUA A Venezuela amanheceu sob nova liderança interina nest
Delcy Rodríguez empossa como presidente interina da Venezuela em meio a turbulências políticas e pedido de diálogo com os EUA
A Venezuela amanheceu sob nova liderança interina nesta segunda-feira (5), com a posse de Delcy Rodríguez como presidente. A jurista de 56 anos assumiu o posto após a inesperada captura de Nicolás Maduro, que foi retirado do país pelos Estados Unidos em uma operação militar.
Em seu juramento, Rodríguez expressou dor pelo que chamou de “sequestro” de Maduro e de outro líder, mas também honra em assumir a responsabilidade pelo povo venezuelano. Ela, que já ocupava o cargo de vice-presidente, é a primeira na linha de sucessão, conforme determinado pela Suprema Corte do país.
A ascensão de Delcy Rodríguez ao poder interino, com um mandato inicial de 90 dias, conforme informação divulgada pela fonte, marca um momento de grande tensão política e abre um novo capítulo na relação da Venezuela com os Estados Unidos, com um apelo por paz e cooperação.
Conexões familiares e históricas marcam a trajetória de Delcy Rodríguez
Delcy Rodríguez, advogada trabalhista, é conhecida por suas fortes ligações com o setor privado e por sua lealdade ao chavismo. Sua ascensão ao poder interino ocorre em um contexto familiar carregado de história política, já que seu pai foi um líder revolucionário perseguido e morto pelo regime venezuelano nos anos 1970, na época apoiado pelos EUA.
A cerimônia de posse contou com a presença de seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Apenas um pequeno grupo de parlamentares, eleitos em maio do ano anterior, tomou posse, com a maior parte da oposição, incluindo o ganhador do Prêmio Nobel Machado, boicotando o pleito, conforme noticiado.
Forças Armadas reconhecem Delcy Rodríguez e pedem diálogo a Trump
As Forças Armadas da Venezuela já haviam demonstrado apoio à nova liderança no domingo (4), reconhecendo Delcy Rodríguez como presidente interina logo após a prisão de Maduro. A decisão das forças militares sinaliza uma transição de poder com respaldo interno.
Em uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgada no domingo, Rodríguez fez um apelo direto por diálogo, fim das hostilidades e uma “agenda de colaboração”. A missiva, enviada menos de 24 horas após a captura de Maduro, visa evitar um conflito armado e promover a paz na região.
“Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra”, declarou Delcy Rodríguez na carta. Ela propôs o estabelecimento de uma “agenda de cooperação” com Washington, baseada na “não ingerência”, ressaltando que essa postura sempre foi defendida pelo presidente Nicolás Maduro e é a atual posição da Venezuela.
Cilia Flores sob custódia nos EUA, enquanto a Venezuela busca estabilidade
Um detalhe relevante na composição do novo cenário político venezuelano é a ausência da primeira-dama, Cilia Flores, que, conforme informado pela fonte, encontra-se sob custódia dos Estados Unidos. Sua situação adiciona mais uma camada de complexidade às relações diplomáticas e políticas entre os dois países.
A tomada de posse de Delcy Rodríguez e a busca por diálogo com os Estados Unidos ocorrem em um momento crucial para a Venezuela, que anseia por estabilidade e por um fim às tensões externas. A nova liderança interina busca trilhar um caminho de cooperação, priorizando a paz e o bem-estar de seu povo.


