Saúde
Alerta Mpox na Bahia: Primeiros Casos de 2026 Confirmados em Vitória da Conquista e Salvador; Entenda os Riscos!
Dois casos de Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, foram confirmados na Bahia em 2026, marcando os primeiros registros da doença no estado neste ano.
Dois casos de Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, foram confirmados na Bahia em 2026, marcando os primeiros registros da doença no estado neste ano. A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) divulgou que um dos pacientes está em Vitória da Conquista, no sul baiano, e o outro caso é importado, com um indivíduo que viajou de Osasco, São Paulo, para Salvador.
A confirmação dos casos acende um alerta para a vigilância epidemiológica na região, reforçando a importância de medidas preventivas e de acompanhamento. A Sesab segue monitorando a situação e as autoridades de saúde recomendam atenção aos sintomas e formas de contágio.
Conforme informação divulgada pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a situação exige cautela e acompanhamento rigoroso, com a população sendo orientada a buscar informações oficiais e seguir as recomendações sanitárias para evitar a propagação da doença. Outros casos suspeitos estão em análise e alguns já foram descartados.
Caso em Vitória da Conquista e Paciente Importado para Salvador
Em Vitória da Conquista, o caso confirmado trata-se de uma mulher entre 30 e 39 anos, que reside em outro município da região. Ela procurou atendimento no Hospital Geral de Vitória da Conquista no dia 5 de fevereiro, apresentando lesões cutâneas, vesículas e crostas. Apesar de também ter testado positivo para catapora, exames laboratoriais confirmaram o diagnóstico de Mpox.
A paciente está em isolamento e apresentando boa resposta ao tratamento. A Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista assegurou que o caso está sendo monitorado de perto, com a adoção de todas as medidas de vigilância e controle recomendadas pelos protocolos sanitários para garantir a segurança da população local.
Quanto ao paciente em Salvador, a Sesab informou que não há mais detalhes disponíveis sobre o caso importado. A pasta também revelou que, além dos dois casos confirmados, outros dois estão em fase de análise e três foram descartados após investigação.
Panorama Nacional da Mpox e Histórico da Doença
No Brasil, até a quinta-feira (19), já haviam sido registrados 47 casos de Mpox, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. São Paulo lidera com 41 casos confirmados, seguido pelo Rio de Janeiro com três, Distrito Federal com um, Rondônia com um e Santa Catarina com um. É importante notar que estes dados podem não incluir as atualizações mais recentes, como os 44 casos em São Paulo e um caso confirmado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
A doença, originalmente chamada de varíola dos macacos, foi identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo. Uma variante se espalhou globalmente em 2022, atingindo mais de 100 países, incluindo o Brasil. A Mpox é causada por um vírus semelhante ao da varíola humana.
Sintomas, Transmissão e Riscos da Mpox
Os sintomas da Mpox incluem lesões bolhosas na pele que evoluem para crostas e, posteriormente, caem. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em poucas semanas, conforme informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No entanto, a Fiocruz alerta que a doença pode levar a complicações graves e, em alguns casos, à morte.
Grupos de risco como recém-nascidos, crianças e indivíduos com imunidade comprometida podem desenvolver quadros mais severos. As complicações graves podem incluir infecções de pele, pneumonia, confusão mental e infecções oculares que podem resultar em perda de visão. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com as lesões, mas também por gotículas respiratórias e contato com objetos contaminados.
A transmissão da Mpox só cessa quando todas as lesões de pele do indivíduo infectado estão completamente cicatrizadas. O período de incubação da doença, que é o tempo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas, pode chegar a 21 dias, exigindo atenção e monitoramento durante esse período.


