Saúde

Malária em Crianças: SUS Inova com Tafenoquina Pediátrica e Brasil Lidera Tratamento Global

SUS lança tratamento inédito contra malária para crianças com tafenoquina pediátrica, Brasil é pioneiro mundial O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo significativo no combate

news 8341 1772784251

SUS lança tratamento inédito contra malária para crianças com tafenoquina pediátrica, Brasil é pioneiro mundial

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo significativo no combate à malária em crianças com o início da utilização da tafenoquina em formulação pediátrica. Este avanço representa uma nova esperança para milhares de famílias, especialmente nas regiões mais afetadas pela doença.

A novidade visa melhorar a adesão ao tratamento e a eficácia terapêutica, um desafio histórico no controle da malária infantil. O Brasil se destaca como o primeiro país no mundo a oferecer essa modalidade de tratamento para o público infantil.

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição gradual do medicamento, priorizando áreas de maior incidência, como a região Amazônica. A iniciativa é parte de um esforço contínuo para erradicar a malária no país. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde.

Tafenoquina pediátrica: Uma dose, múltiplos benefícios

A tafenoquina pediátrica, em comprimidos de 50 mg, é indicada para crianças com peso entre 10 kg e 35 kg, portadoras de malária vivax. Uma das grandes vantagens é sua administração em dose única, o que contrasta com esquemas terapêuticos anteriores que exigiam até 14 dias de medicação. Essa praticidade facilita a adesão ao tratamento, um fator crucial para o sucesso terapêutico, principalmente com crianças.

O medicamento tem se mostrado eficaz na redução significativa das recaídas da malária, um problema recorrente em pacientes com malária vivax. Além disso, a dose única contribui para a eliminação completa do parasita e para a interrupção da transmissão da doença, conforme esclareceu o Ministério da Saúde.

A nova apresentação do fármaco permite o ajuste da dose conforme o peso da criança, garantindo maior eficácia e segurança. O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 970 mil na aquisição do medicamento, com o objetivo de ampliar o controle da malária em todo o território nacional.

Foco na Amazônia: Áreas prioritárias recebem novo tratamento

A distribuição da tafenoquina pediátrica está sendo concentrada em áreas prioritárias, especialmente na região Amazônica, onde a malária apresenta maior incidência. Inicialmente, 126.120 comprimidos serão distribuídos, com foco em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) como Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.

Esses territórios concentram aproximadamente 50% dos casos de malária em crianças e jovens de até 15 anos. O DSEI Yanomami foi o primeiro a receber a nova formulação, com 14.550 comprimidos, seguindo o exemplo da introdução da tafenoquina 150 mg para pacientes acima de 16 anos em 2024.

O Ministério da Saúde reconhece que a malária é um dos principais desafios de saúde pública na Amazônia, agravada por fatores geográficos e sociais que aumentam a vulnerabilidade das populações, especialmente em áreas de difícil acesso e territórios indígenas.

Resultados positivos e combate intensificado na região Yanomami

As ações de combate à malária na região Yanomami têm demonstrado resultados expressivos. Entre 2023 e 2025, houve um aumento de 103,7% na realização de testes, um crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e uma redução de 70% nos óbitos pela doença. Esses dados reforçam a importância das estratégias de monitoramento e controle.

O Ministério da Saúde tem intensificado o monitoramento, o controle vetorial, a busca ativa de casos e a disponibilização de testes rápidos. Essas medidas, somadas à nova terapia pediátrica, são fundamentais para a contenção da malária.

Em nível nacional, o Brasil registrou em 2025 o menor número de casos de malária desde 1979, com uma redução de 15% em relação a 2024. Nas áreas indígenas, a redução foi de 16%. A Amazônia continua sendo a região com maior concentração de casos, respondendo por 99% do total nacional.