Bahia
Emendas Pix na Bahia: Sete das Maiores Cidades Recebem Recursos, Enquanto Outras Três Ficam de Fora
Sete das Maiores Cidades Recebem Recursos, Enquanto Outras Três Ficam de Fora Um levantamento recente sobre as transferências de recursos do Congresso Nacional para municípios baia
Emendas Pix na Bahia: Sete das Maiores Cidades Recebem Recursos, Enquanto Outras Três Ficam de Fora
Um levantamento recente sobre as transferências de recursos do Congresso Nacional para municípios baianos em 2025 revela que sete das dez maiores cidades do estado foram contempladas com as chamadas Emendas Pix. Essas verbas, destinadas a projetos e ações específicas, representam uma importante injeção financeira para as administrações municipais.
Contudo, a distribuição não foi uniforme. Vitória da Conquista, Camaçari e Barreiras, também entre os maiores municípios em população e relevância econômica, não registraram o recebimento deste tipo de transferência no período analisado. A disparidade nos repasses levanta questões sobre os critérios de alocação e o impacto desigual no desenvolvimento local.
Os dados, compilados a partir de informações do Tesouro Nacional, destacam Porto Seguro como o principal beneficiado entre os municípios contemplados, evidenciando a dinâmica particular dos repasses federais no cenário baiano. A análise detalhada dos valores e das cidades receptoras oferece um panorama sobre o fluxo de recursos e as prioridades estabelecidas pelas emendas parlamentares.
Porto Seguro Lidera Recebimento de Emendas Pix na Bahia
Porto Seguro desponta como o município baiano que mais recebeu recursos por meio das Emendas Pix em 2025, com um montante de R$ 4,46 milhões. O valor é significativamente superior aos repasses destinados a outras grandes cidades do estado, indicando uma forte articulação ou priorização para a localidade. Em seguida, Ilhéus figura na lista com R$ 2,94 milhões, seguida por Juazeiro, que obteve R$ 2,57 milhões.
Itabuna também foi beneficiada, recebendo R$ 1,58 milhão, enquanto Salvador, a capital do estado, teve repasses no valor de R$ 1,39 milhão. Lauro de Freitas aparece com R$ 1,29 milhão, e Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral da Bahia, fecha a lista dos contemplados entre os dez maiores municípios, com R$ 500 mil.
A concentração de recursos em alguns municípios, enquanto outros de porte semelhante não recebem, pode ser explicada por diversos fatores, incluindo a atuação parlamentar, a relevância de projetos apresentados e as prioridades políticas. A análise desses fluxos financeiros é crucial para entender as dinâmicas de desenvolvimento regional e a distribuição de verbas federais no estado.
Vitória da Conquista, Camaçari e Barreiras Fora da Lista de Contemplados
Em contraste com as cidades que receberam as Emendas Pix, Vitória da Conquista, Camaçari e Barreiras, que figuram entre os dez maiores municípios baianos, não registraram a entrada desse tipo de recurso em 2025. Essa ausência de transferências especiais levanta questionamentos sobre a representatividade dos parlamentares em relação a essas localidades ou a falta de projetos elegíveis no período.
Considerando o último Censo do IBGE de 2022, Salvador lidera em população com 2.418.005 habitantes, seguida por Feira de Santana (616.279). Vitória da Conquista ocupa o terceiro lugar (370.868), à frente de Camaçari (299.579). Juazeiro soma 235.816 moradores, Lauro de Freitas, 203.334. Itabuna e Ilhéus possuem respectivamente 186.708 e 178.703 habitantes. Porto Seguro conta com 167.955 e Barreiras fecha a lista dos dez maiores com 159.743.
A omissão dessas cidades na lista de beneficiados por Emendas Pix, apesar de sua expressiva população e importância econômica, pode impactar a capacidade de investimento em áreas estratégicas, como infraestrutura, saúde e educação, dependendo da dependência municipal dessas verbas federais. A análise comparativa se torna ainda mais relevante ao ponderar o porte e as demandas dessas localidades.
Panorama Geral: 142 Municípios Baianos Sem Repasses de Transferências Especiais
O cenário das transferências especiais em 2025 na Bahia vai além dos dez maiores municípios. No total, 142 dos 417 municípios do estado não receberam valores por meio dessas emendas, o que representa aproximadamente 34% das cidades baianas. Essa significativa parcela de municípios sem acesso a esses recursos indica um desafio na captação de verbas federais ou uma concentração dos repasses em determinados eixos políticos e geográficos.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), diversas cidades aparecem na lista de municípios sem repasses, incluindo Camaçari, Madre de Deus, Mata de São João, Pojuca, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Vera Cruz. Essa concentração de ausência de recursos em uma região economicamente ativa chama a atenção.
A nível nacional, o volume de recursos movimentados em transferências especiais ao longo de 2025 na Bahia atingiu R$ 560,1 milhões, sendo R$ 121,7 milhões destinados ao estado como ente estadual. Essa cifra global demonstra a importância dessas emendas no orçamento público e a necessidade de monitoramento para garantir uma distribuição mais equitativa e benéfica para o desenvolvimento de todos os municípios.
Jandaíra e Tucano Lideram em Volume Absoluto, Mas Com Contraste Populacional
Ao analisar os municípios que mais receberam recursos via Emendas Pix na Bahia, Jandaíra se destaca com o maior volume absoluto, totalizando R$ 11,4 milhões. Em seguida, aparece Tucano, com R$ 10,62 milhões, e Itaguaçu da Bahia, com R$ 10,20 milhões. Esses valores, quando comparados ao porte populacional, revelam contrastes interessantes.
Tucano, com uma população de 48.738 habitantes, recebeu um montante considerável, sugerindo a destinação de verbas para projetos de grande vulto ou impacto. Por outro lado, Itaguaçu da Bahia, com apenas 12.311 moradores, também obteve um repasse expressivo, indicando a possibilidade de projetos específicos que demandaram um investimento maior por habitante.
A análise desses dados permite inferir que a alocação das Emendas Pix não está estritamente ligada ao tamanho da população, mas sim a outros fatores, como a articulação política, a apresentação de projetos prioritários e a capacidade técnica dos municípios em gerenciar e executar as verbas recebidas. Compreender essa dinâmica é fundamental para o planejamento e a gestão pública.


