Bahia

Pelourinho Vibra: OSBA Realiza Concerto ‘Saideira’ de Carnaval com Artistas Baianos!

OSBA celebra o fim do Carnaval em Salvador com o concerto 'Saideira' no Pelourinho, unindo música erudita e ritmos baianos. Imperdível!

Pelourinho Vibra: OSBA Realiza Concerto 'Saideira' de Carnaval com Artistas Baianos!
Pelourinho Vibra: OSBA Realiza Concerto 'Saideira' de Carnaval com Artistas Baianos!

OSBA Celebra Fim de Carnaval com Concerto Inesquecível no Pelourinho

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), em uma iniciativa vibrante da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), protagonizou um momento memorável ao realizar o concerto “Baile Concerto – A Saideira”. O evento marcou o encerramento oficial da programação carnavalesca do Governo da Bahia, sob o projeto “Carnaval na Bahia: um Estado de Alegria”. A apresentação, que aconteceu de forma gratuita no coração do Centro Histórico, no Largo do Pelourinho, reafirmou a conexão da OSBA com as manifestações culturais populares.

A noite foi uma celebração da identidade baiana, mesclando o repertório erudito da orquestra com os ritmos contagiantes que definem o estado. A proposta foi transformar o Largo do Pelourinho em um grande baile sinfônico ao ar livre, unindo diferentes gerações e estilos musicais em uma experiência única para o público presente. A iniciativa se alinha ao objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer o papel da OSBA como um equipamento cultural dinâmico e acessível.

Sob a batuta do maestro Carlos Prazeres e com a direção artística de Manno Góes, o concerto celebrou os 110 anos do samba e a rica pluralidade da música baiana. O evento contou com a participação especial de artistas que representam a diversidade do cenário musical da Bahia, incluindo Alinne Rosa, Cortejo Afro, Illy, Larissa Luz, Nelson Rufino, Robson Morais, Serginho do Adão Negro e Edcity. Essa junção de talentos proporcionou um espetáculo que transitou entre o clássico e o contemporâneo, o erudito e o popular.

A OSBA em Sintonia com a Alma Baiana

O maestro Carlos Prazeres destacou a importância da presença da OSBA em eventos pós-folia, ressaltando o sentimento de pertencimento que a orquestra busca gerar. “Uma orquestra que quer ser conectada com a sociedade não poderia se furtar à maior festa do mundo. Não viemos aqui ‘civilizar’ a sociedade baiana; nós viemos aprender os ritmos, trocar cultura e nos misturar. A OSBA hoje tem o molho, tem a pimenta na cabeça da batuta”, afirmou o regente. Prazeres também compartilhou o sonho de, em um futuro próximo, levar a orquestra para se apresentar em cima de um trio elétrico, evidenciando o desejo de integração total com a cultura de rua.

Manno Góes, diretor artístico do projeto, reforçou a visão do “Baile Concerto” como uma plataforma de cidadania e expressão artística. “O Baile possibilita um leque muito grande para brincar com a diversidade e criatividade musical. A OSBA é um dos equipamentos mais amados da Bahia, uma extensão da sociedade. Levar a orquestra ao Pelourinho, que é tão significativo para nosso retrato de cidade, é uma junção linda”, pontuou Góes. A escolha do Largo do Pelourinho como palco para o encerramento do carnaval ressalta o valor histórico e cultural do local para a identidade baiana.

A fusão de estilos musicais foi, sem dúvida, o grande destaque da noite. Artistas de diferentes vertentes musicais puderam compartilhar o mesmo palco, interagindo com a orquestra e apresentando seus trabalhos em novas roupagens. Essa colaboração não apenas enriqueceu o repertório do concerto, mas também abriu novas possibilidades de experimentação para os músicos e para o público, que teve a oportunidade de ouvir clássicos e sucessos populares sob uma nova perspectiva sonora.

Encontros que Celebram a Diversidade e a Criatividade Musical

O cantor Edcity, que levou o pagodão para o universo sinfônico, ressaltou a relevância da ocupação de espaços pela música periférica. “A Bahia é plural e tudo se conecta. Estar aqui realizando esse sonho mostra que o pagodão também tem qualidade e pode estar em vários palcos, inclusive com uma orquestra sinfônica. O pagodão também é concerto”, celebrou o artista. Sua participação exemplifica a proposta do evento de quebrar barreiras entre os gêneros musicais e valorizar as diferentes expressões culturais da Bahia.

A cantora Larissa Luz compartilhou a emoção da parceria, descrevendo a experiência como uma mistura de mundos: “É uma mistura de mundos, do erudito com o afro e a percussão. Achei poético, denso e dramático. É prazeroso ver essa fusão acontecer”, definiu a artista. A sinergia entre os diferentes elementos musicais e culturais criou uma atmosfera única, que encantou o público e os próprios artistas envolvidos na apresentação.

Robson Morais, que também se apresentou com a Banda Mel no Baile Concerto, descreveu a experiência como um deleite acústico. “A sonoridade é outra, o som chega aos ouvidos mais completo. Cantar com a OSBA é cantar um pouquinho para a gente mesmo”, comentou. Para ele, a interação com a orquestra sinfônica proporcionou uma nova dimensão à sua performance, realçando a qualidade sonora e a profundidade musical.

Sonhos Realizados e Novos Horizontes para a Música Baiana

O sambista Nelson Rufino expressou a emoção de realizar um desejo antigo ao se apresentar com a OSBA. “Não é fácil sair do cavaco, tantan e pandeiro para enfrentar uma mega operação com 60 músicos. Mas estou realizando um sonho de menino. O que aconteceu hoje é a pedra fundamental de um sonho. É uma felicidade imensa ter por trás um violino, um violoncelo e o som dos metais com arranjos tão lindos”, revelou o sambista. Sua fala evidencia a ponte construída entre a tradição do samba e a grandiosidade da música orquestral.

A noite também foi marcada por uma participação especial de Rodrigo Teaser, conhecido por seus tributos a Michael Jackson. Ele prestou uma homenagem aos 30 anos da gravação do clipe “They Don’t Care About Us”, que ocorreu no próprio Largo do Pelourinho, local da apresentação da OSBA. Essa conexão com a história do local e com um ícone da música mundial adicionou uma camada extra de significado ao evento, celebrando a arte em suas diversas formas e épocas.

O Secretário de Cultura, Bruno Monteiro, destacou o papel fundamental da OSBA na quebra de paradigmas e na democratização da música clássica. “A OSBA se destaca por popularizar a música orquestral no Estado da Bahia, especialmente por romper barreiras colocadas muitas vezes pelo preconceito ou pela falta de criatividade. E hoje, com esse clima de carnaval, nesse território sagrado da identidade cultural da Bahia, que é o Pelourinho, esses encontros ganham outro sentido. É tudo aquilo que a gente acredita: arte, diversidade humana e qualidade produtiva”, pontuou o secretário.

Cultura como Pilar de Revitalização e Segurança no Pelourinho

Bruno Monteiro reforçou ainda o impacto social da cultura no Centro Histórico, enfatizando que o fortalecimento do Pelourinho está intrinsecamente ligado à arte. “Este carnaval, que encerramos com 600 mil pessoas aqui no Pelourinho e praticamente nenhum registro de violência, demonstra que este território vive a partir da arte. A OSBA aqui representa o investimento na diversificação artística e revela o compromisso do Governo da Bahia com a dinamização deste espaço”, afirmou o secretário. A presença massiva de público e a segurança no local atestam o poder transformador da cultura.

A celebração cultural em Salvador não se encerra com o concerto no Pelourinho. A programação do projeto Estica Verão continua com shows em diversos largos da região, mantendo o espírito festivo e a efervescência cultural. A OSBA, por sua vez, realizará uma segunda apresentação do “Baile Concerto – A Saideira” na noite de domingo (22), desta vez na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. O show de encerramento contará com a participação exclusiva de Zeca Veloso, prometendo levar a magia do Centro Histórico para um dos palcos mais icônicos da capital baiana.

Os ingressos para a apresentação na Concha Acústica estão disponíveis para venda na plataforma Sympla e na bilheteria do local. A expectativa é de que o espetáculo repita o sucesso do Pelourinho, proporcionando mais uma noite de celebração e fusão musical. A OSBA, que completa 40 anos em 2022, continua a consolidar seu papel como um dos principais pilares culturais da Bahia, promovendo a música e a arte para um público cada vez mais amplo e diversificado.

Sobre a OSBA: Tradição e Inovação na Música Sinfônica Baiana

Criada em 30 de setembro de 1982, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) é um corpo artístico do Teatro Castro Alves. Seu processo de publicização foi consolidado em abril de 2017, quando a Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA), entidade sem fins lucrativos qualificada como Organização Social (OS), assumiu sua gestão. A OSBA permanece como um corpo artístico público, sendo mantida com recursos diretos do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

Ao longo de sua trajetória, a OSBA tem se destacado não apenas pela excelência em suas apresentações eruditas, mas também pela sua capacidade de se conectar com outros gêneros musicais e com as manifestações culturais locais. O “Baile Concerto – A Saideira” é um exemplo emblemático dessa busca por inovação e inclusão, mostrando que a música sinfônica pode dialogar harmoniosamente com ritmos como o samba, o pagodão e a música afro-brasileira.

A orquestra tem desempenhado um papel crucial na formação de público e na difusão da música clássica na Bahia, promovendo concertos em diferentes espaços, incluindo escolas, praças e teatros. A iniciativa de levar a música sinfônica para o Largo do Pelourinho, um dos cartões-postais mais importantes da cultura baiana, reforça o compromisso da OSBA em tornar a música acessível a todos, rompendo barreiras sociais e geográficas.