Política

Vice-líder do PL aciona CNJ contra Alexandre de Moraes por supostas interações com presidente do BC sobre Banco Master

Deputado Sanderson representa contra Alexandre de Moraes no CNJ por supostas irregularidades envolvendo o Banco Master O vice-líder do PL, deputado Sanderson (PL), protocolou uma r

Deputado Sanderson representa contra Alexandre de Moraes no CNJ por supostas irregularidades envolvendo o Banco Master

O vice-líder do PL, deputado Sanderson (PL), protocolou uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando a apuração de condutas do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação, endereçada ao Corregedor-Geral de Justiça, Mauro Campbell Marques, baseia-se em reportagens que indicam supostas interações do magistrado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O documento levanta questionamentos sobre a relação entre ambos no contexto da venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).

Conforme divulgado na coluna de Paulo Cappelli, no site Metrópoles, a representação aponta que Moraes teria mantido contato telefônico e um encontro com Galípolo para discutir a referida transação. A representação solicita que o CNJ realize uma investigação independente sobre possíveis violações dos deveres funcionais de imparcialidade, prudência e reserva por parte do ministro.

Relação do escritório da esposa do ministro com o Banco Master é citada

O deputado Sanderson também trouxe à tona a ligação do escritório Barci de Moraes Associados, que pertence à esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master. Segundo o documento, o escritório mantinha um contrato de prestação de serviços com a instituição financeira.

A representação alega a possibilidade de uma “atuação informal” por parte do ministro, uma vez que tanto o Banco Central quanto o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informaram não ter recebido petições formais ou pedidos de audiência protocolados pelo escritório em questão.

Fraude bilionária e liquidação do Banco Master

O pedido encaminhado ao CNJ também faz menção à fraude estimada em R$ 12,2 bilhões identificada no Banco Master pelo Banco Central. Essa descoberta culminou na decretação da liquidação extrajudicial da instituição e na prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro.

A representação busca esclarecer se houve alguma conduta irregular por parte do ministro Alexandre de Moraes que possa ter influenciado os desdobramentos envolvendo o Banco Master, especialmente considerando as supostas interações informais.

CNJ é acionado para apurar imparcialidade e reserva do magistrado

O objetivo principal da representação é que o Conselho Nacional de Justiça promova uma apuração rigorosa e independente para verificar se os deveres funcionais de imparcialidade, prudência e reserva do ministro Alexandre de Moraes foram, de fato, violados.

A ação movida pelo deputado Sanderson reflete a preocupação com a transparência e a ética no judiciário, buscando garantir que quaisquer interações de autoridades com instituições financeiras, especialmente em casos de investigação ou intervenção, ocorram dentro dos limites legais e regulamentares.

Este caso levanta debates importantes sobre a atuação de magistrados em questões que podem ter interfaces com seus interesses pessoais ou familiares, e a importância de mecanismos de controle e fiscalização para assegurar a integridade do sistema judicial brasileiro.