Bahia
TCE-BA se junta ao TRE-BA na auditoria das urnas eletrônicas para as Eleições 2026: entenda como funciona o processo de segurança
TCE-BA participa ativamente da auditoria das urnas eletrônicas para as Eleições 2026 O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) deu início à sua participação nos procedimento
TCE-BA participa ativamente da auditoria das urnas eletrônicas para as Eleições 2026
O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) deu início à sua participação nos procedimentos de auditoria da votação eletrônica para as Eleições 2026. A iniciativa, que começou nesta sexta-feira, 2 de outubro, demonstra o compromisso do órgão em assegurar a transparência e a segurança do processo eleitoral.
O auditor estadual de controle externo, Yuri Moisés Martins, representa o TCE/BA no acompanhamento das atividades conduzidas pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Essa colaboração é fundamental para reforçar a confiança no sistema de votação eletrônica.
A primeira etapa da auditoria ocorreu na Sala de Sessões do TRE-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O objetivo principal foi definir as zonas e seções eleitorais que seriam incluídas ou excluídas do sorteio das urnas a serem submetidas aos testes de integridade e autenticidade. A reunião contou com a presença da juíza Patrícia Cerqueira de Oliveira, presidente da Comissão, e do auditor federal Joaquim Quadros Tonhã, do Tribunal de Contas da União (TCU). Conforme divulgado pelo próprio TCE/BA, essa participação é essencial para acompanhar os critérios adotados pelo TRE-BA.
Critérios de exclusão e critérios de inclusão das urnas eletrônicas
Um dos pontos cruciais discutidos na reunião foi a definição dos critérios para a exclusão de determinadas zonas e seções eleitorais dos testes. Foram considerados, principalmente, as **dificuldades de deslocamento** entre algumas zonas eleitorais e as sedes dos polos regionais.
A juíza Patrícia Cerqueira de Oliveira explicou que foram avaliadas especialmente as localidades situadas a mais de 130 quilômetros desses pontos. Além disso, foram consideradas situações específicas apresentadas e justificadas por juízes eleitorais, visando garantir a viabilidade logística dos testes. Em Salvador, por exemplo, apenas seções localizadas nas ilhas vinculadas à 4ª Zona Eleitoral foram consideradas para exclusão, devido às particularidades de locomoção.
Próximas etapas da auditoria e o papel do TCE/BA
Yuri Moisés Martins, auditor do TCE/BA, destacou a importância da participação do seu órgão. “Como auditor do TCE/BA, já viajei muito pelo estado e conheço as dimensões da Bahia e as dificuldades de deslocamento. Por isso, compreendo os motivos apresentados”, afirmou. Essa visão local contribui significativamente para a análise dos critérios.
O trabalho de auditoria continuará neste sábado, 3 de outubro, com a **cerimônia pública de escolha ou sorteio das seções eleitorais** cujas urnas passarão pela auditoria. Na Bahia, um total de **43 urnas** serão selecionadas: 33 para o Teste de Integridade e 10 para o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. Essa seleção é um passo vital para a garantia da segurança.
Testes de Integridade e Autenticidade: como funcionam?
No domingo, 4 de outubro, dia do primeiro turno das Eleições 2026, será realizado o **Teste de Integridade**. Este teste simulará uma votação em ambiente controlado, onde os votos registrados nas urnas eletrônicas serão comparados com os votos previamente anotados em cédulas de papel. A comparação dos resultados é o ponto chave para verificar a precisão.
Já o **Teste de Autenticidade** ocorrerá nas próprias seções eleitorais selecionadas, antes mesmo do início da votação. O objetivo é verificar a integridade dos sistemas instalados nas urnas, garantindo que não houve qualquer tipo de manipulação ou alteração nos softwares utilizados. Essas medidas reforçam a **confiabilidade das urnas eletrônicas**.


