Presidente da Fifa exalta legado do Brasil em Copas: ‘Único país em todas edições’

Zurique, Suíça – Em um comunicado que ressoou globalmente entre os amantes do futebol, o presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), Gianni Infantino, celebrou nesta quarta-feira, 12 de junho de 2025, a tão aguardada classificação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Em um vídeo divulgado nas redes sociais da entidade máxima do futebol, o dirigente não poupou elogios ao Brasil, destacando a importância histórica e o legado único da nação no torneio mais prestigiado do esporte. Infantino fez questão de parabenizar a equipe por alcançar sua 23ª participação consecutiva em Copas, um feito inédito e sem paralelos entre as nações futebolísticas, consolidando o Brasil como a única seleção a marcar presença em todas as edições do Mundial.

A mensagem do presidente da Fifa não foi apenas um protocolo; foi um reconhecimento profundo do protagonismo brasileiro ao longo das décadas. Infantino fez questão de sublinhar que o Brasil é o único país a ter disputado todas as edições da competição desde sua criação, em 1930. Ele classificou esse histórico como um exemplo brilhante da paixão inigualável e da excelência técnica que o futebol brasileiro sempre demonstrou em nível mundial. A presença constante da Amarelinha não é apenas um dado estatístico; é a prova viva de uma cultura futebolística que respira o esporte e se reinventa a cada geração.

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A vaga para a Copa do Mundo de 2026 foi garantida matematicamente após uma vitória crucial da Seleção Brasileira por 1 a 0 sobre o Paraguai nas Eliminatórias Sul-Americanas. Com esse resultado, o time, agora sob o comando do renomado técnico italiano Carlo Ancelotti, assegurou sua presença no torneio que será realizado em uma inédita edição trilateral, com jogos em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A Copa de 2026 marcará, assim, a primeira grande competição com a nova geração brasileira totalmente sob a batuta e a visão estratégica do técnico italiano, gerando enorme expectativa sobre o potencial de um novo ciclo vitorioso.

Presidente da Fifa exalta legado do Brasil em Copas: ‘Único país em todas edições’

A Conexão Histórica do Brasil com a América do Norte nas Copas

Durante sua mensagem, Gianni Infantino fez questão de resgatar memórias gloriosas do futebol brasileiro, lembrando os títulos do Brasil em Copas disputadas em solo norte-americano. Essa menção não foi aleatória; ela serve como um presságio, uma fonte de inspiração para a atual geração.

Infantino citou, com entusiasmo, o desempenho marcante da equipe em 1970, no México, quando a Seleção de Pelé, Jairzinho, Tostão e Rivelino encantou o mundo e conquistou o tricampeonato em uma das atuações mais brilhantes da história das Copas. Aquela equipe, com seu “futebol arte”, é reverenciada até hoje como um marco de excelência. Em seguida, o presidente da Fifa relembrou a conquista do tetracampeonato em 1994, nos Estados Unidos, com a dupla de ataque letal formada por Romário e Bebeto. Essa Copa, que marcou o retorno do Brasil ao topo do futebol após 24 anos de jejum, solidificou a conexão especial da Seleção Canarinho com a história do torneio em solo norte-americano.

Essa forte conexão com a América do Norte não é apenas uma curiosidade histórica; ela gera uma aura de otimismo. Para muitos torcedores e analistas, o fato de a Copa de 2026 ser disputada nos mesmos continentes onde o Brasil ergueu duas de suas cinco taças é um bom presságio. A energia dos locais, a lembrança das grandes conquistas e a capacidade de superação demonstrada em edições anteriores podem servir de combustível motivacional para os jogadores atuais.

O Legado de 1970: A Magia de Pelé e o Futebol-Arte

A Copa de 1970 é frequentemente citada como uma das maiores de todos os tempos. O Brasil de Pelé não apenas venceu, mas o fez com um estilo de jogo que fascinou o planeta. A seleção daquele ano é considerada por muitos a maior equipe de futebol da história, combinando talento individual exuberante com um coletivo coeso e criativo. A lembrança dessa conquista em solo mexicano evoca a capacidade brasileira de inovar e de impor um futebol de alta qualidade, mesmo sob pressão. A aura de Pelé e sua genialidade ainda pairam sobre as aspirações de cada nova geração de jogadores.

O Pragmatismo Vencedor de 1994: Romário e o Fim do Jejum

A Copa de 1994, nos EUA, representou um marco diferente. Foi a Copa do pragmatismo, da disciplina tática e da determinação. A seleção de Romário e Bebeto, comandada por Carlos Alberto Parreira, mostrou que o Brasil podia ser campeão não apenas com o “futebol-arte”, mas também com solidez defensiva e um ataque objetivo. A vitória após 24 anos de espera foi um alívio e uma festa nacional, reafirmando a hegemonia brasileira. A memória daquele torneio em solo americano traz à tona a capacidade de superação e a resiliência necessárias para conquistar o título.

Carlo Ancelotti e a Nova Geração: A Busca pelo Hexacampeonato

Encerrando sua fala, o presidente da Fifa demonstrou um entusiasmo palpável com o elenco atual da Seleção Brasileira e sua expectativa para o futuro. A chegada de Carlo Ancelotti ao comando técnico é vista como um divisor de águas. O treinador italiano, com seu vasto currículo de sucesso em grandes clubes europeus e sua habilidade de gerenciar elencos repletos de estrelas, é considerado a peça-chave para extrair o melhor de uma geração talentosa.

Infantino destacou a liderança de Ancelotti e, mais importante ainda, o talento e a qualidade da nova geração de jogadores brasileiros como ingredientes promissores na busca pelo tão sonhado hexacampeonato. Nomes como Vinicius Jr., Rodrygo, Endrick, Bruno Guimarães, entre outros, representam a esperança de um futuro glorioso para o futebol brasileiro. São atletas que se destacam nos maiores palcos do futebol mundial, com experiência em competições de alto nível e uma sede de vitórias.

A expectativa em torno de Ancelotti é alta. Sua fama de ser um técnico que sabe montar equipes equilibradas, que valoriza a qualidade técnica e que é capaz de gerenciar egos em vestiários estrelados, o torna a escolha ideal para o momento da Seleção. A torcida brasileira deposita nele a confiança de que ele será o condutor que levará o país à sexta estrela.

O Desafio de Ancelotti: Unir Talento e Disciplina

A missão de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira é multifacetada. Ele não apenas precisa integrar novos talentos e manter a base experiente, mas também:

  • Implementar uma Filosofia de Jogo: Definir um estilo que maximize o potencial ofensivo brasileiro sem negligenciar a solidez defensiva.
  • Gerenciar Expectativas: Lidar com a imensa pressão da torcida e da mídia, que sempre cobram o título da Copa do Mundo.
  • Desenvolver Lideranças: Identificar e nutrir líderes dentro do elenco para que a equipe tenha voz e autonomia em campo.
  • Manter a Unidade do Grupo: Assegurar que os jogadores, vindos de diferentes ligas e culturas, atuem como um coletivo coeso e determinado.

A capacidade de Ancelotti de se adaptar a diferentes culturas e de extrair o melhor de seus jogadores será fundamental para o sucesso do Brasil em 2026. A combinação de seu pragmatismo tático com a alegria e a criatividade do futebol brasileiro pode ser a receita para a vitória.

O Impacto da Classificação Precoce nas Eliminatórias

A classificação antecipada do Brasil para a Copa do Mundo de 2026, com uma rodada de antecedência nas Eliminatórias, traz algumas vantagens significativas:

  • Planejamento Antecipado: Permite que a comissão técnica de Carlo Ancelotti planeje com calma a preparação para o Mundial, com mais tempo para testes de jogadores, esquemas táticos e logística de viagens.
  • Redução de Pressão: Diminui a pressão sobre os jogadores e a comissão técnica nas próximas rodadas das Eliminatórias, permitindo que a equipe jogue com mais liberdade e experimente novas formações.
  • Foco na Construção do Elenco: Ancelotti poderá usar os jogos restantes das Eliminatórias e os amistosos para observar novos talentos, consolidar o elenco e ajustar detalhes, sem a urgência de resultados para garantir a vaga.
  • Estabilidade e Confiança: A classificação precoce gera um ambiente de estabilidade e confiança, tanto para o elenco quanto para a torcida, o que é fundamental para a construção de uma equipe campeã.

Ainda que o futebol brasileiro esteja passando por um processo de renovação, a vaga antecipada para o Mundial é um testemunho da força e da resiliência da Seleção. A campanha nas Eliminatórias, marcada por uma adaptação a um novo comando técnico e a busca por um estilo de jogo, culminou no objetivo principal: a classificação.

O Significado do Hexa: Mais Que Um Título, Uma Obsessão Nacional

A busca pelo hexacampeonato é mais do que um objetivo esportivo para o Brasil; é uma verdadeira obsessão nacional. Desde a conquista do penta em 2002, a expectativa por mais uma estrela na camisa da Seleção tem crescido a cada Copa. O hexacampeonato representaria a reafirmação do Brasil como a maior potência do futebol mundial, distanciando-se de seus concorrentes mais próximos em número de títulos.

A fala de Infantino, ao celebrar a classificação e projetar o futuro com otimismo, ecoa essa ambição. É um reconhecimento do impacto global do futebol brasileiro e do desejo de que a Seleção continue a brilhar nos grandes palcos. A Copa do Mundo de 2026, com sua sede tripla e a promessa de uma edição histórica, aguarda o Brasil de Carlo Ancelotti e sua talentosa nova geração. A paixão do povo brasileiro, a tradição de conquistas e a busca incessante pela excelência se unem na torcida por um destino dourado: o tão sonhado hexacampeonato mundial. A jornada já começou, e o mundo do futebol estará de olho.