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Recompensa Dobrada a Ataque em Solo: A Escalada de Tensões entre EUA e Venezuela em 2023
Ameaças e Ações Militares Intensificam Crise entre EUA e Venezuela
A relação entre Estados Unidos e Venezuela atingiu um novo patamar de tensão com a confirmação, pelo presidente Donald Trump, de um ataque americano em território venezuelano. Este evento marca um avanço significativo na estratégia de pressão adotada por Washington contra o governo de Nicolás Maduro, intensificando um conflito que tem se desenrolado nos últimos meses.
A escalada de tensões teve início com o aumento da recompensa por informações que levem à prisão de Maduro e se intensificou com o reforço da presença militar americana na região do Caribe. Acusações de envolvimento com o tráfico de drogas e a classificação do grupo “Cartel de los Soles” como organização terrorista adicionaram novas camadas ao complexo cenário diplomático.
Esses desdobramentos, conforme informações divulgadas, refletem uma estratégia americana que não descarta o uso da força para atingir seus objetivos na região. A Venezuela, por sua vez, tem classificado as ações dos EUA como imperialistas, buscando controlar seus recursos naturais e desestabilizar o governo atual. Conforme informações divulgadas pelo governo dos EUA, a operação ocorreu no dia 24 de dezembro.
O Início da Escalada: Recompensa e Reforço Militar
Em agosto, os Estados Unidos anunciaram o dobro da recompensa por informações que levassem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro, elevando o valor para US$ 50 milhões. Pouco depois, houve um notável reforço na presença militar americana no Mar do Caribe, com o envio de navios de guerra e um submarino nuclear. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o governo Trump usaria “toda a força” contra o regime venezuelano.
Ações em Mar Aberto e Declarações de Trump
O mês de setembro viu os Estados Unidos realizarem o primeiro ataque contra um barco supostamente carregado com drogas no Mar do Caribe, uma ação que se tornou mais frequente em águas abertas e no Oceano Pacífico. Na mesma época, Trump admitiu a possibilidade de ataques terrestres na Venezuela, relacionados à campanha contra o narcotrágico. A imprensa americana relatou que o objetivo final seria a derrubada do governo Maduro.
Um marco importante ocorreu em outubro, com o voo de três bombardeiros B-52 americanos em uma região próxima à Venezuela. Em novembro, o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, chegou ao Mar do Caribe. Paralelamente, o governo venezuelano decretou estado de exceção, concedendo poderes especiais a Maduro.
Sanções, Bloqueios e o Ataque em Solo Venezolano
Dezembro foi marcado por ações de sanção e bloqueio. No dia 10, os EUA apreenderam uma embarcação com petróleo venezuelano no Caribe. Trump declarou que a Venezuela estava cercada e anunciou um bloqueio total de navios petroleiros. Dias antes, em 18 de dezembro, caças F-18 americanos sobrevoaram áreas próximas a Caracas, com alguns a menos de 100 quilômetros da capital.
O clímax dessa escalada foi a confirmação, por Donald Trump, de um ataque terrestre em solo venezuelano no dia 24 de dezembro. Segundo o presidente, a operação destruiu uma área portuária usada por narcotraficantes. O Pentágono não divulgou detalhes, e o governo venezuelano ainda não se pronunciou oficialmente sobre as declarações de Trump. O Departamento de Guerra anunciou o 30º bombardeio contra barcos suspeitos de transportar drogas, totalizando 31 embarcações atingidas e 107 mortos, segundo dados dos EUA.
O Cartel de los Soles: Acusações e Classificação como Terrorismo
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, é acusado pelos Estados Unidos de liderar o chamado “Cartel de los Soles”. Recentemente, o governo americano classificou este grupo como uma organização terrorista internacional ligada ao tráfico de drogas. Essa classificação abriu a possibilidade de que integrantes do regime venezuelano fossem considerados alvos legítimos em operações militares contra cartéis.
A inclusão oficial do Cartel de los Soles na lista de organizações terroristas ocorreu em novembro, dias após uma conversa telefônica entre Trump e Maduro que, segundo a imprensa americana, não gerou avanços e evidenciou a resistência do líder venezuelano em deixar o poder. A Venezuela tem consistentemente negado as acusações, classificando-as como parte de uma campanha para desestabilizar o país e controlar suas reservas de petróleo.


