Política

Gleisi Hoffmann detona editorial da The Economist que sugere que Lula não concorra à reeleição em 2026

Gleisi Hoffmann rebate editorial da The Economist sobre reeleição de Lula A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu fortemente a um ed

Gleisi Hoffmann rebate editorial da The Economist sobre reeleição de Lula

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu fortemente a um editorial da revista britânica The Economist que sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não concorra à reeleição em 2026. A publicação citou a idade do presidente, que completou 80 anos em outubro, como um dos argumentos.

Em suas redes sociais, Gleisi Hoffmann defendeu Lula, descrevendo-o como um “líder cheio de vitalidade”. Ela afirmou que o que a The Economist teme não é a idade do presidente, mas sim a continuidade de um governo que, segundo ela, “retomou o crescimento do Brasil” e “não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social”.

A ministra criticou a linha editorial da revista, acusando-a de representar os interesses do sistema financeiro global. “A revista do sistema financeiro global, dos que fazem fortuna sem produzir nada, prefere que o Brasil volte a ser submetido aos mandamentos do ‘mercado’, abandonando as políticas públicas voltadas para o povo, o crescimento do emprego, dos salários e da renda das famílias”, escreveu Gleisi.

The Economist sugere nova disputa e aponta nomes para 2026

O editorial da The Economist, publicado na quarta-feira (30), argumentou que Lula “poliria seu legado” ao desistir da disputa presidencial em 2026, abrindo espaço para “uma disputa adequada em busca de um novo campeão da centro-esquerda”. A revista também analisou o cenário eleitoral, mencionando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um nome de destaque para a direita.

Gleisi Hoffmann contestou essa análise, sugerindo que a preferência da revista não se baseia no “bem do Brasil”, mas sim em interesses específicos. A ministra ressaltou que esses interesses, segundo ela, não representam a população brasileira.

Críticas a nomes do bolsonarismo e cenário eleitoral

O editorial da The Economist também comentou sobre figuras ligadas ao bolsonarismo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi classificado pela publicação como “impopular” e “ineficaz”, apesar de sua pré-candidatura à Presidência ter sido anunciada recentemente.

A revista defendeu que partidos de direita busquem um candidato de centro-direita capaz de superar a polarização entre Lula e Bolsonaro. Segundo a The Economist, um nome com esse perfil teria chances de vencer a eleição e governar, embora o resultado do pleito de 2026 seja considerado incerto.

A repercussão do editorial da The Economist e a resposta de Gleisi Hoffmann evidenciam o debate em torno do futuro político do Brasil e as diferentes visões sobre o papel do país no cenário internacional e as políticas internas voltadas para o desenvolvimento social e econômico.