Bahia
Itaparica: O Coração da Independência da Bahia Pulsa em Celebração Histórica e Cultural!
A Ilha de Itaparica, palco de momentos cruciais na história da Bahia, voltou a ser o centro das atenções nesta quarta-feira (7), marcando o início das celebrações alusivas aos 203
Itaparica Revive Luta pela Independência da Bahia com Celebração que Une Memória, Cultura e Povo
A Ilha de Itaparica, palco de momentos cruciais na história da Bahia, voltou a ser o centro das atenções nesta quarta-feira (7), marcando o início das celebrações alusivas aos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia. As festividades integram a rica memória do território itaparicano na luta pela expulsão das tropas portuguesas, resgatando a importância do local através de ritos, manifestações culturais e encenações que ecoam pela ilha.
As celebrações, que se estendem até sábado (11), buscam não apenas rememorar o passado, mas também fortalecer a identidade e a cultura baiana, evidenciando a participação popular como pilar fundamental na conquista da liberdade. A iniciativa ressalta o papel de Itaparica como um elo vivo entre o passado e o presente, onde a história é sentida e celebrada por sua gente.
O evento sublinha a importância da memória coletiva e da transmissão de saberes entre gerações, consolidando Itaparica como um território de resistência e celebração. A programação diversificada promete envolver moradores e visitantes, reafirmando o valor cultural e histórico da ilha no contexto baiano.
Conforme informações divulgadas pelo Governo do Estado da Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou o caráter pedagógico e simbólico da celebração, enfatizando a participação popular. “Itaparica ensina que a Independência não foi um gesto isolado, mas o resultado da mobilização popular, da coragem e da ancestralidade. Celebrar aqui é reafirmar que a história da Bahia foi escrita pelo povo”, afirmou o governador.
Um Cortejo que Reafirma a Luta e a Ancestralidade
A programação oficial teve início com a acolhida das autoridades pelo prefeito de Itaparica, Zezinho. Um dos momentos mais significativos foi o ato simbólico de entrega da imagem do Caboclo aos Guaranis, após um ano sob a guarda da prefeitura. Este gesto marca a continuidade de uma tradição que honra os ancestrais e a participação dos povos originários na luta pela independência.
Carregada nos ombros pelo cacique Guarani Emanuel Pita, a imagem do Caboclo iniciou um emocionante cortejo. O percurso seguiu até a Fonte da Bica, um local de importância histórica e cultural para a ilha. De lá, a imagem foi transportada em carro aberto até a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, onde foi realizada a cerimônia do Te Deum, um hino de ação de graças que remonta à tradição cristã.
Após o rito religioso, o cortejo seguiu pelas ruas do Centro Histórico, em direção ao Campo Formoso. Este trajeto pelas ruas históricas permitiu que a população e os visitantes revivessem os caminhos percorridos pelos heróis da independência. No Campo Formoso, a imagem do Caboclo foi depositada no Panteão, um local de honra e memória. O encerramento das atividades ocorreu na aldeia Guarani, com a apresentação do espetacular “Auto da Roubada da Rainha”, uma performance cultural que narra aspectos importantes da história local e da resistência.
A Memória Viva que Transcende Gerações
A intensidade da experiência foi sentida de perto por quem participou das celebrações. Luiza Moraes, arquiteta pernambucana que visitava a ilha durante o feriado, expressou sua emoção ao testemunhar a dimensão do evento. “É uma história que não fica distante. A gente caminha junto, escuta, participa. Dá para sentir que essa Independência ainda pulsa”, relatou, evidenciando a forma como a celebração torna o passado palpável e presente.
O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, destacou que a força da celebração reside na união entre a permanência da tradição e a participação ativa da comunidade. Ele ressaltou que a Independência da Bahia se mantém viva precisamente porque é celebrada nos territórios onde os fatos ocorreram. “Em Itaparica, cultura não é espetáculo: é pertencimento, memória e transmissão entre gerações”, avaliou o secretário.
Essas declarações reforçam a ideia de que Itaparica se consolida como um espaço onde a história não é apenas contada, mas vivenciada. A integração entre os elementos históricos, culturais e a participação popular cria um ambiente de profunda conexão com o passado e de fortalecimento da identidade baiana. A ilha se transforma, assim, em um palco vivo de celebração e de reafirmação de sua importância histórica.
Itaparica: Um Território de Memória e Resistência Cultural
As atividades em Itaparica, que se estendem até sábado (11), reafirmam a ilha como um território de memória viva, onde o passado e o presente se entrelaçam para celebrar a identidade, a resistência e a rica cultura do povo baiano. A programação foi cuidadosamente elaborada para envolver diferentes públicos e destacar a importância de Itaparica na consolidação da independência da Bahia, um marco histórico que garantiu a autonomia política e territorial do estado.
A escolha de Itaparica como sede principal das celebrações não é fortuita. A ilha desempenhou um papel estratégico e decisivo nos conflitos que levaram à expulsão definitiva das tropas portuguesas. A bravura e a participação popular na defesa do território foram fundamentais para garantir a vitória e a soberania baiana, um feito que merece ser lembrado e celebrado anualmente.
A programação deste ano buscou, especialmente, dar protagonismo às manifestações culturais locais e aos saberes ancestrais, reconhecendo a contribuição de todos os grupos sociais na luta pela independência. A presença do governador Jerônimo Rodrigues e de outras autoridades reforça o reconhecimento oficial da importância histórica de Itaparica e o compromisso do governo em valorizar e preservar a memória e a cultura baiana.
O Legado da Independência da Bahia e o Papel de Itaparica
A Independência da Bahia, comemorada em 2 de julho, foi um processo complexo e prolongado, que se estendeu por mais tempo do que em outras regiões do Brasil. A resistência das tropas brasileiras, apoiada pela população civil, foi crucial para consolidar a vitória contra as forças monarquistas. Itaparica, com sua localização estratégica na Baía de Todos os Santos, foi palco de importantes confrontos e serviu como base para as ações militares que culminaram na expulsão dos portugueses.
A celebração em Itaparica, portanto, não é apenas uma homenagem ao passado, mas um ato contínuo de valorização da história e da cultura baiana. Ao trazer a memória para o centro das comemorações, a ilha se fortalece como um elo fundamental na narrativa da independência, conectando as novas gerações aos feitos de seus antepassados e à luta pela liberdade e soberania.
A continuidade das atividades até sábado (11) garante que a mensagem de memória, resistência e celebração alcance o maior número de pessoas possível. A ilha se transforma em um ponto de encontro onde a história é contada, vivida e sentida, fortalecendo o senso de pertencimento e o orgulho da identidade baiana. A iniciativa demonstra que a cultura e a história de um povo são elementos vitais para a construção de um futuro mais consciente e forte.


