Economia
Dólar Cai Quase 1% Após Sete Altas Seguidas: Ibovespa Recupera 160 Mil Pontos com Inflação Contida e Ação do BC
Mercado financeiro tem dia de alívio: Dólar recua 0,95% e Ibovespa avança, impulsionados por dados de inflação e intervenção do Banco Central.
Após uma semana de forte volatilidade, o mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de respiro. O dólar comercial registrou uma queda significativa de 0,95%, encerrando o pregão a R$ 5,531. Essa desvalorização ocorre após sete dias consecutivos de alta da moeda americana frente ao real, trazendo um alívio para investidores e empresários.
A bolsa de valores, por sua vez, demonstrou força e recuperou os 160 mil pontos. O índice Ibovespa fechou em alta de 1,46%, atingindo 160.486 pontos, o nível mais alto registrado nos últimos oito dias. A combinação de fatores econômicos favoráveis e a atuação do Banco Central contribuíram para esse cenário positivo.
A divulgação da prévia da inflação oficial em dezembro, o IPCA-15, que ficou abaixo das expectativas do mercado e fechou o ano em 4,41%, dentro da meta estabelecida, foi um dos principais impulsionadores da alta da bolsa. Paralelamente, o Banco Central interveio no câmbio, vendendo dólares de suas reservas internacionais, o que também ajudou a conter a alta da moeda americana. Conforme informações divulgadas, o BC vendeu US$ 500 milhões em leilão de linha. Apesar da queda desta terça-feira, o dólar ainda acumula alta de 3,69% em dezembro, mas cai 10,5% em 2025.
Banco Central e Fatores Políticos Pressionam Dólar para Baixo
A forte queda do dólar nesta terça-feira (23) foi influenciada por uma combinação de fatores, com destaque para a atuação do Banco Central e eventos políticos. A intervenção do BC no mercado de câmbio, através da venda de dólares de suas reservas internacionais em um leilão de linha, injetou liquidez no mercado. Essa medida visa atender à demanda de empresas que remetem lucros e dividendos para o exterior no final do ano, ajudando a equilibrar a oferta e a demanda pela moeda estrangeira.
Adicionalmente, o cancelamento de uma entrevista que o ex-presidente Jair Bolsonaro concederia a um portal de notícias também foi apontado como um fator que contribuiu para a queda da moeda. Embora a natureza exata do impacto político não tenha sido detalhada, a percepção de menor incerteza ou a reconfiguração de expectativas no ambiente político podem ter influenciado o comportamento do mercado.
Ibovespa Celebra Inflação Controlada e Recupera Níveis Importantes
O mercado de ações brasileiro mostrou forte recuperação, com o Ibovespa alcançando 160.486 pontos. O principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 1,46%, um desempenho positivo que o recolocou acima dos 160 mil pontos, nível não visto desde o dia 15 do mês corrente. A melhora no humor dos investidores foi impulsionada, em grande parte, pelos dados de inflação.
A divulgação da prévia da inflação oficial, o IPCA-15, revelou um resultado mais brando do que o esperado para dezembro. O índice fechou o ano de 2025 em 4,41%, um patamar que se encontra dentro da meta de inflação estabelecida pelo governo. Esse cenário de inflação mais controlada tende a reduzir a pressão por aumentos nas taxas de juros e aumenta a atratividade de investimentos em renda variável, como ações.
Perspectivas para o Mercado Financeiro em Meio à Volatilidade
Apesar da trégua observada nesta terça-feira, o mercado financeiro continua atento aos desdobramentos econômicos e políticos que podem gerar nova volatilidade. A recuperação do Ibovespa e a queda do dólar são sinais positivos, mas a trajetória futura dependerá da consolidação de indicadores econômicos favoráveis e da estabilidade do cenário político.
A atuação do Banco Central, com a venda de dólares de suas reservas, demonstra a disposição da autoridade monetária em intervir para suavizar oscilações bruscas no câmbio. Essa estratégia, combinada com a expectativa de controle da inflação, pode oferecer um ambiente mais previsível para os investidores no curto prazo. No entanto, o desempenho do dólar em dezembro, ainda positivo, indica que as pressões de alta não desapareceram completamente.


