Mundo
Javier Milei propõe bloco de países de direita na América do Sul para combater o “socialismo do século 21”
Milei articula união de direita na América do Sul contra "socialismo do século 21" O presidente da Argentina, Javier Milei, revelou planos ambiciosos para a formação de um bloco co
Milei articula união de direita na América do Sul contra “socialismo do século 21”
O presidente da Argentina, Javier Milei, revelou planos ambiciosos para a formação de um bloco com países de direita na América do Sul. O objetivo principal seria criar uma frente unida para combater o avanço do que ele denomina “socialismo do século 21” na região.
A declaração foi feita durante uma entrevista concedida à rede de televisão CNN no final do ano passado. Milei expressou sua crença de que a região está despertando para o que ele considera um engano ideológico. Ele vislumbra um grupo com aproximadamente dez nações participantes, embora os nomes específicos ainda não tenham sido divulgados.
Segundo o líder argentino, a América do Sul teria percebido que “o socialismo é uma farsa criada por um conjunto de bandidos para tomar o poder e empobrecer a população”. Essa afirmação surge em um contexto de significativas mudanças políticas no continente, com diversas nações registrando guinadas à direita em eleições recentes.
Mudanças no cenário político sul-americano
O cenário político da América do Sul tem passado por transformações notáveis, com a ascensão de governos de direita em diversos países. No Chile, por exemplo, o ultradireitista José Antonio Kast foi eleito presidente. Na Bolívia, a escolha recaiu sobre o direitista Rodrigo Paz.
O Paraguai também é governado por um líder de direita, Santiago Peña, assim como o Equador, sob a presidência de Daniel Noboa. Essa tendência contrasta com movimentos anteriores em outros países, mas reflete uma nova configuração ideológica no continente.
A estratégia de Milei contra o “socialismo woke”
Milei detalhou que a proposta de formação de um bloco visa especificamente confrontar o “socialismo do século 21”, que ele também associa ao termo “woke”. Este último é frequentemente utilizado para descrever um conjunto de ideologias progressistas voltadas para a conscientização sobre injustiças sociais e a defesa de minorias.
Quando questionado sobre a relação da Argentina com a China e como isso se alinha à estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos, com os quais Milei mantém proximidade, o presidente argentino esclareceu que os aspectos geopolíticos da política americana são distintos de suas relações comerciais com os chineses.
A ideia por trás da formação deste bloco é clara: fortalecer a influência de ideologias conservadoras e de livre mercado na América do Sul, buscando reverter o que Milei percebe como um “pesadelo do socialismo” que teria se instalado na região.


