A partir de abril de 2026, voltou a ser obrigatório o pagamento do adicional de periculosidade para motociclista que usa a moto como instrumento de trabalho. Motoboys, entregadores e profissionais de logística que andam de moto pelas ruas têm direito — e muita empresa ainda não está pagando corretamente. Veja tudo sobre a periculosidade para motociclista 2026.
Neste artigo:
- 1 O que mudou na periculosidade para motociclista em 2026
- 2 Quem tem direito à periculosidade para motociclista 2026
- 3 Qual o valor da periculosidade para motociclista 2026
- 4 A empresa precisa do laudo técnico
- 5 Periculosidade pode ser acumulada com outros adicionais
- 6 Como exigir o pagamento da periculosidade
- 7 Periculosidade entra em férias e 13º
O que mudou na periculosidade para motociclista em 2026
Durante anos, a obrigatoriedade do adicional ficou suspensa por decisão judicial que anulou a portaria que regulamentava o tema. Em abril de 2026, uma nova portaria do governo entrou em vigor tornando obrigatório novamente o pagamento da periculosidade para motociclista 2026 — com a exigência adicional de laudo técnico para mapear os riscos da atividade.
Quem tem direito à periculosidade para motociclista 2026
Têm direito ao adicional os trabalhadores que utilizam motocicleta como instrumento de trabalho em vias públicas, de forma habitual, não eventual. Isso inclui:
LEIA TAMBÉM
- Motoboys e entregadores de aplicativo com vínculo CLT
- Profissionais de logística e courier
- Técnicos de assistência técnica que se deslocam de moto
- Vendedores externos que usam moto como meio de trabalho
Empresas de delivery, logística, assistência técnica e qualquer atividade que envolva motociclistas precisam revisar contratos e folha de pagamento para incluir o adicional.
Qual o valor da periculosidade para motociclista 2026
O adicional de periculosidade equivale a 30% sobre o salário base do trabalhador — sem incluir gratificações e adicionais. Exemplo: motoboy com salário de R$ 1.800,00 recebe R$ 540,00 a mais por mês de periculosidade.
A empresa precisa do laudo técnico
Sim. A nova regra exige que a empresa elabore um laudo técnico mapeando os riscos da atividade motociclística antes de formalizar o pagamento. Esse laudo deve ser feito por engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho habilitado.
Periculosidade pode ser acumulada com outros adicionais
Não. Se o trabalhador também tiver direito a insalubridade, deve escolher o adicional mais vantajoso — não é possível receber os dois acumulados.
Como exigir o pagamento da periculosidade
- Verifique se sua função envolve uso habitual de motocicleta em via pública
- Solicite ao RH o laudo técnico de periculosidade
- Confira se o adicional aparece no holerite a partir de abril de 2026
- Se não estiver sendo pago, notifique o RH por escrito
- Registre denúncia no Ministério do Trabalho se a empresa se recusar
Periculosidade entra em férias e 13º
Sim. O adicional de periculosidade integra a remuneração e entra no cálculo de férias CLT, 13º salário e verbas rescisórias.