Política
Minas Gerais: Resgate e Auxílio a Vítimas são Prioridade Máxima em Zona da Mata após Enchentes, Afirma Ministro Waldez Góes
Prioridade absoluta em Minas Gerais é o resgate e auxílio às vítimas das enchentes, diz ministro O Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, declarou nesta
Prioridade absoluta em Minas Gerais é o resgate e auxílio às vítimas das enchentes, diz ministro
O Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, declarou nesta quinta-feira (26) que a principal missão das equipes da Defesa Civil em Minas Gerais é o resgate das vítimas e o atendimento às pessoas que foram desabrigadas e desalojadas pelas fortes chuvas que assolaram a região da Zona da Mata mineira.
A declaração do ministro sublinha a urgência da situação e a necessidade de ações imediatas para mitigar os efeitos devastadores das enchentes. A tragédia já contabiliza um número alarmante de mortes, exigindo uma resposta coordenada e eficiente do poder público em todos os níveis.
Além do socorro emergencial, o governo federal também está focado no restabelecimento de serviços essenciais, na recuperação da mobilidade urbana, na limpeza das cidades afetadas e, a longo prazo, na reconstrução das áreas atingidas, buscando trazer de volta a normalidade para as comunidades.
Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o ministro Waldez Góes detalhou a estratégia de atuação em entrevista ao programa Voz do Brasil. Ele enfatizou que a fase atual do desastre exige um foco total no atendimento humanitário.
Ações de Resgate e Assistência Intensificadas na Zona da Mata
O ministro Waldez Góes ressaltou que a prioridade máxima das operações em Minas Gerais é a assistência humanitária. As equipes da Defesa Civil estão empenhadas em realizar a busca por pessoas desaparecidas, o salvamento de vítimas em áreas de risco e o acolhimento de famílias que perderam suas casas. O objetivo é garantir que ninguém fique desassistido neste momento crítico.
“A resposta ao desastre agora é assistir as pessoas, fazer a procura de desaparecidos, salvamento, cuidar de pessoas desabrigadas, desalojadas, trabalhar para o restabelecimento dos serviços públicos e a partir daí a reconstrução dos prejuízos causados”, afirmou o ministro. Essa declaração evidencia a complexidade da resposta, que abrange desde o socorro imediato até a recuperação estrutural.
As operações de busca e salvamento estão concentradas em oito frentes de atuação, com seis delas localizadas em Juiz de Fora e duas em Ubá, municípios que registraram os maiores impactos. Essas cidades, juntamente com Matias Barbosa, foram as mais severamente atingidas pelas enchentes, resultando em um número trágico de mortes.
Até o momento, a tragédia já causou a morte de 59 pessoas nesses três municípios. A magnitude do desastre levou a Defesa Civil Nacional a reconhecer o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, em caráter sumário, nas cidades de Ubá e Matias Barbosa. Esse reconhecimento é fundamental para agilizar o envio de recursos e a implementação de ações de socorro.
Em resposta à calamidade, o governo federal já autorizou a liberação de mais de R$ 3 milhões. Esses recursos são destinados ao atendimento emergencial das vítimas e ao início das obras de reconstrução nas cidades afetadas, demonstrando o compromisso federal com a recuperação da região.
Impacto Devastador das Chuvas na Zona da Mata Mineira
As enchentes que atingiram a Zona da Mata mineira deixaram um rastro de destruição e dor. Municípios como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa foram os mais afetados, sofrendo com o transbordamento de rios e córregos, deslizamentos de terra e inundações que causaram perdas materiais e humanas irreparáveis. A força da água devastou residências, comércios e infraestruturas básicas.
O número de 59 mortes registradas até o momento é um reflexo da violência com que as chuvas atingiram a região. Famílias foram desestruturadas, e muitas pessoas ainda buscam por parentes desaparecidos, vivendo momentos de angústia e incerteza. A dor das perdas se soma à devastação das perdas materiais, que deixaram milhares de desabrigados.
Além das vítimas fatais, centenas de pessoas ficaram desabrigadas e desalojadas, necessitando de abrigo, alimentação, água potável e assistência médica. A infraestrutura urbana sofreu danos severos, com ruas alagadas, pontes destruídas e redes de energia e comunicação interrompidas, dificultando o acesso das equipes de resgate e a comunicação com o mundo exterior.
A reconstrução das cidades afetadas será um desafio monumental. Será necessário não apenas reconstruir edificações e infraestruturas, mas também restabelecer os serviços públicos essenciais, como saúde, educação e saneamento básico, além de apoiar a recuperação econômica das comunidades, que dependem fortemente do comércio e da agricultura local.
Compromisso do Governo Federal com a Recuperação
O Ministro Waldez Góes expressou profunda lamentação pelas vidas perdidas e reafirmou o compromisso do governo federal em oferecer todo o suporte necessário aos municípios mineiros para que possam superar esta crise. O auxílio não se limitará apenas à fase emergencial, mas se estenderá até que os serviços essenciais sejam plenamente restabelecidos.
“A única coisa que a gente não pode fazer é devolver a vida das pessoas, por isso nós vamos atuar fortemente fazendo as buscas e até ter tudo resolvido, com as pontes reconstruídas, estradas, comunicação restabelecida, energia e tudo que for necessário”, declarou o ministro. Essa fala demonstra a amplitude do plano de ação, que visa a uma recuperação completa e duradoura.
A liberação de mais de R$ 3 milhões é apenas o primeiro passo. O governo federal está monitorando a situação de perto e se preparando para destinar mais recursos conforme a necessidade se apresentar. A cooperação entre os diferentes níveis de governo, com o apoio da sociedade civil e de organizações não governamentais, será crucial para o sucesso da recuperação.
O reconhecimento do estado de calamidade pública agiliza a burocracia e permite que os recursos cheguem mais rapidamente às cidades. Isso é fundamental para que as ações de socorro e reconstrução possam avançar sem maiores entraves, minimizando o sofrimento das populações atingidas.
Próximos Passos e Desafios da Reconstrução
Com o foco principal voltado para o resgate e a assistência imediata, as equipes de emergência trabalham incansavelmente para localizar e socorrer as vítimas. Paralelamente, o governo já planeja as ações de médio e longo prazo para a reconstrução das cidades. A restauração da infraestrutura básica, como estradas, pontes e redes de energia elétrica, é uma prioridade para restabelecer a comunicação e o fluxo de bens e pessoas.
A limpeza urbana é outra frente de atuação importante, pois a remoção de escombros e lama é essencial para evitar a proliferação de doenças e para que as famílias possam começar a reconstruir suas vidas. A reconstrução das cidades envolverá não apenas a recuperação física, mas também o apoio psicossocial às vítimas, que precisam de suporte para lidar com o trauma e a perda.
O ministro Waldez Góes enfatizou a necessidade de restaurar todos os serviços essenciais, incluindo o fornecimento de água potável e o funcionamento das redes de esgoto, que foram severamente comprometidos pelas enchentes. A segurança das barragens e a prevenção de novos desastres também serão avaliadas e fortalecidas.
A comunidade mineira, apesar de abalada, tem demonstrado grande resiliência e solidariedade. A mobilização de voluntários e a arrecadação de doações são exemplos da força da união em momentos de adversidade. O governo federal, em conjunto com os governos estadual e municipais, busca coordenar esses esforços para que a ajuda chegue a quem mais precisa de forma organizada e eficiente.
A reconstrução de Minas Gerais após as enchentes será um processo longo e árduo, mas o compromisso do governo e a força do povo mineiro são sinais de esperança. A prioridade agora é garantir que todas as vítimas recebam o auxílio necessário e que as cidades possam se erguer novamente, mais fortes e preparadas para enfrentar futuros desafios climáticos.


