Bahia
Mulher flagrada com drogas nas partes íntimas ao tentar visitar detento em Barreiras
Mulher é presa ao tentar entrar em presídio de Barreiras com drogas escondidas nas partes íntimas Uma mulher foi detida na manhã desta terça-feira (6) ao tentar ingressar no Conjun
Mulher é presa ao tentar entrar em presídio de Barreiras com drogas escondidas nas partes íntimas
Uma mulher foi detida na manhã desta terça-feira (6) ao tentar ingressar no Conjunto Penal de Barreiras, na Bahia, com entorpecentes ocultos em suas partes íntimas. A ação ocorreu durante os procedimentos de revista de visitantes, que utilizam tecnologia avançada para garantir a segurança das unidades prisionais.
A visitante, que é companheira de um detento da unidade, foi submetida ao exame de BodyScan, um equipamento que permite a visualização interna do corpo sem a necessidade de contato físico invasivo. Foi durante essa varredura que os agentes identificaram a presença de um corpo estranho, levantando suspeitas sobre a natureza do material transportado.
A descoberta gerou uma rápida resposta da equipe de segurança do presídio, que agiu com discrição e profissionalismo para confirmar a irregularidade e realizar a abordagem da suspeita, encaminhando-a às autoridades competentes para as medidas legais cabíveis.
Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a mulher compareceu à unidade com o objetivo de visitar seu companheiro que cumpre pena no local. O caso ressalta a constante atuação das forças de segurança para coibir a entrada de ilícitos no sistema prisional.
Tecnologia de ponta na revista de visitantes
O uso do BodyScan no Conjunto Penal de Barreiras representa um avanço significativo nas estratégias de segurança, permitindo a detecção de objetos e substâncias que antes poderiam passar despercebidos em revistas manuais. O equipamento funciona através de raios-X de baixa intensidade, capazes de identificar qualquer item que não faça parte da anatomia humana.
No caso em questão, o aparelho identificou a presença de um volume incomum nas partes íntimas da visitante, acionando o alerta para a equipe de monitoramento. Diante da suspeita, monitoras penitenciárias realizaram uma abordagem inicial e, em seguida, acionaram o Coordenador de Vigilância e o Gerente Operacional da unidade.
A colaboração entre os diferentes setores da administração penitenciária foi crucial para a condução da ocorrência. A presença de lideranças da segurança no momento da abordagem demonstra a seriedade com que a Seap trata a tentativa de introdução de drogas e outros materiais proibidos nas unidades prisionais.
Confissão e encaminhamento para a polícia
Durante a abordagem realizada pelas monitoras e supervisores da unidade, a mulher confessou a posse do material ilícito. Ela admitiu ter escondido aproximadamente 20 gramas de uma substância análoga à maconha em seu corpo, com a intenção de entregá-la ao seu companheiro detento.
Após a confissão e a confirmação da natureza da substância, o fato foi prontamente comunicado à Direção do Conjunto Penal de Barreiras. As imagens capturadas pelo BodyScan, que registraram a irregularidade, foram arquivadas. Esses registros são essenciais para documentar a ocorrência e servirão como prova para a adoção de medidas administrativas internas e processos legais.
Seguindo os protocolos estabelecidos para este tipo de situação, uma equipe da Polícia Militar foi acionada. Os policiais se dirigiram ao presídio para realizar a condução da mulher. Ela foi levada até a Delegacia de Polícia da cidade de Barreiras, onde permanecerá à disposição da justiça.
Combate ao tráfico e a entrada de drogas no sistema prisional
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) tem intensificado as ações de combate à entrada de drogas e outros materiais ilícitos nas unidades prisionais da Bahia. A descoberta em Barreiras é mais um exemplo do sucesso das estratégias de revista e monitoramento implementadas.
O tráfico de drogas dentro e fora dos presídios é um problema complexo que afeta a segurança pública em diversas esferas. A tentativa de introdução de entorpecentes em unidades prisionais pode gerar um ciclo de violência, facilitar a organização de facções criminosas e prejudicar os programas de ressocialização dos detentos.
A Seap tem investido em tecnologia, treinamento de pessoal e em políticas de inteligência para dificultar a ação de criminosos que tentam burlar os sistemas de segurança. O uso de equipamentos como o BodyScan, aliado à dedicação dos agentes penitenciários, tem se mostrado eficaz na prevenção de ocorrências como a registrada em Barreiras.
Impacto e medidas futuras
A prisão da mulher em Barreiras reforça a importância da vigilância constante e da aplicação rigorosa das leis. A Seap reafirma seu compromisso em manter a ordem e a disciplina nas unidades prisionais, garantindo um ambiente seguro para servidores, detentos e visitantes.
As consequências para a visitante detida incluem o processo criminal pelo crime de tráfico de drogas, que pode resultar em pena de reclusão. Além disso, ela provavelmente será incluída em uma lista de visitantes não permitidos nas unidades prisionais, o que impactará seu relacionamento com o companheiro preso.
A administração penitenciária continua aprimorando seus métodos de controle e revista, buscando sempre novas tecnologias e estratégias para combater o crime organizado. A colaboração da sociedade, através da denúncia de atividades suspeitas, também é fundamental para o sucesso dessas ações de segurança pública.


