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Tenista João Fonseca é eliminado na estreia do Aberto da Austrália; lesão preocupa

João Fonseca é eliminado na estreia do Aberto da Austrália devido a dores nas costas e falta de ritmo. Veja os detalhes da partida e o impacto da lesão.

João Fonseca tropeça na estreia do Aberto da Austrália e lamenta falta de ritmo após lesão

O tenista brasileiro João Fonseca encerrou precocemente sua participação na chave principal do Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada de 2026. O jovem de 19 anos, número 32 do mundo, foi superado pelo norte-americano Eliot Spizzirri, 89º no ranking, em uma partida de 2 horas e 41 minutos, com parciais de 6/4, 2/6, 6/1 e 6/2.

A derrota na estreia em Melbourne marca um início de ano frustrante para o carioca, que teve sua preparação para o Grand Slam comprometida por dores lombares. Fonseca precisou adiar em duas ocasiões seu retorno às quadras em 2026, desistindo de disputar os ATPs 250 de Brisbane e de Adelaide, torneios que serviriam como preparação para o evento australiano.

O problema físico já havia tirado o jogador de ação no final da temporada anterior. Em outubro de 2025, o número 1 do Brasil optou por antecipar o fim de seu calendário competitivo para tratar uma lombalgia, demonstrando a persistência da lesão que agora impacta seu desempenho no Aberto da Austrália.

Conforme informações divulgadas pela Reuters, João Fonseca expressou sua insatisfação com o desempenho após a partida. “Eu diria que precisava de mais tempo. Desde o início de Brisbane eu não estava jogando, depois voltei, mas de forma lenta. Em seguida parei de novo. Fiquei quase 15 dias sem treinar a 100%, sem intensidade máxima”, avaliou o tenista.

O impacto da lesão no desempenho em Melbourne

A preparação física de João Fonseca para o Aberto da Austrália foi visivelmente afetada pelas dores lombares. O adiamento de sua estreia nos torneios preparatórios em Brisbane e Adelaide sinalizava as dificuldades que o jovem atleta enfrentava para atingir sua melhor forma física. A decisão de tratar a lombalgia no final de 2025 foi uma medida preventiva, mas a recuperação completa e o retorno à intensidade necessária para competir em alto nível demandaram mais tempo do que o ideal.

A falta de ritmo de jogo se tornou um fator determinante na derrota para Eliot Spizzirri. Fonseca reconheceu que não estava em seu auge físico durante a partida, o que o levou a se cansar mais cedo e sentir a ausência de treinos intensos nas semanas que antecederam o Grand Slam. Essa condição limitou sua capacidade de impor seu jogo e manter a consistência ao longo dos sets.

Apesar do resultado adverso, o tenista brasileiro demonstrou resiliência e uma perspectiva positiva. Ele destacou a importância da experiência em uma partida de Grand Slam, mesmo sem estar 100% fisicamente. “Acho que na vida precisamos tirar coisas positivas das situações. Minhas costas estão 100%, estou saudável de novo. Só precisava de tempo. Foi bom ver como lidar com uma partida em cinco sets sem estar fisicamente no melhor nível. Eu me cansei mais cedo, faltou ritmo, mas foi uma experiência importante para conhecer meus limites. Não me arrependo de nada”, afirmou Fonseca.

A recuperação completa de sua condição física é o principal foco para o restante da temporada. O jovem atleta já tem como próximo compromisso a defesa de seu bicampeonato no ATP 250 de Buenos Aires, a partir de 9 de fevereiro, onde buscará reencontrar seu melhor tênis.

Brasil sem representantes na chave de simples do Aberto da Austrália

Com a eliminação de João Fonseca, o Brasil perdeu seu último representante na chave de simples do Aberto da Austrália. A esperança brasileira no circuito feminino também foi frustrada precocemente, com a queda de Beatriz Haddad Maia na estreia.

A paulista Beatriz Haddad Maia, número 39 do mundo, foi surpreendida no último domingo (17) pela cazaque Yulia Putintseva. Em uma partida de virada, Putintseva venceu por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 7/5 e 6/3, encerrando a participação brasileira no individual feminino em Melbourne.

A ausência de brasileiros nas fases avançadas das chaves de simples do Grand Slam australiano reflete os desafios enfrentados pelos atletas nacionais no início da temporada. Lesões, necessidade de adaptação e a forte concorrência internacional são fatores que impactam o desempenho dos tenistas brasileiros em eventos de grande porte.

Duplas brasileiras em busca de sucesso em Melbourne

Apesar das eliminações no individual, o Brasil ainda conta com representantes nas disputas de duplas no Aberto da Austrália. Diversas parcerias com tenistas brasileiros estreiam nesta terça-feira (20) e quarta-feira (21), buscando avançar na competição.

A paulista Luisa Stefani, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, enfrenta a dupla das norte-americanas McCartney Kessler e Jessica Pegula. Esta partida marca o retorno da parceria entre Stefani e Dabrowski para a temporada de 2026, com a expectativa de um bom desempenho.

Outra dupla feminina em ação é formada pela paulista Laura Pigossi e a tcheca Sára Bejlek, que encaram as compatriotas de Bejlek, Jesika Maleckova e Miriam Kolodziej. A busca por uma vitória na estreia é crucial para a continuidade na competição.

No masculino, os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz estreiam contra os holandeses Jesper de Jong e Sem Verbeek. A partida está prevista para a madrugada de quarta-feira (21). Mais tarde, a dupla do mineiro Marcelo Melo e do carioca Fernando Romboli enfrenta o mexicano Santiago González e o holandês David Pel.

Resultados recentes e despedidas nas duplas

Nem todas as duplas brasileiras tiveram um bom início de campanha em Melbourne. A parceria da carioca Ingrid Gamarra com a filipina Alexandra Eala foi eliminada nesta terça-feira (20), após perder na estreia para a dupla da polonesa Magda Linette e da japonesa Shuko Aoyama, por 2 sets a 1 (7/6, 6/2 e 6/3).

No último domingo (19), o gaúcho Marcelo Demoliner, junto ao holandês Jean-Julien Rojer, também se despediu do torneio na primeira rodada. Eles foram derrotados pelos cazaques Alexander Bublik e Andriy Shevchenko, por 2 sets a 0 (6/3 e 6/2), encerrando a participação da dupla na competição australiana.

A jornada das duplas brasileiras no Aberto da Austrália continua, com a expectativa de que as parcerias restantes possam trazer bons resultados e representar o país nas fases decisivas do Grand Slam.