Bahia
Joice Hasselmann Choca ao Declarar Voto em Lula: “Família Miliciana Ligada a Facções Criminosas”
Joice Hasselmann, outrora aliada fiel de Jair Bolsonaro, surpreende ao anunciar apoio a Lula no segundo turno, citando graves acusações contra a família do atual presidente.
Joice Hasselmann, outrora aliada fiel de Jair Bolsonaro, surpreende ao anunciar apoio a Lula no segundo turno, citando graves acusações contra a família do atual presidente. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais.
A jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann publicou um vídeo nesta quinta-feira (22) em suas redes sociais, anunciando seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República no segundo turno. A decisão marca uma reviravolta significativa em sua trajetória política, que incluiu uma forte oposição ao PT e participação ativa na campanha de Bolsonaro em 2018.
Em sua declaração, Joice relembrou sua carreira como jornalista, destacando seus confrontos com a esquerda e com o próprio Lula, inclusive processos judiciais. Ela afirmou ter sido demitida da revista Veja em 2015 por expressar sua opinião sobre corrupção no governo petista. Joice se apresentou como uma das primeiras a apoiar Bolsonaro, acreditando em uma “grande mudança” e em uma “maior frente de combate à corrupção”.
No entanto, a ex-parlamentar relatou que suas esperanças se esvaíram ainda no primeiro ano do mandato de Bolsonaro. Conforme divulgado pela própria Joice Hasselmann, ela afirmou ter visto “o clã por dentro”, mencionando “a podridão dos filhos, a farsa da esposa, aliados corruptos e a corrupção acontecendo de forma quase industrial”. Ela também se apresentou como a primeira a denunciar a existência de uma “minuta do golpe” na gaveta do presidente, levando a informação ao STF.
A comparação com “família miliciana” e “facções criminosas”
Joice Hasselmann justificou sua escolha ao afirmar que não acredita que os candidatos sejam iguais. Ela contrastou sua longa oposição ao PT com a visão que tem sobre o grupo político de Bolsonaro. Para ela, um candidato, apesar de suas ideias combatidas, atua “dentro das regras da democracia”.
Em contrapartida, ela descreveu o grupo político de Bolsonaro como uma “família miliciana ligada a facções criminosas”, capaz de “qualquer coisa, inclusive de mandar matar”. Segundo Joice, este grupo representa “ódi o, mentira, violência, crimes, roubo”. Ela os caracterizou como pessoas que “nunca trabalharam, nunca produziram nada, além de maldade e perversidade, e que vivem do dinheiro público recebido e roubado”.
Democracia como obstáculo para um grupo
A ex-deputada enfatizou que, para esse grupo, a “democracia é um obstáculo, uma afronta”. Ela reiterou que, “apesar de todo o seu histórico de enfrentamento ao PT”, seu voto no dia 25 será em Lula. Joice finalizou dizendo que, após as eleições, voltará ao “debate de ideias” no dia 26.
Desilusão com o governo Bolsonaro
Joice Hasselmann, que foi líder do governo Bolsonaro no Congresso, detalhou sua desilusão. Ela expressou ter “errado em ajudar”, mas que não poderia “ficar de braços cruzados”. Sua decisão de votar em Lula, apesar de seu histórico, reflete uma profunda crítica ao que ela presenciou no “dia a dia” do governo.


