Política

Lula exige expulsão de servidor da CGU que agrediu mulher e criança no DF: “Inadmissível e covarde”

Lula reage com veemência à agressão de mulher e criança por servidor da CGU no DF e exige punição máxima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou indignação e determinou a abertura de um processo administrativo para a expulsão do servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) que agrediu uma mulher e uma criança no Distrito Federal. As imagens da violência chocaram o país e circulam intensamente nas redes sociais.

Em pronunciamento divulgado em suas redes sociais, o presidente classificou o ato como uma “agressão covarde” e “inadmissível”, ressaltando o compromisso inabalável de seu governo com o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra mulheres e crianças.

“Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem. Um servidor público deve ser um exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, declarou Lula, reforçando a necessidade de uma resposta firme do poder público diante de tais atos.

CGU adota medidas administrativas imediatas contra o agressor

A Controladoria-Geral da União informou que já havia tomado providências administrativas assim que os fatos vieram à tona. O órgão encaminhou a ocorrência para a Corregedoria-Geral da União e para a Comissão de Ética da CGU, com a abertura imediata de uma investigação preliminar para apurar as responsabilidades éticas e disciplinares do servidor.

Além disso, foi revogada a designação do servidor como substituto eventual de chefia imediata e proibido seu ingresso nos prédios da CGU enquanto as apurações estiverem em andamento. A CGU classificou a conduta como uma violação grave aos deveres funcionais, especialmente ao dever de manter conduta compatível com a moralidade administrativa, conforme previsto na Lei nº 8.112/1990.

Ministro da CGU reforça que agressão é crime e afronta à dignidade humana

O ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, em nota oficial, deixou claro que a violência contra mulheres e crianças é um crime, e não um simples desentendimento pessoal. Ele enfatizou que os fatos configuram uma violação à lei e uma afronta direta à dignidade humana.

“Estamos falando de agressão, de violação à lei e de afronta à dignidade humana”, afirmou o ministro, acrescentando que os aspectos criminais da agressão serão apurados pelas autoridades competentes, nos termos da legislação penal.

Lula intensifica campanha contra a violência e pede compromisso de todos os homens

A ação enérgica do presidente Lula reflete o intensificado esforço de seu governo no combate à violência contra a mulher. Na última semana, em pronunciamento em rede nacional, Lula reiterou que o tema será uma das prioridades para 2026 e convocou todos os homens a se tornarem aliados nessa luta.

“Vou liderar um grande esforço nacional envolvendo ministérios, instituições e toda a sociedade brasileira. Nós que somos homens devemos fazer um compromisso de alma. Em nome de tudo que é mais sagrado, seja um aliado”, disse o presidente, reforçando a urgência e a necessidade de um engajamento coletivo para erradicar a violência de gênero no Brasil.