Política
Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, é preso em flagrante por descumprir prisão domiciliar e violar ordem do STF
Ex-assessor de Bolsonaro é detido no Paraná após violar regras de prisão domiciliar e descumprir ordem do STF A PolÃcia Federal efetuou a prisão de Filipe Martins, ex-assessor do e
Ex-assessor de Bolsonaro é detido no Paraná após violar regras de prisão domiciliar e descumprir ordem do STF
A Polícia Federal efetuou a prisão de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta sexta-feira (2), na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. A detenção ocorreu após o descumprimento de medidas impostas durante o período em que cumpria prisão domiciliar.
A ordem de prisão foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo as informações apuradas pelo g1, Martins foi levado para a sede da Polícia Federal na cidade e, posteriormente, deve ser encaminhado para uma penitenciária local.
Filipe Martins estava em prisão domiciliar desde o dia 27 de dezembro, com restrições que incluíam a **proibição expressa de utilizar redes sociais**. Conforme divulgado pelo STF, a prisão foi decretada após a confirmação de que o ex-assessor utilizou a plataforma LinkedIn, o que configura uma violação direta das medidas cautelares estabelecidas.
Uso de rede social motivou prisão determinada por Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes destacou em sua decisão que a própria defesa de Filipe Martins reconheceu o uso da rede social. Para o ministro, não restam dúvidas sobre o descumprimento da ordem judicial. Ele classificou a conduta como um **desrespeito às determinações impostas pelo Judiciário e às instituições democráticas**.
Moraes enfatizou que o uso das redes sociais, mesmo que alegadamente para fins de organização da defesa, não encontra respaldo legal. “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, escreveu o ministro ao determinar a prisão.
Condenação por tentativa de golpe de Estado e pena de 21 anos
Filipe Martins foi condenado a uma pena de **21 anos de prisão** pela Primeira Turma do STF em 16 de dezembro. A condenação se deu por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Ele fazia parte do chamado “núcleo 2” da organização criminosa investigada por atuar para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições presidenciais.
Entre os crimes pelos quais Martins foi condenado estão a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, tentativa de deposição de governo legitimamente constituído, dano qualificado ao patrimônio público, organização criminosa e destruição de bem protegido por lei. Outros cinco réus do mesmo núcleo também foram condenados.
Atuação coordenada contra a democracia
De acordo com o STF, o grupo agiu de forma coordenada para articular ações contra o resultado das eleições e as instituições democráticas. Filipe Martins ocupou o cargo de assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República durante o governo Bolsonaro, o que reforça a gravidade de sua participação nos atos investigados.
A prisão de Filipe Martins reforça o compromisso do Supremo Tribunal Federal em **garantir o cumprimento das decisões judiciais** e a proteção do Estado Democrático de Direito. O caso demonstra as consequências do descumprimento de medidas impostas pela Justiça, especialmente em processos de alta relevância.


