Bahia
Vereador do MDB promete “ajuda” para marcar consultas e exames no SUS da Bahia e gera polêmica
Vereador do MDB é acusado de usar SUS para fins polÃticos em Santo Antônio de Jesus Uma publicação nas redes sociais do vereador Marquinhos Tião (MDB), de Santo Antônio de Jesus, n
Vereador do MDB é acusado de usar SUS para fins políticos em Santo Antônio de Jesus
Uma publicação nas redes sociais do vereador Marquinhos Tião (MDB), de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, gerou controvérsia ao sugerir que ele poderia intermediar a marcação de consultas e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
O edil convidou os cidadãos que precisam de procedimentos a entrarem em contato, informando dados como CPF, cartão do SUS e pedidos médicos. A atitude levanta questionamentos sobre o possível uso político da saúde pública, um direito de todos.
A polêmica foi iniciada com uma postagem na segunda-feira (29), onde o vereador declarou: “Precisa de exames e consultas? Eu posso ajudar!”. O conteúdo foi divulgado em seu perfil no Instagram, atraindo atenção pela forma como a oferta foi apresentada.
Oferta de intermediação para diversos procedimentos médicos
Na postagem original, Marquinhos Tião detalhou que poderia auxiliar no agendamento de exames como densitometria óssea, ecocardiograma adulto e pediátrico, além de consultas em especialidades como urologia e acompanhamento para tratamento de catarata e cardiopediatria. A oferta incluía uma variedade de serviços disponíveis pelo SUS.
Segunda publicação com mensagem similar, mas com falhas de formatação
No dia seguinte, terça-feira (30), o vereador fez uma nova publicação, reforçando a ideia de que poderia oferecer suporte. Apesar de apresentar letras truncadas e aparentes falhas de edição, a mensagem central era clara: “precisa de exames ou consultas? Posso orientar e apoiar”.
Suspeitas de uso político e críticas à prática
A atuação do vereador foi vista por muitos como uma tentativa de apropriação política de serviços públicos. A Constituição Federal garante o acesso universal e igualitário à saúde, e a intermediação direta por um agente político pode configurar vantagem indevida e desvirtuar o funcionamento do SUS.
Especialistas em direito administrativo e saúde pública alertam que a marcação de consultas e exames no SUS deve seguir critérios técnicos e listas de espera estabelecidas pelas unidades de saúde, sem a interferência de interesses políticos.
O que diz a legislação sobre o acesso ao SUS
O Sistema Único de Saúde opera com base em princípios de universalidade, integralidade e equidade. O agendamento de procedimentos é realizado pelas centrais de regulação, que organizam a demanda de acordo com a disponibilidade e a gravidade dos casos. A interferência de terceiros pode prejudicar o fluxo e a justiça no acesso aos serviços de saúde.


